on Tuesday, April 10, 2007
Certamente já devem ter notado que esta espécie de entretenimento tem tido honras de crónicas semanais nos três principais diários desportivos.
Se eles vão ao wrestling, nós vamos também.
Polémicos e sempre em busca da pós modernidade começamos por apontar baterias a Dave Batista, o antigo ex-campeão mundial da marca Smackdown.
O “Animal” começou a sua carreira na WWE com nome e idade falsos. Pretendiam eles ocultar os anteriores problemas do atleta com a lei.
Rezam as crónicas que nos seus tempos de segurança num bar, Batista deixou um homem às portas da morte após uma sova monumental. Essa não foi a fingir!
on Thursday, April 5, 2007
Se vir o árbitro do Espanhol-Benfica a festejar um golo, não se admire. Não, ele não é adepto de de nenhum dos dois clubes...provavelmente será simpatizante do Oriental, a julgar pela maioria das declarações que os homens do apito proferem quando questionados acerca da sua simpatia clubística. Eric Braamhaar, juiz da partida, foi protagonista de um caso levantado na imprensa holandesa há poucas semanas. No jogo mais importante da jornada do campeonato da Holanda, o Ajax-PSV, os homens da casa cilindraram a equipa de Ronald Koeman por 5-1. Tal resultado nem deixa margem para desculpar a derrota com eventuais erros da equipa de arbitragem...o insólito foi o festejo de Braamhaar após o 5º tento da formação de Amesterdão. Após pedidos de justificação dos "media", o árbitro holandês explicou que tinha dado a lei da vantagem no lance do golo e, após ter constatado que tinha tomado a decisão certa, não se conteve. Os ânimos parecem ter serenado, como consequência da compreensão que a imprensa do país das tulipas demonstrou. Se fosse em Portugal...
on Thursday, March 29, 2007
No final da 1ª volta, fizemos um post onde atribuímos praticamente o título ao nosso Porto. Parecia que ninguém conseguia parar a turma do professor Jesualdo.
7 jornadas passaram e o Benfica, apesar de estar no limite em termos físicos, soube aproveitar os deslizes dos nortenhos reduzindo em 7 pontos a diferença. 1 pontinho separa agora os dois rivais com o Sporting a 6 pontos do 1ª lugar (estavam a 7 no final da 1ª volta) a torcer por algo que não seja a vitória do Porto.
Para mal dos meus pecados, estarei de férias nesse antro da seriedade e do sossego que é a Ilha do Farol em Olhão.
Como o único café com Sport TV deverá estar esgotado, só me restará assistir ao desafio via rádio. Doloroso bem sei, mas não contei com a paragem do campeonato quando fiz o mapa de férias.
Sinceramente não sei para que lado irá pender a balança, mas inquieta-me o optimismo exagerado dos adeptos tripeiros, afinal somos nós que jogamos em casa, não é? Como é possível eles afirmarem com toda a convicção que o Porto vai ganhar à Luz? Já houve alguém que tentou fazer uma aposta de 10 euros comigo...
No ano passado Laurent Robert decidiu com um pontapé livre onde ficaram bem patentes, a potência de remate do francês, o efeito que estes esféricos da nova geração ganham e as (in)capacidades de Vítor Baía.
Este ano não há Robert, Helton deverá recuperar a tempo de jogar, mas há um Armando “Petit” Teixeira on-fire, cuja veia goleadora faz corar de vergonha qualquer ponta de lança dos 2 planteis.
Pessoalmente, com adepto da pós modernidade, rezo para um duelo de entre os 2 piores avançados de sempre da selecção nacional, Hélder Postiga e o novo membro dos Morangos com Açúcar, Nuno Gomes.
Também gostaria que Jesualdo desse novamente a titularidade a Alan e já agora que Fernando Santos mantivesse Moretto, mesmo com Quim em condições de actuar.
De resto que seja um bom jogo, com fair play dentro e fora das 4 linhas, que Carolina Salgado apareça no meio dos No Name Boys com um cartaz ostentando a frase “Flatulento estou aqui” e no final que ganhe o Benfica.
Vemo-nos dia 9 de Abril, até lá boas férias para mim...
on Wednesday, March 28, 2007
Horas antes de mais um compromisso da selecção nacional, partilho convosco a minha repugnância quanto aos novos pseudo adeptos de Portugal.
É certo que Scolari mobilizou as massas, mas irrita-me ver malta que não sabe o que é um fora de jogo, nem a diferença entre um livre directo e um livre indirecto, virem para as ruas festejar como se o futebol fosse parte integrante das suas vidas. É a loucura, a alegria, “fiesta, fiesta, numaiumbaié”.
“Eu não tenho clube, mas gosto muito da selecção!”. “Quem o Helton? Não, conheço!”. “O Cristiano Ronaldo é o maior! Ele joga no clube do Mourinho, não é?” “O Nuno Gomes é todo bom, ele é mesmo bom jogador!”
... e a minha preferida: “Fora de jogo?! Mas ele estava dentro do campo, como é que pode ser fora de jogo? Éh pah, o árbitro só está a roubar Portugal! Somos pequeninos”.
Fosca-se haja paciência!
Ontem quase ia perdendo a cabeça quando a senhora da limpeza (que preferiu ver a Floribela ao nosso Porto-Chelsea) se dirigiu a mim dizendo: “Então viu o nosso Portugal? Aquilo é que foi! Ainda foram poucos, eu pedi 7. Tenho uma tia prima que está na Bélgica e ela disse-me que era bom que eles empatassem, mas eu bla bla bla... Então viu o que é que eles queriam fazer ao nosso menino?”
Tiro o meu chapéu à equipa portuguesa, somos claramente uma das 5 melhores selecções mundiais e o objectivo Áustria-Suiça 2008 será uma realidade, mas com estes “anormaloides” o verdadeiro adepto sente vontade de se refugiar pura e exclusivamente no futebol dos clubes.
Até dá vontade de despedir Scolari e contratar Artur Jorge.
on Monday, March 26, 2007
Em semana de clássico, presenteio-vos com 11 de jogadores que ou pularam a cerca para outro grande ou cujas contratações foram arduamente disputadas.
Aquelas provocações que fazem aumentar exponencialmente a ira do lesado, sendo tais atletas fortemente vaiados quando pisam o terreno do rival.
A ida de Figo para Madrid ou Sokota de azul e branco são de deixar qualquer adepto com os cabelos em pé.
Na baliza Moretto, o guardião que Porto e Benfica disputaram mano a mano, como se de Lev Yashim se tratasse. Felizmente o Benfica ganhou a luta, nem que para isso tivéssemos que assistir a cenas de pugilato em pleno aeroporto.
Como defesas laterais, duas bicadas provocatórias que a águia desferiu no leão, Marinho e Quim Berto.
No centro da defesa, João Manuel Pinto, famoso pelos minutinhos a ponta de lança com Bobby Robson e Emílio Peixe.
A trinco, Bruno Caíres, que após uma experiência falhada em Vigo, apareceu com as cores leoninas em clara atitude provocatória ao clube que o formou.
Os extremos são mais duas maldades que o Benfica fez ao rival da 2ª circular, Amaral, cujo momento de glória foi vetado por Donato Ramos e Hugo Porfírio. Ainda hoje não consegui entender como foi possível, Porfírio ter sido a determinada altura credor do Benfica em cerca de 2 milhões de euros. Se alguém me souber explicar agradeço.
Nica Basarad Panduru, é o nosso médio centro. O romeno é a clara alusão que não foram só “Maniches” e “Decos” que Pinto da Costa resgatou ao Benfica.
No apoio ao ponta de lança, Drulovic, o tal a quem o meu pai se referia como: “O Porto comeu-lhe a carne, agora nós ficamos com os ossos”.
Finalmente, o meu preferido, Tomo Sokota. 1 ano e meio de dragão ao peito, 1 ano e meio no estaleiro.
on Friday, March 23, 2007
Alertou Scolari que Portugal nunca bateu a Bélgica em jogos oficiais.
Realmente é verdade, mas o enguiço esteve prestes a ser quebrado naquela famigerada partida a contar para a fase de qualificação do Itália 90.
Orientado por esse monstro da cultura táctica que era Júlio Cernadas Pereira (Juca), Portugal discutiu até à última o apuramento com belgas e checoslovacos.
A partida com a Bélgica, disputada no velhinho estádio da Luz, ainda hoje está atravessada na garganta daquela geração de jogadores e adeptos (eu incluído).
Vítor Paneira abriu o activo e encaminhou a selecção para terras transalpinas.
Quando os “olés” já entoavam nas bancadas, Silvino presenteou-nos com a maior frangalhada que há memória em jogos da selecção nacional.
Perante a estupefacção lusitana e o riso dos belgas, em especial do autor do golo Marc Vanderlinden, Silvino destruiu o que Paneira construiu.
Em Bruxelas Cleujmans, Eric Gerets, Enzo Scifo e seus pares despacharam-nos com concludentes 3-0.
No final os belgas foram lá, os checos também, nós não.
Quanto a Silvino, voltaria a fazer das suas em Praga. Com o resultado em 1-1, já perto do final, o guardião do Benfica ficou pregado ao solo não detendo um livre que entrou mais ou menos a meio da baliza...
on Thursday, March 22, 2007
Com o regresso do Benfica às estradas, o ciclismo assumirá ainda uma maior preponderância no nosso espaço da blogosfera.
Sem nunca esquecermos a pós modernidade, vamos tentar familiarizar os leitores ao máximo com esta fantástica modalidade, retratando grandes momentos das principais voltas.
Começamos com a vitória de Giuseppe Guerini, em 1999, na mítica chegada ao Alpe Duhez.
O Italiano da Deutch Telekon (agora T-Mobile) seguia com os favoritos. Sendo o pior colocado decidiu atacar, conseguindo uma vantagem interessante.
Subitamente um fã incauto atravessou-se à frente da bicicleta originando a queda do ciclista.
Cheio de força tornou a montar-se no veículo, atacando os kms finais da etapa com um vigor nunca visto.
Era o seu dia e Guerini ergueu os braços bem alto quando cruzou a linha de meta. Que grande vitória!
O resumo da etapa pode ser visto aqui. Vale a pena.