on Wednesday, August 10, 2005
Uma vez mais afastamo-nos do tema deste blog, para focarmos agora os mundiais de atletismo a decorrer na Finlandia.

Virgilius Alekna (Lituânia)

Soberbo é o adjectivo que encontro para classificar este autêntico colosso. Uma espécie de Lance Amstrong do lançamento do disco. Campeão Olímpico em Atenas (2004) e em Sidney (2000), confirmou o seu favoritismo lançando o disco a mais de 70 metros. O maior lançamento da história das grandes competições. Depois do domínio de Lars Ridel (9º classificado em Helsinquia) ALekna afigura-se como o único capaz de fazer perigar o record mundial de JurgenSchult.

Justin Gatlin (USA)

Juntou o título de campeão mundial (9.88s) ao de campeão olímpico conquistado um ano antes em Atenas. Ficará para sempre o amargo de boca, pela não presença, devido a lesão, do recordista do mundo Asafa Powel.

Saif Saeed Shaheen (Qatar)

Outro campeão olímpico que não desfraudou as espectativas. Brilhante a maneira como o atleta antigamente conhecido por Stephen Chereno bateu os seus antigos compatriotas nos 3000m obstáculos. Ouro para o Qatar, prata e bronze para o Quénia.

Kenenisa Bekele (Etiópia)

Recordista do mundo dos 10000 e 5000 metros. Campeão Olímpico e agora mundial dos 10000. Perdeu em Atenas os 5000 metros contra o marroquino e recordista mundial do1500, El Guerouj. A confirmar-se novo embate será o momento mais alto dos mundiais de Helsinquia.


Susana Feitor e Rui Silva

Depois da prata obtida há uns anos num campeonato da europa, fica agora o bronze mundial. Nada mau! Parabéns Susana.
Rui Silva acaba de conquistar o bronze mundial, depois do bronze Olímpico. Foi por uma unha negra que não atingiu a prata.
É mais uma bonita página no atletismo português...
on Tuesday, August 9, 2005
Continuamos a relembrar os ícones do desporto rei,não mudando de região e, portanto, relatamos a história de mais uma equipa algarvia. O contemplado é o Olhanense, clube que muitos craques deu ao nosso futebol.


Exemplo disso é Ademir Vieira, avançado que ajudou a equipa que veste de preto e encarnado a chegar ao escalão primodivisionário, depois de vencer a zona sul da 2ª divisão em 72/73.

Graças às suas vistosas exibições no estádio Padinha, o brasileiro foi transferido para o Porto, onde conquistou um campeonato e uma taça de Portugal. Um dos seus golos, frente ao rival Benfica, foi mesmo decisivo na conquista do 1º título.

Mais tarde seria transferido para o Celta de Vigo, onde se viria a tornar igualmente um ídolo.

Adorado em Olhão foi também Fernando Cabrita, avançado do clube entre 42 e 51, que ficou ligado a uma final da taça de Portugal e ao 4º lugar na 1ª Divisão, melhor classificação se sempre dos olhanenses. Ficou também famoso pela sua passagem pelo Sporting da Covilhã, onde ajudou os leões da serra na conquista de um honroso 5º posto. Acabada a carreira dentro das quatro linhas continuou ligado ao futebol como técnico, tendo dirigido a equipa do Benfica (como treinador principal e também como adjunto de Jimmy Hagan). Esteve ao leme da selecção nacional e foi um dos responsáveis pela boa campanha no Euro 84, liderando a comissão técnica onde constavam igualmente Toni, António Morais e José Augusto.


Nélson Moutinho, pai do sportinguista João Moutinho, passou igualmente pela formação algarvia, depois da sua saída dos juniores do Benfica, onde foi capitão. O avançado passou por equipas como a União de Leiria, Beira-Mar, Portimonense, Barreirense e o Benfica de Castelo Branco. Em 90/91, na sua última época no clube de Olhão, ajudou a equipa a subir, pela 1ª vez, à Divisão de Honra. Acabou a sua carreira no ano seguinte, ao serviço do Silves.


A última época do Olhanense no convívio dos grandes data de 1974/75. Durante a época o plantel trabalhou com 4 treinadores, facto que ilustra bem a instabilidade na equipa. Manuel Oliveira foi o primeiro dos técnicos e teve a oportunidade de orientar nomes como Jorge Jesus e Dinis, ambos atletas formados no Sporting, e Rui Lopes, avançado oriundo do Benfica.

Manuel Oliveira,Jorge Jesus,Dinis e Rui Lopes - Nomes ligados à ultima presença da equipa de Olhão na 1ª Divisão
Os rubro-negros terminaram, na época passada, a Divisão de Honra em 9º lugar, depois de uma época segura, com uma primeira volta muito bem conseguida. Esperemos que os algarvios voltem em breve ao escalão máximo do nosso futebol, retomando a tradição da sua bela região relativamente ao desporto. É necessário o apoio das autarquias às entidades desportivas que, com um enorme historial, caem em desgraça devido a várias dificuldades financeiras. Não é o caso do Olhanense, pelo que tenho conhecimento, mas Barreirense (obrigado a vender o seu estádio), Farense( milita nas divisões inferiores) e Campomaiorense ( futebol profissional extinto) são exemplos disso mesmo.

(Agradecimentos ao site Olhanense.net pela preciosa informação e fotos)

Barreirense, clube histórico fundado em 1911, parece estar paulatinamente à voltar à sanidade desportiva. Superiorizando-se ao Pinhalnovense de Paco Fortes e Jorge Cadete, os pupilos deDauto Faquirá, conseguiram alcançar a subida à Divisão de Honra. Entretanto Faquirá rumou ao Estoril Praia, sendo substituído pelo ex-pequeno Baresi, Rui Bento.

Clube de créditos firmados ao nível da formação, passaremos em revista alguns dos craques que usaram o Barreiro como "trampolim" para a fama...e que fama!

José Augusto
Ponta de Lança no Barreirense, transferiu-se para a Luz em finais da década 50. Seria então adaptado a médio ala direito tornando-se num dos melhores na sua posição. Bi-campeão europeu, ficará para sempre ligado ao célebre episódio com o Dr.Oliveira Salazar (esse grande estadista), aquando da condecoração à equipa de futebol do Benfica que havia manietado semanas antes o Real Madrid de DiStefano, Gento, Santamaria e Puskas. Disse o ditador: "Este eu lembro-me, é do Barreiro."

Manuel Galrinho Bento
Oriundo do Riachense, foi no Barreiro que se estreou na 1ª divisão nacional, ainda bastante jovem. Estupenda a exibição em Alvalade, no ano de 1970, que levou à vitória por 0-1 do Barreirense, último classificado no terreno do líder. O Benfica não perdeu tempo e garantiu os serviços daquele que viria a ser juntamente com Vitor Damas, o melhor guarda-redes nacional da sua geração.

Fernando Chalana
Após ter falhado os testes de admissão na CUF (equipa também ela merecedora de 4ou 5 posts), o pequeno genial ingressou no Barreirense. A estreia na 1ª divisão deu-se aos 15 anos, facto que aliado ao seu elevado potencial, levou Pavlic a aconselhar a contratação daquela pérola emergente.O resto é história...

Carlos Manuel Correia dos Santos
A locomotiva do Barreiro como chegou a ser apelidado.Natural da Moita, ingressou ainda muito jovem no Barreirense. A qualidade do seu futebol e a soberania do seu petardo levaram a cobiça do futuro heroi de Estugarda.Uma vez mais o Benfica fez valor os seus pergaminhos, ganhando a corrida pela aquisição do jovem Carlão a Porto e Sporting seu clube do coração.

Ficou aqui expressa a devida homenagem a uma simpática equipa, a qual saudamosefusivamente, desejando-lhe os votos de uma boa época 2005-06.
on Saturday, August 6, 2005
Em 1913, o futebol chegou ao Barlavento Algarvio, a Lagos, trazido pela tripulação de um barco inglês que esteve ancorado na sua baía.
Em Portimão aparece um pouco mais tarde, quando um portimonense que se encontrava a estudar em Inglaterra trouxe uma bola e divulgou o desporto. Curiosamente, o primeiro pontapé numa bola foi dado por uma senhora. A partir daí começaram-se a fazer os primeiros jogos, onde é actualmente a praça Manuel Teixeira Gomes.

O Portimonense nasceu numa casa onde reparavam calçado, loja do Sr. Amadeu Andrade ( sócio nº 1 e um dos fundadores) , pois foi nesse local que um grupo de amigos decidiu formar um clube de futebol. Foi definido que o equipamento seria composto por camisola às riscas verticais pretas e brancas com colarinho e punhos pretos, calção branco e meias pretas com canhão preto e branco.
Nos primeiros anos de vida, o grupo era praticamente limitado aos rapazes que constituíam a equipa, sem sede própria e que adquiriam o equipamento à sua custa, assim como eram às suas custas as deslocações que tinham de efectuar.
Em 1935 o clube muda-se para as instalações actuais, para 2 anos mais tarde se sagrar campeão Algarvio.
Na época de 1976-77, o Portimonense sobe pela primeira vez na 1ªDivisão desce na seguinte desce, retornando em 78/79.
Presença assídua, no nacional maior durante a década de 80, destaque parai alguns nomes mediáticos que fizeram a alegria das gentes de Portimão: Carlos Alhinho, Raul Águas, António Barros, Floris, Skoda.

Em 1985 o clube alcançou um brilhante 5º lugar, tendo honras europeias no ano seguinte:

Destaque na foto, para o guardião Sérgio, Rui Águas, Simões, Zé Tó, Vitor Oliveira e o grande Balacó.
Na aventura europeia o Portimonense caiu perante o Partizan de Belgrado, após vitória por 1-0 em casa (golo de Pita) e derrota humilhante no Jugoslovenske Narodne Armije (Estádio Exército Popular Jugoslavo) por 4 bolas a zero (hat-trick de Vucicevic e 1 Djukic).

Em 1987, o bulgaro Plamen Getov, oriundo do Spartak de Pleven e titular da sua selecção no mundial do México, assimiu-se como o grande municiador do ataque algarvio. Um jogador de classe mundial, fino e com uma facilidade de remate impressionante.

Após uma época envolta em polémica (89-90), de onde destacamos a agressão em pleno estádio de Portimão, ao presidente portista Jorge Nuno Pinto da Costa, o Portimonense descia à 2ª divisão nacional.
O clube mergulhou então numa profunda crise directiva e desportiva, temendo-se pelo seu futuro. Em bom tempo um grupo de homens sérios, salvaram o histórico Portimonense, abraçando um projecto onde tentarm fazer regressar de imediato a equipa ao convívio dos grandes. Foram contratados Edmilson, antigo estudante de contabilidade e campeão nacional ao serviço de Porto e Sporting, Artur Jorge Vicente, entre outros.

Apesar de insucesso na subida ao escalão maior e alguns sobressaltos nos anos seguintes onde a manutenção foi díficil de obter, o clube atravessa hoje uma certa estabilidade, contando com um plantel que aliada a experiência de Filipe (ex-Beira-Mar), Duka, Tó-Zé e Cavaco, com a juventude e irreverência dos mais novos.
Diamantino Miranda, antiga glória do Benfica é o treinador principal

Foi a 2ª homenagem da Malta da Tropa ao Portimonense, votos de um breve regresso.
Viva o Futebol e viva o Algarve.
on Sunday, July 31, 2005
Após uma semana dedicada a outras modalidades, eis-nos de volta ao desporto rei.
Uma palavrinha para as equipas portuguesas que têm dado valentes ensaboadelas nas suas congéneres europeias nestes jogos de pré-época.
Os ingleses do West Bronwich foram esmagados por Benfica e Sporting.
O histórico Boca Juniores foi manietado pelo nosso Porto, que se encontra em boa posição para vencer o torneio de Amesterdão. Vamos a ver o que nos reserva o jogo de hoje à tarde contra os ingleses do Arsenal.
Midlsbrough e Bétis de Sevilha acabaram nos 2 últimos lugares do Torneio do Guadiana, onde o Sporting foi brilhante
... e que dizer dos 4-0 com que o Boavista de William Sousa e João Vieira Pinto brindou o Valladolid?
Parafreando o meu amigo José Mário Mourinho dos Santos Félix, apesar de os jogos serem a feijões, é sempre bom esta dinâmica de vitória.
Falar mal, só do jogo de ontem à noite entre Guimarães e Benfica, onde o Vitória mostrou excesso de virilidade e do lado dos encarnados (neste caso azuis) ficou patente uma vez mais as lacunas no ataque.
Finalmente, e como hoje é dia de retorno às origens, presenteamos o leitor com a mítica equipa do Vitória de Guimarães que fez furor na época de 1984-85.

Em cima e da esquerda para a direita temos, Bábá, Valério, Nascimento, António Jesus, Cerqueira e Miguel.
Em baixo, também da esquerda para a direita: Costeado, Paulinho Cascavel, Teixeirinha (cap), Rodolfo e Costa.
Destaque para António Jesus, futuro dono da baliza da selecção nacional, Nascimento e Costeado também eles futuros internacionais no pós Saltilho, Miguel que haveria de assinar pelo Sporting, José Alberto Costa já na fase descendente da carreira ... e claro a estrela da companhia e terror das balizas Paulinho Cascavel, também ele futuro leão.
on Friday, July 29, 2005
Concluímos a semana das modalidades com alusão à volta a Portugal em Bicicleta que se inicia já na próxima semana.
O espanhol David Bernabéu da Maia Milaneza defende o título conquistado o ano passado, contando com o apoio de uma equipa forte de onde se destacamos os portugueses Rui Lavarinhas, Gonçalo Amorim e esse grande "trepador" que é Rui Sousa.

A LA de Sérgio Paulinho e Cândido Barbosa afigura-se como a grande rival dos nortenhos.

Paulinho é sempre um homem a ter em conta, muito por culpa da excelente prestação nos Jogos Olímpicos de Atenas onde se sagrão vice-campeão de elites.
Por sua vez Cândido, um dos ciclistas mais completos do pelotão nacional, aposta forte nesta edição da prova, tentando acabar de uma vez com aquele fatídico dia onde perde bastante tempo hipotecando as hipóteses de vencer a competição.
Dois grandes nomes do ciclismo internacional estarão presentes nas estradas portuguesas, Gilberto Simoni (Saeco), já por duas vezes vencedor do Giro de Itália e o maior sprinter da actualidade (qui ça de sempre) Alexandro Petacchi (Fassa Bortolo) .

Apesar de todo o mediatismo e classe destas duas equipas transalpinas não é de esperar grandes feitos a nível individual, uma vez que os seus líderes visam sobretudo a preparação para a Vuelta.
O mítico Joaquim Gomes, conhecido pelos seus sprints de 5 segundos (onde ganhava 10 metros à concorrência) em plena Serra da Estrela ou na Senhora da Graça é o director da prova.

Por fim vamos prestar a devida e sentida homenagem ao Jan Ulrich do ciclismo português, Vitor Gamito, o eterno segundo, entretando retirado.

Monumental a borra naquele contra-relógio onde perdeu a amarela para o benfiquista David Plaza.
Igualmente épica (ou talvez ainda mais) a borra que anos antes lhe retirou a amarela numa etapa plana de transição. Com suores frios e tremideira nos joelhos Gamito viria a perder cerca de 20 minutos, acabando por desistir.
Apesar de todas as fatalidades viria a triunfar em 2002 num ano em que manietou por completo a concorrência.
E é tudo, amigo leitor, agora é ir para a estrada e seguir atentamente os 10 dias da volta, pode não ser o Tour, mas é a NOSSA volta.
Viva Portugal, viva a seriedade, viva o ciclismo, viva o nosso Porto que matou o Boca-Juniores e viva o Setúbal que venceu o Betis de Sevilha
on Wednesday, July 27, 2005
Continuamos com a chamada semana das modalidades amadoras para falarmos de futsal, mais concretamente daquele que é o melhor jogador nacional da actualidade, André Lima.

Campeão em 2000 pelo histórico Miramar, transferiu-se na época seguinte para o Sport Lisboa e Benfica, clube que tentava recuperar o ecleticismo de outrora.
Muito por culpa da elevada e por vezes exagerada exposição televisiva do clube das águias, André torna-se o conhecido do grande público.
2 títulos, 2 taças de Portugal, 2 supertaças (mas não Cândido de Oliveira) e uma final da uefa chalenge, são o saldo de 4 anos à Benfica.
A época de 2004-05 foi sem dúvida fenomenal, o Benfica conquistou a "dobradinha" tendo André manietado por completo o rival Sporting nas 4 vezes em que os clubes se encontraram.
Magistral a sua exibição no 2º jogo das finais dos playoff, onde o Benfica venceu o rival da 2ª circular por 7-4.
E pronto... foi o que se pôde arranjar.