Beto reforça Recreativo de Huelva
O central português Beto é o mais recente reforço do Recreativo de Huelva, informou esta tarde o clube espanhol. Depois de uma temporada ao serviço dos franceses do Bordéus, onde chegou após muitos anos de leão ao peito, representando o Sporting, o jogador de 30 anos junta-se a Pablo Amo (Deportivo) e Javi Guerrero (Celta de Vigo), como reforços de última hora do emblema de Huelva. Recorde-se que o Recreativo começou a edição 2006/07 da Liga espanhola com um empate (1-1) frente ao Maiorca.
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2:03 PM
Foi em 1993, que o campeão Ruddick Bowe e o antigo detentor do ceptro, Evander Holyfield, se defrontaram num evento cheio de militarismo e alguma pós-modernidade.
No 7º assalto, Holyfield massacrava Bowe junto às cordas, quando subitamente o público se levanta, começando alguns a gritar e a protegerem-se. Holyfield "cessou o fogo", mandando o adversário olhar para o céu.O que eles viram foi um homem de parapente que viria a aterrar no ringue junto ao canto de Bowe. Alguns membros do "staff" do campeão apressaram-se a espancar o pobre coitado. 20 minutos mais tarde, após a calma ser restabelecida, Holyfield viria a reconquistar o título por decisão unânime.
Esta é uma posta que já estava para escrever há um tempo, mas só agora consegui encontrar a informação que pretendia. O AS Monaco é um dos clubes que mais me fascina. É um dos grandes do futebol francês e um clube respeitado na Europa. Venceu o campeonato francês em sete ocasiões (1961, 1963, 1978, 1982, 1988, 1997 e 2000), a Taça de França em cinco (1960, 1963, 1980, 1985 e 1991) e a Taça da Liga numa (2003). Foi ainda finalista vencido da Taça das Taças (1992) e da Liga dos Campeões (2004). Um currículo interessante, sem dúvida.
Há duas coisas que me fascinam neste clube. Em primeiro lugar, o facto de, ao contrário do que normalmente acontece com os clubes grandes, este praticamente não ter apoio popular. O Estádio Louis II, um dos meus preferidos arquitectonicamente, não leva mais de 18.523 espectadores e mesmo assim só enche nos jogos grandes da Liga dos Campeões e nos derbies contra o Marselha (sobretudo graças aos adeptos marselheses). Mesmo assim, o clube tem-se mantido no topo, completando este ano 30 anos consecutivos na I Divisão. Melhor só o Nantes e o PSG.
Outro aspecto extraordinário é a capacidade incrível que o clube tem de adquirir grandes pontas-de-lança. Já tinha reparado no assunto há algum tempo e agora resolvi pesquisar. Aqui vai a lista de goleadores de renome internacional que passaram pelo Monaco, só desde 1990:
- Ramon Diaz, Argentina (90 - 91)
- Georges Weah, Libéria (90 - 92)
- Jürgen Klinsmann, Alemanha (92 - 94)
- Victor Ikpeba, Nigéria (93 - 99)
- Sonny Anderson, Brasil (94 - 97)
- Thierry Henry, França (94 - 99)
- David Trezeguet, França (95 - 00)
- Marco Simone, Itália (99 - 03)
- Dado Prso, Croácia (99 - 04)
- Shabani Nonda, R. D. Congo (00 - 05)
- Florin Raducioiu, Roménia (00 - 02)
- Oliver Bierhoff, Alemanha (01 - 02)
- Emmanuel Adebayor, Togo (03 - 06)
- Fernando Morientes, Espanha (03 - 04)
- Javier Saviola, Argentina (04 - 05)
- Javier Chevanton, Uruguai (04 - 06)
- Mohamed Kallon, Serra Leoa (04 - 07)
- Marco di Vaio, Itália (05 - 07)
- Christian Vieri, Itália (05 - 06)
- Jan Koller, República Checa (06 - 07)
É uma lista impressionante! É verdade que alguns destes jogadores foram para o principado em final de carreira. Outros revelaram-se verdadeiros flops. Mas não deixa de ser invejável a atracção que o clube (e a cidade, quiçá) exercem sobre estes jogadores, sempre os mais requisitados, pela sua competência em meter o esférico na rede. E digo invejável porque é um pouco de inveja que sinto, quando vejo que o meu clube não consegue mais do que dar tiros no escuro, esperando que saia um novo levezinho na taluda.
Há duas coisas que me fascinam neste clube. Em primeiro lugar, o facto de, ao contrário do que normalmente acontece com os clubes grandes, este praticamente não ter apoio popular. O Estádio Louis II, um dos meus preferidos arquitectonicamente, não leva mais de 18.523 espectadores e mesmo assim só enche nos jogos grandes da Liga dos Campeões e nos derbies contra o Marselha (sobretudo graças aos adeptos marselheses). Mesmo assim, o clube tem-se mantido no topo, completando este ano 30 anos consecutivos na I Divisão. Melhor só o Nantes e o PSG.
Outro aspecto extraordinário é a capacidade incrível que o clube tem de adquirir grandes pontas-de-lança. Já tinha reparado no assunto há algum tempo e agora resolvi pesquisar. Aqui vai a lista de goleadores de renome internacional que passaram pelo Monaco, só desde 1990:
- Ramon Diaz, Argentina (90 - 91)
- Georges Weah, Libéria (90 - 92)
- Jürgen Klinsmann, Alemanha (92 - 94)
- Victor Ikpeba, Nigéria (93 - 99)
- Sonny Anderson, Brasil (94 - 97)
- Thierry Henry, França (94 - 99)
- David Trezeguet, França (95 - 00)
- Marco Simone, Itália (99 - 03)
- Dado Prso, Croácia (99 - 04)
- Shabani Nonda, R. D. Congo (00 - 05)
- Florin Raducioiu, Roménia (00 - 02)
- Oliver Bierhoff, Alemanha (01 - 02)
- Emmanuel Adebayor, Togo (03 - 06)
- Fernando Morientes, Espanha (03 - 04)
- Javier Saviola, Argentina (04 - 05)
- Javier Chevanton, Uruguai (04 - 06)
- Mohamed Kallon, Serra Leoa (04 - 07)
- Marco di Vaio, Itália (05 - 07)
- Christian Vieri, Itália (05 - 06)
- Jan Koller, República Checa (06 - 07)
É uma lista impressionante! É verdade que alguns destes jogadores foram para o principado em final de carreira. Outros revelaram-se verdadeiros flops. Mas não deixa de ser invejável a atracção que o clube (e a cidade, quiçá) exercem sobre estes jogadores, sempre os mais requisitados, pela sua competência em meter o esférico na rede. E digo invejável porque é um pouco de inveja que sinto, quando vejo que o meu clube não consegue mais do que dar tiros no escuro, esperando que saia um novo levezinho na taluda.
Até agora mantive-me em blackout sobre o caso Mateus, aqui no Malta da Tropa. Aliás julgo que os meus companheiros também, mas não tenho a certeza e reconheço que neste momento me falta paciência para procurar nos nossos arquivos. Se estou errado peço desculpa. Resumindo já a questão, a minha opinião é a seguinte: a Liga Betadine (este ano resumida a Liga Bine) devia ser disputada por 15 clubes.
A maioria das opiniões afirmam que o Gil Vicente desrespeitou as regras do futebol profissional português, ao recorrer aos tribunais comuns neste caso. A lei diz que esse recurso é proibido quando se trata de questões técnico-desportivas. O Gil alega que a sua é uma questão laboral. Há quem diga que não, porque os galos podiam contratar o jogador, desde que não o colocassem a jogar. Ora bem, se não for para jogar, qual o interesse de um clube contratar um jogador? Que eu saiba no futebol ainda não há “jogadores de testes”, fazendo um paralelo com os pilotos de testes da Fórmula 1. Ou seja, o Mateus estava proibido de exercer a sua profissão, que é jogar à bola, e isso, no meu ponto de vista, é uma questão laboral. Mas admitindo que o Gil cometeu uma infracção, aceita-se a descida.
Quem deve beneficiar com isso? A meu ver, ninguém. O Belenenses desceu de divisão, o Leixões não conseguiu subir. Podem achar injusto terem descido quatro equipas ou terem subido apenas duas, mas a verdade é que as regras estavam definidas à partida. Se os dois clubes não alcançaram os seus objectivos foi por pura incompetência própria. Além disso, a lei não é clara. Ela diz que quando um clube não cumpre os requisitos para participar num determinado escalão, deve ser substituído pelo clube melhor classificado dos despromovidos. Não é este o caso, claramente. O Gil cumpre os requisitos para disputar a I Liga, se descer é por castigo disciplinar. Ora aqui a lei é omissa.
Recordando o que aconteceu na época passada na II Divisão, alguns clubes acabaram por não poder participar na prova, já depois de realizados os sorteios. E o que aconteceu? Foram repescados clubes que tinham descido de escalão ou que tinham falhado a subida por pouco? Não. Simplesmente prosseguiu-se a prova com o número de clubes aptos para tal. Nalgumas séries havia inclusivamente dois clubes a folgar por semana. Penso que seria este o melhor caminho a percorrer para esta edição da Liga. Serviria igualmente de exemplo para todos: para os clubes prevaricadores, para os que esperam por erros alheios para ganharem na secretaria o que não conseguiram no campo e para as entidades que gerem o futebol português, para fazerem leis e regras claras para todos, que permitam resolver estes casos em tempo aceitável.
Novo caso Bosman?
Mas há outra questão, se calhar ainda mais importante. Este caso pode transformar-se num novo caso Bosman. Como disse ontem Marcelo Rebelo de Sousa na RTP, a FIFA não é nenhum órgão de soberania, mas sim uma multinacional que gere o negócio do futebol a nível mundial. E tem-se habituado a viver num mundo à parte, com regras próprias e por ela definidas sem qualquer pudor.
A lei fundamental de Portugal e de todos os países civilizados prevê que os cidadãos, individuais ou colectivos, possam recorrer aos tribunais comuns quando se sintam lesados. As regras da FIFA vão contra este princípio. Se o Gil Vicente, ou outro clube qualquer, levar este caso aos tribunais europeus, tenho a certeza absoluta de que a FIFA vai voltar a sair com o rabinho entre as pernas, como aconteceu com o caso do até então obscuro Bosman. E como, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer na questão das selecções nacionais, que usam e abusam dos jogadores quando e onde querem, ficando os clubes sempre a arder, quando investem milhões nos atletas.
A maioria das opiniões afirmam que o Gil Vicente desrespeitou as regras do futebol profissional português, ao recorrer aos tribunais comuns neste caso. A lei diz que esse recurso é proibido quando se trata de questões técnico-desportivas. O Gil alega que a sua é uma questão laboral. Há quem diga que não, porque os galos podiam contratar o jogador, desde que não o colocassem a jogar. Ora bem, se não for para jogar, qual o interesse de um clube contratar um jogador? Que eu saiba no futebol ainda não há “jogadores de testes”, fazendo um paralelo com os pilotos de testes da Fórmula 1. Ou seja, o Mateus estava proibido de exercer a sua profissão, que é jogar à bola, e isso, no meu ponto de vista, é uma questão laboral. Mas admitindo que o Gil cometeu uma infracção, aceita-se a descida.
Quem deve beneficiar com isso? A meu ver, ninguém. O Belenenses desceu de divisão, o Leixões não conseguiu subir. Podem achar injusto terem descido quatro equipas ou terem subido apenas duas, mas a verdade é que as regras estavam definidas à partida. Se os dois clubes não alcançaram os seus objectivos foi por pura incompetência própria. Além disso, a lei não é clara. Ela diz que quando um clube não cumpre os requisitos para participar num determinado escalão, deve ser substituído pelo clube melhor classificado dos despromovidos. Não é este o caso, claramente. O Gil cumpre os requisitos para disputar a I Liga, se descer é por castigo disciplinar. Ora aqui a lei é omissa.
Recordando o que aconteceu na época passada na II Divisão, alguns clubes acabaram por não poder participar na prova, já depois de realizados os sorteios. E o que aconteceu? Foram repescados clubes que tinham descido de escalão ou que tinham falhado a subida por pouco? Não. Simplesmente prosseguiu-se a prova com o número de clubes aptos para tal. Nalgumas séries havia inclusivamente dois clubes a folgar por semana. Penso que seria este o melhor caminho a percorrer para esta edição da Liga. Serviria igualmente de exemplo para todos: para os clubes prevaricadores, para os que esperam por erros alheios para ganharem na secretaria o que não conseguiram no campo e para as entidades que gerem o futebol português, para fazerem leis e regras claras para todos, que permitam resolver estes casos em tempo aceitável.
Novo caso Bosman?
Mas há outra questão, se calhar ainda mais importante. Este caso pode transformar-se num novo caso Bosman. Como disse ontem Marcelo Rebelo de Sousa na RTP, a FIFA não é nenhum órgão de soberania, mas sim uma multinacional que gere o negócio do futebol a nível mundial. E tem-se habituado a viver num mundo à parte, com regras próprias e por ela definidas sem qualquer pudor.
A lei fundamental de Portugal e de todos os países civilizados prevê que os cidadãos, individuais ou colectivos, possam recorrer aos tribunais comuns quando se sintam lesados. As regras da FIFA vão contra este princípio. Se o Gil Vicente, ou outro clube qualquer, levar este caso aos tribunais europeus, tenho a certeza absoluta de que a FIFA vai voltar a sair com o rabinho entre as pernas, como aconteceu com o caso do até então obscuro Bosman. E como, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer na questão das selecções nacionais, que usam e abusam dos jogadores quando e onde querem, ficando os clubes sempre a arder, quando investem milhões nos atletas.
Não podia ter sido mais fantástico o sorteio da Liga dos Campeões para o Sporting. Se formos consultar o histórico leonino nas provas europeias diremos que estamos condenados. Se calhar a fazer ainda pior do que na última participação, em 2000/01, onde terminámos com exuberantes dois pontos. Mas confesso que estou quase eufórico com o resultado das bolinhas. Se a coisa correr mal, podemos dizer que não é nada que outras equipas do Sporting já não tenham feito. Se correr bem, a moral e o prestígio leonino na Europa aumentam brutalmente. Vamos a isso!
O adversário mais forte é o Inter, de Milão. Nada que eu não tivesse previsto. Em 2000/01 também realizámos o nosso jogo de apresentação frente ao Real Madrid e o sorteio ditou que o gigante espanhol seria o nosso primeiro adversário na Champions. Infelizmente vencemos 2-1 no jogo a brincar e empatámos 2-2 no a sério. Desta vez empatámos 0-0 no a brincar, pode ser que no a sério vençamos. Facto comum a presença de Luís Figo em todas as ocasiões. Quem disse que a história não se repete?
A história diz que o Sporting defrontou duas vezes o Inter nas provas europeias: meias-finais da Taça UEFA em 1990/91 e pré-eliminatória da Champions em 2002/03. Curiosamente, com resultados exactamente iguais: empates a zero em Alvalade na primeira mão, derrotas por 0-2 em San Siro no jogo de retorno. Ou seja, nenhuma vitória e nenhum golo marcado. Para além disso, em 10 eliminatórias frente a equipas italianas o Sporting apurou-se três vezes (Atalanta, Fiorentina e Bolonha) e foi eliminado sete. Por aqui, estamos condenados.
Já o Bayern Munique é um adversário inédito na história do Sporting. Mas a Alemanha é a grande besta negra do clube de Alvalade nas provas europeias: em seis eliminatórias, num total de 12 jogos, o Sporting soma quatro empates e oito derrotas! Naturalmente, foi sempre eliminado. Kaiserslautern, Colónia e Bayer Leverkusen (duas vezes), bem como as então equipas da RDA Carl Zeiss Jena e Magdeburgo foram os carrascos leoninos. Tendo em conta que agora vamos defrontar o maior clube alemão, a história diz-nos que, mais uma vez, o futuro promete ser negro.
E que dizer do Spartak Moscovo? Os russos já foram nossos adversários em 2000/01. Resultados? 1-3 em Moscovo, 0-3 em Alvalade. Além desta, o Sporting só defrontou equipas do maior país do mundo em mais uma ocasião: a tenebrosa final da Taça UEFA de 2004/05, que perdemos por 1-3 frente ao CSKA. Ou seja, mais uma vez o passado condena-nos. Em resumo, grande e aliciante desafio tem o Sporting pela frente!
Porto e Benfica mais folgados
Confesso que não estou tão documentado em relação à história europeia dos meus rivais, mas sempre dá para avançar com umas ideias. O FC Porto vai defrontar Arsenal, CSKA Moscovo e Hamburgo. O Benfica medirá forças com Manchester United, Celtic e FC Copenhaga.
O Arsenal é vice-campeão europeu, logo, uma equipa de respeito. Mas se bem me lembro, o último contacto que os londrinos tiveram com o futebol português deram-se mal, quando foram eliminados pelo Benfica antes da fase de grupos da Champions, no início dos anos 90. O CSKA volta a Portugal dois anos depois. Mas se Benfica e Sporting não podem ouvir falar dos russos, o Porto não tem tantas razões de queixa. Os dragões empataram em casa 0-0 e venceram em Moscovo 1-0, seguindo em frente na Liga e relegando o CSKA para a UEFA, para mal dos nossos pecados. Quanto ao Hamburgo, recordo-me de ter eliminado o Porto numa prova europeia no início dos anos 90, ao vencer 1-0 na Alemanha e perder 1-2 nas Antas. Tudo visto e revisto, acredito que os portistas têm condições para seguir em frente. Mas, com a imprevisibilidade que o futebol apresenta, não me surpreenderia se terminassem em primeiro ou em quarto no grupo.
O Manchester United era um nome de pesadelo para o Benfica. Tudo mudou na época passada, quando os encarnados venceram na Luz por 2-1 e seguiram em frente na prova, deixando os red devils em último no grupo. Acredito que nenhum benfiquista se importa de repetir os resultados de há um ano. O Celtic é um adversário acessível, se o Benfica for rigoroso. Em Glasgow pode ser complicado, pelo entusiasmo da equipa e do público, mas nada de inultrapassável. Já o Copenhaga é a equipa mais fraca da Liga dos Campeões. Digam o que disserem, falem-me no Ajax (muito longe dos tempos áureos), mas os dinamarqueses só podem ficar em último no grupo. Tudo o resto será escândalo.
O adversário mais forte é o Inter, de Milão. Nada que eu não tivesse previsto. Em 2000/01 também realizámos o nosso jogo de apresentação frente ao Real Madrid e o sorteio ditou que o gigante espanhol seria o nosso primeiro adversário na Champions. Infelizmente vencemos 2-1 no jogo a brincar e empatámos 2-2 no a sério. Desta vez empatámos 0-0 no a brincar, pode ser que no a sério vençamos. Facto comum a presença de Luís Figo em todas as ocasiões. Quem disse que a história não se repete?
A história diz que o Sporting defrontou duas vezes o Inter nas provas europeias: meias-finais da Taça UEFA em 1990/91 e pré-eliminatória da Champions em 2002/03. Curiosamente, com resultados exactamente iguais: empates a zero em Alvalade na primeira mão, derrotas por 0-2 em San Siro no jogo de retorno. Ou seja, nenhuma vitória e nenhum golo marcado. Para além disso, em 10 eliminatórias frente a equipas italianas o Sporting apurou-se três vezes (Atalanta, Fiorentina e Bolonha) e foi eliminado sete. Por aqui, estamos condenados.
Já o Bayern Munique é um adversário inédito na história do Sporting. Mas a Alemanha é a grande besta negra do clube de Alvalade nas provas europeias: em seis eliminatórias, num total de 12 jogos, o Sporting soma quatro empates e oito derrotas! Naturalmente, foi sempre eliminado. Kaiserslautern, Colónia e Bayer Leverkusen (duas vezes), bem como as então equipas da RDA Carl Zeiss Jena e Magdeburgo foram os carrascos leoninos. Tendo em conta que agora vamos defrontar o maior clube alemão, a história diz-nos que, mais uma vez, o futuro promete ser negro.
E que dizer do Spartak Moscovo? Os russos já foram nossos adversários em 2000/01. Resultados? 1-3 em Moscovo, 0-3 em Alvalade. Além desta, o Sporting só defrontou equipas do maior país do mundo em mais uma ocasião: a tenebrosa final da Taça UEFA de 2004/05, que perdemos por 1-3 frente ao CSKA. Ou seja, mais uma vez o passado condena-nos. Em resumo, grande e aliciante desafio tem o Sporting pela frente!
Porto e Benfica mais folgados
Confesso que não estou tão documentado em relação à história europeia dos meus rivais, mas sempre dá para avançar com umas ideias. O FC Porto vai defrontar Arsenal, CSKA Moscovo e Hamburgo. O Benfica medirá forças com Manchester United, Celtic e FC Copenhaga.
O Arsenal é vice-campeão europeu, logo, uma equipa de respeito. Mas se bem me lembro, o último contacto que os londrinos tiveram com o futebol português deram-se mal, quando foram eliminados pelo Benfica antes da fase de grupos da Champions, no início dos anos 90. O CSKA volta a Portugal dois anos depois. Mas se Benfica e Sporting não podem ouvir falar dos russos, o Porto não tem tantas razões de queixa. Os dragões empataram em casa 0-0 e venceram em Moscovo 1-0, seguindo em frente na Liga e relegando o CSKA para a UEFA, para mal dos nossos pecados. Quanto ao Hamburgo, recordo-me de ter eliminado o Porto numa prova europeia no início dos anos 90, ao vencer 1-0 na Alemanha e perder 1-2 nas Antas. Tudo visto e revisto, acredito que os portistas têm condições para seguir em frente. Mas, com a imprevisibilidade que o futebol apresenta, não me surpreenderia se terminassem em primeiro ou em quarto no grupo.
O Manchester United era um nome de pesadelo para o Benfica. Tudo mudou na época passada, quando os encarnados venceram na Luz por 2-1 e seguiram em frente na prova, deixando os red devils em último no grupo. Acredito que nenhum benfiquista se importa de repetir os resultados de há um ano. O Celtic é um adversário acessível, se o Benfica for rigoroso. Em Glasgow pode ser complicado, pelo entusiasmo da equipa e do público, mas nada de inultrapassável. Já o Copenhaga é a equipa mais fraca da Liga dos Campeões. Digam o que disserem, falem-me no Ajax (muito longe dos tempos áureos), mas os dinamarqueses só podem ficar em último no grupo. Tudo o resto será escândalo.
Sempre defendi o chamado losango. Fiquei fã quando Mourinho escalava Costinha, Maniche, Pedro Mendes e Deco. Aquele meio campo era demolidar, chegando a ser penoso o sufoco que infligia ao adversário.
Fernando Santos tentou, mas ficou provado que Petit e Karagounis (ou Nuno Assis) não tinham capacidade para se desmarcarem sobre as alas, nem Rui Costa tem a disponibilidade física de Deco. Ficou provado que o Benfica não tem jogadores para este esquema táctico e ponto final. Contudo, as experiências fazem-se nesta fase da época. Para perder que se perca quando os jogos são a feijões.
Há um ano atrás, Koeman persistiu no erro táctico e o Benfica entrou no campeonato com 8 pontos de atraso. Foi fatal!
Com Simão Sabrosa no 11 a equipa só tende a melhorar, podendo claramente ombrear com 2 adversários de muita nomeada.
Em Alvalade respiram-se confiança, ambição e futebol de muita qualidade. Quanto ao Porto, é e será sempre (pelo menos num futuro a médio prazo) o principal candidato ao título.
Boa sorte, Sr. Engenheiro, não deixe a ordem (da qual me orgulho de fazer parte) ficar mal.
Posted by
Unknown
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2:43 PM
E prontos, mais cedo ou mais tarde tinha de ser. Ao quarto jogo com a camisola do Standard de Liège, Ricardo Sá Pinto conseguiu a sua primeira expulsão. E, por acaso ou talvez não, foi logo no jogo mais importante da época até agora, aquele que podia dar ao clube belga o acesso à Liga dos Campeões, onde nunca esteve. À hora a que escrevo, ainda não consegui descobrir os motivos para a expulsão, apenas que se deveu a dois amarelos, aos 75 e aos 82 minutos. Na altura o Standard já perdia por 1-2, depois do 2-2 da primeira mão. Altura, portanto, em que todos eram poucos para tentar igualar a eliminatória. Mas, como tem sido uma constante na sua carreira, o velho Ricardo eximiu-se de responsabilidades da pior maneira. Li num site qualquer português que ele tinha feito a assistência para o golo dos belgas. Mentira. Já vi o vídeo e ele limitou-se a saltar sem nexo na área romena, o que iludiu o defesa da casa e permitiu a Jovanovic isolar-se e fazer o golo.
Quem também não esquece é Benni McCarthy, que à segunda jornada já se estreou a marcar pelo Blackburn. Não serviu para mais que um empate frente ao Everton, mas é um bom prenúncio para o que o amigo de Co Adriaanse pode fazer durante a temporada. Depois do que Diego e Hugo Almeida têm vindo a fazer na Alemanha, mais um ex-portista mostra que a gestão de recursos humanos no Dragão também tem alguns podres.
Já que falo de portugueses e ex-portistas no estrangeiro, uma palavrinha para Ricardo Carvalho. Há muito que defendo que o homem é demasiado sobrevalorizado pela Imprensa e adeptos tugas. Esta noite o Chelsea sofreu a segunda derrota em três jogos oficiais na temporada e Ricardo deu um bom contributo. Primeiro fez penalty sobre Yakubu, mas o árbitro foi amigo. Depois adormeceu e permitiu a Pogatetz empatar o jogo. A continuar assim, o Bolo de Arroz, como diria o meu amigo Gilberto, não vai demorar muito a calçar.
Quem também não esquece é Benni McCarthy, que à segunda jornada já se estreou a marcar pelo Blackburn. Não serviu para mais que um empate frente ao Everton, mas é um bom prenúncio para o que o amigo de Co Adriaanse pode fazer durante a temporada. Depois do que Diego e Hugo Almeida têm vindo a fazer na Alemanha, mais um ex-portista mostra que a gestão de recursos humanos no Dragão também tem alguns podres.
Já que falo de portugueses e ex-portistas no estrangeiro, uma palavrinha para Ricardo Carvalho. Há muito que defendo que o homem é demasiado sobrevalorizado pela Imprensa e adeptos tugas. Esta noite o Chelsea sofreu a segunda derrota em três jogos oficiais na temporada e Ricardo deu um bom contributo. Primeiro fez penalty sobre Yakubu, mas o árbitro foi amigo. Depois adormeceu e permitiu a Pogatetz empatar o jogo. A continuar assim, o Bolo de Arroz, como diria o meu amigo Gilberto, não vai demorar muito a calçar.
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