on Thursday, November 3, 2005
Os 16 Títulos

Em 1986 os orgulhosos verdes de Boston conquistaram o seu 16º título, cotando-se como a equipa mais vitoriosa da NBA.
Para isso muito contribuíram os sucessos dos anos 50 e 60 em que Celtics lograram 11 títulos, 8 dos quais consecutivos entre 1959 e 1966.
Verdadeiras lendas como Bob Cousey, Bill Russel, Tommy Heinsohn, K.C. Jones, Bill Sharman e John Havlicek foram os responsáveis pela chamada dinastia de Boston.

John Havelicek em acção


Bob Cousy, o 1º grande "passador" da história do jogo


Bill Russel um dominador do jogo interior

Em 1986, os Celtics conquistaram o seu 16º e último título para o qual Larry Bird, o o mito de Indiana, muito contribuiu.

Larry Bird com Julius Erving, 2 dos melhores jogadores de sempre

MVP das finais, MVP da regular season,lider da NBA em % de 3 pontos, % de lances lances e presente no top 10 em mais 3 categorias.
Larry venceu igualmente o primeiro concurso de 3 pontos no fim de semana do All-StarGame. Boston acabou a época com 67 vitórias e 15 derrotas, encontrando os HoustonRockets na final.
Bird esteve fantástico ao conseguir quase um triplo duplo de média (24 pontos/jogo, 9.7 ressaltos/ jogo e 9.5 assistências/ jogo).
A equipa de Boston que venceu por 4-2, ficaria conhecida para a história como os 5 magnificos, a saber: Dennis Jonshon, Danny Ainge, Larry Bird, Kevin Mchale e Robert Parish.


O Melhor Roubo de Bola de Sempre
Estamos no Boston Garden, jogo 5 da final da conferência Este. Celtcis vs Pistons.
Com 5 segundos para jogar Detroit lidera por 107-106, Bird acabou de perder abola no ataque hipotecando quase por completo as hipóteses dos verdes.
Isiah Thomas vai repor a bola em jogo, ..hesita e tenta passar para Bill Lambier, mas... Larry Bird adivinha o lance, mergulha para a linha de fundo e assiste Dennis Johnson que converte um cesto fácil passando os Celtics para a frente.
Como foi possível a um passador fabuloso como o "pocket magic" de Detroit falhar numa simples reposição de bola?

Uma vez mais Larry Bird mostrou ser um jogador com inteligência acima dosdemais. Boston venceu as séries por 4-3 avançando para a final contra os Lakers.
on Tuesday, November 1, 2005
Começa hoje mais uma época da liga de basquete norte americana.
Como não poderia deixar de ser nós estamos lá.
Não percam no Cantinho da Tropa as análises do nosso especialista em desportos norte-americanos, Professor Joaquim Varreiros.
Desafio os leitores a darem um salto a http://www.cantinhodatropa.blogspot.com/ e analisarem os posts sobre os Bad Boys de Detroit e sua alteza real Michael Jordan.
Também aqui na Malta da Tropa que Curte Bola teremos uma rúbrica semanal com os grandes momentos do jogo, os grandes duelos do passado, Abduljabar vs Robert Parish, os mano a mano entre Larry Bird e Magic Jonshon, Dr J Julius Erwin eMichael "Air" Jordan e tantos outros.
Da minha parte me despeço com a primeira de muitas crónicas sobre este desporto fannnnnnnnnnnnnnnntástico (como diz Carlos Barroca).

O Jogo da Minha Vida (por Professor Joaquim Varreiros
Estamos na época de 1987-88, Great Western Forum em Los Angeles na Califórnia.
Jogo 7 da final, de um lado os L.A. Lakers de Pat Raley ante os Pistons dirigidos por Chuck Dailey. Na partida anterior os de Los Angeles venceram igualando as séries a 3.
Alinharam de início as equipas com:

L.A. Lakers: Erwin "Magic" Jonshon, Byron Scott, James Worthy, A.C. Green e Kareem Abdluljabar.
Detroit Pistons: Isiah Thomas, Joe Dummars, Marc Aguire, Ric Mahorn e BillLambier

Quando se esperava que Magic Jonshon ou Kareem liderassem os Lakers à vitória, foi JamesWorthy que chamou a si todo o protagonismo do encontro.
Uma exibição de sonho com 36 pontos, 16 ressaltos e 10 assistências, foramsuficientes para aniquilar os Pistons, numa jogo tremendo que terminou com 4 pontos de diferença no marcador.
Worthy, viria a ser eleito MVP das finais... um dia para recordar.
on Sunday, October 30, 2005
Tamagnini Manuel Gomes Batista (Nené) nasceu a 20 de Novembro de 1949 em Leça da Palmeira.

Oriundo dos moçambicanos do Ferroviário Manga, chegou à Luz em 1968, com 17 anos, recomendado pelo primo Cavém, um antigo bi-campeão europeu. Seguiram-se 18 épocas de águia ao peito.

A estreia deu-se pela mão de Jimmy Hagan, numa clara tentativa de fazer esquecer antigas glórias como Mário Coluna, Jaime Graça e outros. Era a pouco e pouco o desaparecimento da gloriosa geração de 60.
Depois de se ter revelado como extremo de classe (o que levou ao interesse de Real Madrid e Arsenal), viria-se a tornar num dos artilheiros do clube, apenas suplantado por José Águas e Eusébio.
Por duas vezes (1980/81 e 1983/84) conquistou a bola de prata, símbolo para o melhor marcador do campeonato português.
Na selecção marcou presença durante 14 anos, num total de 66 jogos com 22 golos. No Mundial de 1984 viveu o seu grande momento, tendo apontado inclusive o golo frente à Roménia, que valeu a passagem às meias finais.
Conhecido como o jogador que não sujava os calções, um caso raro de inteligência e sentido posicional.
Terminou a carreira em 1985-86, contabilizando 7 golos em 16 jogos. Para trás ficavam 10 campeonatos e 7 taças de Portugal.
Actualmente trabalha no departamento juvenil de futebol do Benfica.
on Saturday, October 29, 2005
Joga-se, hoje, na Figueira da Foz, aquele que promete ser um jogo em não estão em causa somente 3 pontos. Os treinadores de Naval e Benfica, com José Veiga pelo meio, têm protagonizado uma forte guerra verbal nos últimos dias. Primeiro Koeman em medo da parte do seu adversário e Cajuda ripostou, falando do jogo em Manchester. O ex-empresário Veiga deitou mais achas para a fogueira, acusando o treinador da Naval de ser “o mais vaidoso e arrogante treinador da praça, que nunca chegará a um grande”.
Ora bem, temos o homem que destruiu a carreira a alguns jogadores (e só não o fez a outros porque foi trocado pelo rival Jorge Mendes); que está sob investigação devido a acções da SAD do Estoril; que viu penhorados os seus bens por dívidas de milhões ao fisco; que disse, na época transacta, que os administradores do Sporting não deviam falar à comunicação social porque ninguém os conhecia; que é director do clube que em tempos desrespeitou de forma reles e ordinária e que, na conferência de imprensa célebre Benfica – Porto da nova Luz, lançou indirectas baixas e desagradáveis a Pinto da Costa e à sua mulher, a tentar dar lições de moral a um homem que sempre se evidenciou pela sua simplicidade e honestidade. O que se seguirá? Avelino Ferreira Torres a dar lições de boas maneiras a Paula Bobone? “Muitos também nunca chegaram a presidentes do Porto…” foi a resposta ao que o ex-presidente da casa do F.C. Porto no Luxemburgo disse.
Manuel Cajuda é, para mim, um dos treinadores mais injustiçados, e um dos melhores sem sombra de dúvida, da geração anterior onde, como o Jorge Kataklinsmann disse no post anterior, a experiência se sobrepunha ao estudo, propriamente dito, do futebol. Sabe o que dizer para motivar os seus pupilos e não inventa desculpas na hora da derrota falando no passe lateral/central, na pressão alta ou na pressão baixa. E foi muito prejudicado pelo seu estilo sincero e pouco comum nas declarações à imprensa
O algarvio toma, muitas das vezes, posições que o levam ao destaque. Para exemplificar: ao contrário da nova vaga de técnicos, onde a esmagadora maioria afirma “eu sou um grande amigo do Mourinho”, “eu janto todas as semanas com o Mourinho” ou “eu e o Mourinho apanhávamos grandes cadelas juntos”, e dos mais experientes, como Manuel José e Octávio Machado, que afirmam que “Mourinho é um grande bandido”, Cajuda admite, com humildade, que não previa um grande futuro a um adjunto com pouca experiência de líder máximo do balneário, mas que obviamente é impossível ficar rendido ao seu trabalho ao fim destes 5 anos. E até brinca dizendo que, muito antes do setubalense aparecer, já ele usava sobretudo…
Manuel Ventura Cajuda de Sousa, 54 anos, fez carreira como jogador no Algarve, de onde é natural, no Farense e Olhanense. A sua primeira experiência como técnico no escalão maior deu-se na época de 1987/88, ao leme do Portimonense. Depois de passar por Olhanense, Louletano e “O Elvas”, comandou o Torreense na 2ª Divisão B, durante 3 épocas. Depois de orientar o Leiria na Divisão de Honra, cimentou a sua carreira na 1ª Divisão em Braga, onde, a partir de 94, estabelece classificações na 1ª metade da tabela e permanece mais 3 temporadas. Depois de passar pelo Belenenses,em 1997/98, volta à cidade dos arcebispos, de onde só sai em 2001. Vai para Leiria, substituindo Mourinho, e completa a obra do “Big Jose” na 2ª parte da temporada: qualifica a equipa para a Uefa e para a final da Taça de Portugal. Sai para a Madeira antes de jogar para as competições europeias e, mais uma vez, leva os insulares à Europa, mas os conflitos com o presidente Carlos Pereira impedem-no de continuar para além da 1ª jornada da época seguinte.
Um dos únicos pontos negativos da sua carreira foi a passagem por um Beira-Mar que, transformado numa multinacional, viria a descer após ter sido orientado por 4 técnicos.
Esta temporada, a Naval tem realizado um campeonato acima das expectativas. Ocupa o 10º lugar com um plantel recheado de jogadores talentosos, mas com pouca experiência de 1ª Liga. Bruno Fogaça, descoberto por Cajuda através da visualização de k7´s, é aquele que mais tem dado nas vistas, juntamente com o extremo cabo-verdiano Lito e o central Nelson Veiga, um dos mais maturos do plantel.
Ronald Koeman não conhece nem quer conhecer Manuel Cajuda. E esse é um erro que o poderá levar a um resultado negativo esta noite…
on Thursday, October 27, 2005
É indiscutível: José Mourinho trouxe muito ao futebol português. Mas não só a nível de títulos. Desde que o treinador setubalense chegou ao FC Porto e desatou a ganhar troféus, depois de passagens promissoras por Benfica e União de Leiria, muitos dos agentes do futebol português (dirigentes e jornalistas, acima de todos) desataram à procura do novo Mourinho. Para tal traçaram um perfil: passado nulo ou discreto enquanto jogador e estudos universitários na área do desporto, especialmente do futebol. De um momento para o outro, o “Modelo Vítor Manuel” (como eu gosto de chamar aos treinadores da velha guarda), com técnicos com passado enquanto jogador e com saber feito de experiência, de preferência acompanhados por um farfalhudo bigode (até isto se está a perder, com muita pena minha), passaram a estar fora de moda.

No entanto, o despedimento, no espaço de uma semana, de José Peseiro e de Carlos Carvalhal de dois dos maiores clubes nacionais, mostra que nada é linear, muito menos no futebol. Peseiro e Carvalhal são precisamente dois dos treinadores dos quais se esperava que dessem continuidade ao sucesso de Big Jose (assim mesmo, sem acento, coisa que os ingleses desconhecem). Os dois começaram a carreira de forma discreta: Carvalhal passou por Espinho, Freamunde, Vizela e Aves e Peseiro por U. Santarém, U. Montemor e Oriental. E os dois começaram a dar nas vistas em clubes de escalões secundários: Carvalhal conseguiu subir de divisão com Leixões e V. Setúbal e Peseiro com o Nacional, além de ter passado, sem sucesso, pelo Real Madrid, como adjunto de Carlos Queiroz.Ambos os dois, como diria o outro, tiveram a sua grande oportunidade na mesma altura, início da época 2004/05. Carvalhal no Belenenses e Peseiro no Sporting. Ambos os dois saíram sem honra nem glória, depois de falhados os seus projectos. Peseiro tinha como objectivo o título nacional e a vitória na Taça UEFA, que tinha a final marcada para Alvalade. Apesar de alguns tropeços pelo caminho, lá conseguiu chegar à semana decisiva com hipótese de cortar as metas na frente. Como se sabe, não conseguiu mais que um segundo lugar, na UEFA, e um terceiro, na Superliga. Esta época tudo correu mal, falhando logo dois dos quatro objectivos do Sporting e colocando outro (a Liga) em causa. Carvalhal teve um percurso parecido no Restelo. Os objectivos, sendo mais modestos, naturalmente, eram, ainda assim, ambiciosos. Classificação europeia e Taça de Portugal eram os sonhos a atingir. Como é sabido, nem um nem outro ficaram sequer perto de acontecer. Esta época, com um plantel reforçado, as expectativas eram ainda maiores. Depois de cinco derrotas consecutivas, uma das quais significou a eliminação da Taça, Carvalhal não tinha condições para continuar. Não deixa de ser irónico que o ex-defesa do Sporting de Braga tenha trocado Setúbal pelo Restelo devido à sua ambição de ganhar troféus e disputar provas europeias. Teve azar, o Vitória ganhou a Taça e foi à UEFA. Falta de paciência, às vezes, dá nisto, Carlos... (Claro que o Vitória está com a corda na garganta, mas mais uma Taça no museu e uma viagem a Itália já ninguém lhe tira).
Significará isto o fim da busca do Santo Graalinho (trocadilho idiota entre Santo Graal e Mourinho)? Será que falar em pressão alta, processo defensivo, processo ofensivo e periodização táctica chega para se ser um bom treinador? E Carvalhal e Peseiro são apenas os casos mais mediáticos. O que é feito de outros teóricos do futebol, como Luís Campos, Vítor Pontes e José Couceiro? Todos podem ser muito bons técnicos (no sentido de dominarem a técnica de treino), mas serão bons treinadores? Ou Mourinho terá algo mais: modo como motiva os jogadores, como estuda todos os pormenores dos adversários, como usa a imprensa para passar a mensagem que lhe interessa... Há que perceber que génios aparecem quando calha e o mais que se pode fazer é colher ensinamentos deles, nunca imitá-los.Já que falo de treinadores, faço aqui a minha homenagem pessoal a um dos meus técnicos-modelo. Ele já está na História do Futebol, apesar de fora das fronteiras dos países onde trabalhou não lhe ser dado grande valor. No fundo, para mim, ele é um Mourinho (não um sucessor, mas um antecessor, visto que anda nisto há mais de 30 anos). Não tem os estudos do treinador do Chelsea, mas em termos de motivação e agregação do grupo não lhe fica a dever nada. Chama-se Otto Rehhagel, actual seleccionador grego. Antes de rumar para o sudeste europeu, König Otto tinha feito trabalhos memoráveis em clubes de segunda linha do futebol alemão. No Werder Bremen, foi duas vezes campeão alemão (antes dele o clube só tinha um título), ganhou a Taça e a Taça das Taças, único título europeu do clube. No Kaiserslautern foi, em épocas consecutivas, campeão da II e da I Divisão alemães, algo de inédito naquele país e, possivelmente, no resto do Mundo. O único falhanço como treinador aconteceu, pasme-se, no Bayern Munique. Para curar a tristeza, assumiu o comando da selecção grega e foi o que se viu. Curiosamente, durante e após o Euro, muitos jornalistas portugueses acusaram-no do mesmo que José Mourinho tem sido acusado em Inglaterra: por um lado, muita arrogância, por outro, a sua equipa jogava um futebol nada atraente. Para mim, a Grécia mereceu inteiramente ganhar o Euro: uma equipa que vence Portugal (duas vezes), França e República Checa e empata com a Espanha (de quem tinha ficado à frente já na fase de qualificação) merece os maiores elogios. Não jogava um futebol tão atraente como Portugal, Rep. Checa ou Holanda? Pois não, se tentasse jogar teria perdido todos os jogos da primeira fase. Não nos esqueçamos que, entre 16 selecções, a Grécia era considerada a 15ª melhor (apenas a Letónia tinha menos prestígio). Para não falar nos ovos e nas omeletas, digo que com tremoços não se faz um arroz de marisco (tirando, claro, o Eusébio). Tal como Mourinho, Rehhagel sentiu na pele a inveja que provoca a extrema competência. Tal como Mourinho, deve ser para o lado que Otto dorme melhor...
on Tuesday, October 25, 2005

Prof. Jesualdo Ferreira: Prémio da Malta da Tropa para a figura mais em destaque da presente edição da SuperLiga BetandWin.com

Está concluído o primeiro quarto do campeonato.
O campeão entrou mal, fruto das invenções de Koeman que tardou em encontrar o 11 ideal. Á 3ª jornada e após o grande derby lisboeta, os de Alvalade mostraram uma faixa elucidativa dos 8 pontos de atraso dos encarnados. Curioso, ou talvez não, o facto dos leões nos 5 jogos seguintes apenas terem logrado 4 pontos.
Vítima dos maus resultados Peseiro caiu, sendo substituído por um homem da casa, Paulo Bento (???!!!).

O Benfica por sua vez encontrou o rumo das vitórias e das boas exibições, contando por vitórias os restantes jogos efectuados.
Quanto ao FC Porto, entrou em prova sendo apontado unanimemente como o principal candidato à conquista do título.
As exibições menos conseguidas foram disfarçadas com vitórias, tendo os azuis e brancos, nas primeiras 6 jornadas, consentido somente 2 empates, a quando das deslocações a Braga e aos Barreiros.
Na 7ª jornada, os pupilos de Co-Adrianse foram batidos em pleno Dragão, pelo Benfica, num jogo em que ficou bem patente a superioridade dos lisboetas.

Uma equipa contudo tem-se destacado dos demais, falamos do Braga de Jesualdo Ferreira, que segue invicto na frente da tabela, com 20 pontos, fruto de 6 vitórias e 2 empates. Alicerçada numa defesa de betão, os arsenalistas afiguram-se neste momento como sérios candidatos ao título.

Paulo Santos, Ném, Nunes, Jorge Luiz e Madrid, estão entre as grandes figuras da prova. Não há o espectáculo de Co tanto reclama, mas há disciplina e muita cultura táctica.
Quanto ao resto tudo normal, Leiria, Marítimo e Guimarães começaram mal, mas parecem estar a poupo e pouco a somar os pontos que lhes permitam alcançar um lugar na tabela classificativa de acordo com os seus pergaminhos.
Em sentido inverso, o Belenseses de Carlos Carvalhal segue em queda livre depois de 3 vitórias nos quatro primeiros jogos. Estranho para quem parecia ter sido tão metódico na política de contratações.

Uma palavrinha para os recém promovidos Naval, Estrela e Paços de Ferreira ...e claro para o histórico Vitória de Setubal que se atravessa uma grave crise financeira que não se tem reflectido a nível desportivo. Briosos os homens do Sado, mas até quando?
A lanterna vermelha essa, é segurada pelo Penafiel com 2 pontos, o que apesar de estarmos ainda no início é caso para fazer soar o alarme nas hostes penafidelenses.
Venha o resto, que nós estaremos cá para comentar.
Ah... e parece que a malta se calou com as polémicas!!!
on Sunday, October 23, 2005
O Sporting é um clube engraçado. Às vezes hilariante mesmo. Se não existisse, teria de ser inventado, pelo que José Alvalade, há 99 anos, 3 meses e 23 dias, não fez mais do que concretizar algo de inevitável, que aconteceria mais cedo ou mais tarde. Eu gosto de ser sportinguista e não me consigo imaginar noutra pele. Mas que há (muitas) coisas que me fazem espécie, lá isso... Uma delas chama-se Ricardo Manuel da Silva Sá Pinto, a quem vou dedicar as próximas linhas.

Sá Pinto, também conhecido por muitos adeptos leoninos por Ricardo, Coração de Leão (!), é, para mim, um dos maiores equívocos que o Sporting já viveu (sim, eu lembro-me de Waseige, Peseiro, Missé-Missé ou Balajic, entre outros). Como é sabido, Sá Pinto é, desde há longos anos, um dos grandes ídolos da massa adepta sportinguista, com destaque para esse grupo iluminado chamado Juventude Leonina. Porquê? Não faço a mínima. Alegadamente, Sá Pinto é um verdadeiro sportiguista, que dá tudo dentro de campo, possui garra leonina, etc, etc. Para mim, em português corrente, isso é uma tanga gigantesca. Sá Pinto é dos jogadores que menos merece o estatuto de ídolo em Alvalade. Vou recordar alguns episódios que me levam a esta declaração, não diria de ódio... ou melhor, diria, diria.

Chegado ao Sporting em 94/95, vindo do Salgueiros (onde se especializou a fazer a vida negra ao... Sporting), Sá Pinto não se tornou titular indiscutível imediatamente. No entanto, as saídas de Figo, Balakov, depois Amunike, foram permitindo-lhe ganhar espaço na equipa. Até que resolveu estragar tudo, em 96/97. Espetou umas bolachadas em Artur Jorge, então seleccionador nacional, e foi castigado por um ano. Foi a primeira que ele aprontou ao Sporting. Mas tivemos sorte, encontrámos um asilo para ele, no País Basco. Na Real Sociedad cumpriu um contrato de três anos: no primeiro ofereceram-lhe uma Game Box para poder ver os jogos todos da equipa, no segundo calçou as chuteiras e fez umas coisas bonitas (já que falei no poeta, acho que ele merece uma citação) e no terceiro atrapalhou mais do que ajudou. Pelo que não renovou contrato.

Sem clube, Sá Pinto deu uma bela entrevista, onde revelou o que lhe ia na alma. Estava sentido com o Sporting por ainda não o ter contratado e, com uma chantagem psicológica de amador, recordou que era portista desde pequenino e que podia ter ido para as Antas em 94, mas, contra o seu coração, veio aterrar em Alvalade. Por incrível que pareça, o Sporting mordeu o isco e voltou a contratá-lo. Daí para cá tem sido o que se vê. Primeiro lesões, depois um visível (para quem quer ver) factor de impedimento de uma boa manobra colectiva, com uns golos pelo meio, claro. A última situação que me convenceu ainda mais que Sá Pinto é mais dado à sua causa do que à causa leonina aconteceu o ano passado, na recepção ao Rio Ave: penalty a favor do Sporting, Liedson prontificou-se a marcar, visto que era uma tarefa sua, mas o grande Ricardo não deixou. Ele sim, merecia marcar o penalty! Claro que tudo passou incólume, Peseiro, interrogado sobre o tema, limitou-se a mostrar o seu famoso sorriso amarelo. E hoje lá está Sá Pinto em grande, titular, às vezes capitão... E sempre, sempre, a atrapalhar o trabalho dos companheiros, como se viu esta noite em Barcelos.

Na cidade minhota, um lance definidor de Sá Pinto ficou na minha memória. Wender estava preparado para entrar, quando há uma falta favorável ao Sporting perto do local da substituição. Sá Pinto marca a falta rapidamente, mas o árbitro já tinha dado ordens para a alteração. O número 10 (!) protesta ferozmente, volta a pegar na bola, coloca-a no sítio e volta a marcar o livre. O árbitro volta a interromper e o Sá a refilar. Só então se apercebe da substituição, que ia decorrer dois metros atrás de si. Resultado, cerca de um minuto perdido quando o Sporting perdia por 1-2. Para mim, este lance resume o que é Sá Pinto: pouco inteligente, precipitado, refilão... Tudo o que um jogador modelo não pode ser.

Tantas vezes me revoltei eu em Alvalade ao ouvir os adeptos leoninos a chamarem tudo ao Pedro Barbosa, sempre que este perdia uma bola, e a aplaudirem Sá Pinto quando fazia o mesmo. Segundo a mole humana, o primeiro perdia a bola por ser um “chulo que não se mexe”, o segundo por “ter muita garra e dar tudo em campo”. Pedro Barbosa, um jogador com cérebro, que só queria ser apreciado dentro do campo (alguém sabe quem é a mulher dele?, quantas vezes o viram em revistas do coração?) saiu entretanto de Alvalade, sem honra nem glória, depois de dois títulos de campeão nacional, uma Taça e três Supertaças. Já o Sá, que de vez em quando lá aparece com a sua Frederica nas revistas cor-de-rosa (pelos vistos já desistiu de ser modelo), lá continua a contaminar o grupo de trabalho. Vale que apenas por mais uns meses (espero que não haja reviravoltas de última hora). Mas se for preciso ainda lhe dão um cargo qualquer no clube e teremos de o continuar a gramar...

PS - Não quero ser injusto e reconheço que tenho algo a agradecer a Sá Pinto. Lá para 1996, dois golos seus permitiram uma vitória por 3-0 sobre o FC Porto, em Paris, na finalíssima da Supertaça dessa época. Nove anos depois, ainda não percebi que mais fez ele de bom pelo clube.