on Thursday, April 19, 2007
Malgrado o abandono de Jan Ullrich, 2007 é em termos pessoais um ano especial. O Benfica voltou às estradas, pelo que serei fortemente absorvido pelas 3 principais voltas da UCI e pela nossa.
Até ao momento o sprinter Benitez tem surpreendido ao vencer várias etapas em solo nacional. Mesmo nas competições internacionais, onde foi confrontado com os melhores especialistas esteve sempre na luta.
Em termos de geral individual, o búlgaro Daniel Petrov tem sido o melhor, afigurando-se como uma boa “muleta” para José Azevedo.
O Vilacondense ainda não apareceu o que nos leva a querer que o seu pico de forma será atingido na Volta a Portugal.
Cheguei a temer devido à quase inexistência de etapas nos anos anteriores, mas em 2007 teremos uma chegado bem no alto da Torre.
Com um orçamento quase duas vezes superior ao da Liberty de Nuno Ribeiro e Cândido Barbosa, só podemos ganhar.
Para concluir realço a vitória de Petacchi na Volta ao Algarve. Parece que o chefe de fila da Milran está recuperado da queda que lhe hipotecou a época passada.O Giro está à porta e a Malta da Tropa prevê grandes duelos com um novo sprinter italiano que poderá dominar a especialidade nos anos vindouros. Fiquem atentos.
on Wednesday, April 18, 2007
O Sporting Clube de Portugal vivia talvez uma das semanas mais negativas, contrastando com o seu rico historial.
A incrível eliminação da Europa pelo Casino Salzburgo, a substituição de Bobby Robson por Carlos Queirós e aquele maldito acidente de viação que atirou o promissor Cherbakov para uma cadeira de rodas.
Tudo em semana de derby no velhinho estádio da Luz.
Os leões perderam o jogo e a liderança do campeonato, mas Luís Figo protagonizou um daqueles episódios que jamais se me apagarão da memória.
Na sequência de um pontapé de canto, aquele que viria a ser o melhor do mundo, antecipa-se a Neno (o costume!!!) e adiantou o leão no marcador.
Depois o futebol deu lugar ao humanismo, Figo corre em direcção ao banco e completamente banhado em lágrimas grita bem alto “Cherba, Cherba, Cherba”.
Deixo-vos com o vídeo do golo imortalizado com os comentários de Gabriel Alves.
on Monday, April 16, 2007
Numa bastante usual visita a esse antro da seriedade e do bom gosto que é o blog “O Cromo dos Cromos”, deparei-me com a alusão a um célebre golo de Diego Maradona obtido com as cores do Barca em pleno Santiago Barnabeu.
O golo é bonito e o Juan José (o defesa merengue que sofreu esta crueldade) terá ficado com uma vontade desmedida de espancar El Pibe, mas sem facciosismo considero o 4º golo de Carlos Bueno contra o Nacional da Madeira bem melhor.
Vejam e tirem as vossas conclusões:

2 - Golo de Carlos Bueno (é o 4º)
on Wednesday, April 11, 2007
Hoje vamos recuar no campo, até ao lugar mais ingrato de todos. Há quem diga que no sítio onde eles pisam nem a relva cresce. Eu pessoalmente culpo o meu guarda redes pelo golo sofrido contra o Porto, pelo 2º do Espanhol e já agora pelo de Delibasic.
Continuo a achar o “Joaquim” um guarda redes banal em nada superior a Peçanha, Marcos, Paulo Santos, Mora ou Diego. Um Helton ou um Ricardo precisam-se e com urgência.
Mas adiante, o propósito deste post não é “chorar” por mais um título de campeão nacional que muito provavelmente irá para a cidade invicta.
Cabe aqui sim, apresentar 3 guardiães do passado que pelo seu visual militarista e pós moderno fazem-nos relembrar nostalgicamente a época em que jogadores de futebol era pura e simplesmente jogadores de futebol sem quaisquer ambições no mundo da publicidade ou da moda.
Começamos com o “belenense” Cabral. Não sei nada sobre ele, nem era nascido (nem pensado) quando o senhor jogava, mas que importa? Um homem com esta barba e esta boina só pode ter sido 1 gigante.
Agora imaginem um guarda-redes capaz de defender penaltys como se de livres directos a mais de 30 metros e com 6 homens na barreira se tratasse.
Dukadan era assim, ou melhor foi naquele dia do longínquo ano de 1985 em que Barcelona e Steua de Bucareste se encontraram em Sevilha para disputar a final da mais importante prova de clubes da UEFA.
Os catalães eram favoritos mas os aguerridos romenos aguentaram o 0-0 levando o encontro para a decisão por pontapés da marca de grande penalidade.
Com os olhos do mundo colocados nos 2 guarda-redes, Urruti parou 2, Dukadan todos. Foram 4 no total!!
O mãos de ouro foi elevado a herói, mas para mal dos seus pecados acabou por aceitar um Mercedes. O regime ditatorial romeno não gostou e o resto é história...
Finalmente Baston, o engraçado espanhol que defendeu as redes do Desportivo de Chaves durante a época 1994-95.
Na foto podemos visualizar uma saída pouco ortodoxa aos pés do então “retornado” Rui Barros.
Com conhecimento de causa afirmo que fazem falta “Bastons” ao futebol contemporâneo.
on Tuesday, April 10, 2007
Enquanto pesquisava pelo youtube tentando encontrar um video para uma posta que tenho preparada encontrei esta maravilha.
Foi numa eliminatória da taça de Portugal disputada no agora demolido estádio das Antas. Porto e Benfica empataram e na Luz os encarnados venceram por 2-0 com uma grande exibição de Isaías.
O vídeo é um hino à pós modernidade.
Desde o corte com a mão de Domingos, passando pela "peitada" de Kostadinov ao "bandeirinha" e acabando na indignação de Augusto Inácio.
Para ver e rever.
Certamente já devem ter notado que esta espécie de entretenimento tem tido honras de crónicas semanais nos três principais diários desportivos.
Se eles vão ao wrestling, nós vamos também.
Polémicos e sempre em busca da pós modernidade começamos por apontar baterias a Dave Batista, o antigo ex-campeão mundial da marca Smackdown.
O “Animal” começou a sua carreira na WWE com nome e idade falsos. Pretendiam eles ocultar os anteriores problemas do atleta com a lei.
Rezam as crónicas que nos seus tempos de segurança num bar, Batista deixou um homem às portas da morte após uma sova monumental. Essa não foi a fingir!
on Thursday, April 5, 2007
Se vir o árbitro do Espanhol-Benfica a festejar um golo, não se admire. Não, ele não é adepto de de nenhum dos dois clubes...provavelmente será simpatizante do Oriental, a julgar pela maioria das declarações que os homens do apito proferem quando questionados acerca da sua simpatia clubística. Eric Braamhaar, juiz da partida, foi protagonista de um caso levantado na imprensa holandesa há poucas semanas. No jogo mais importante da jornada do campeonato da Holanda, o Ajax-PSV, os homens da casa cilindraram a equipa de Ronald Koeman por 5-1. Tal resultado nem deixa margem para desculpar a derrota com eventuais erros da equipa de arbitragem...o insólito foi o festejo de Braamhaar após o 5º tento da formação de Amesterdão. Após pedidos de justificação dos "media", o árbitro holandês explicou que tinha dado a lei da vantagem no lance do golo e, após ter constatado que tinha tomado a decisão certa, não se conteve. Os ânimos parecem ter serenado, como consequência da compreensão que a imprensa do país das tulipas demonstrou. Se fosse em Portugal...