on Wednesday, February 7, 2007
Convido os leitores a recuar à década de 80, quando a NBA criou o espectacular concurso de afundanços.
O primeiro vencedor foi Larry Nance dos Phoenix Suns que malgrado a presença de Dominique Wilkins (3º) e Dr J (2º), arrecadou o título de 1984.

Michael Jordan fez a sua estreia no ano seguinte, mas foi derrotado na final por Dominique Wilkins.
No ano da adesão de Portugal à CEE, o nº. 23 dos Bulls não pode participar devido a lesão. Dominique era o favorito mas a glória coube por inteiro ao companheiro de equipa Spud Webb.
Em 1987 Michael Jordan venceu, mas Dominique não esteve presente.
Um ano mais tarde, teve lugar a tão esperada desforra.
2 acrobatas voadores, 2 homens que desafiavam as leias da gravidade, Michael "Air" Jordan e Dominique "the Human Highlight Film" Wilkins.
Foi possivelmente o melhor concurso de afundanços de sempre.
Para ver e rever até na companhia da sogra.
on Tuesday, February 6, 2007
Confesso que não é nada que já não estivesse à espera, mas quando a diferença para o primeiro diminui de 8 para 4 pontos em 2 jornadas, eis que estão de volta os sumaríssimos à nossa liga.
Segundo a edição online do jornal "A Bola", "a Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Clubes decidiu esta terça-feira instaurar um processo sumaríssimo ao jogador brasileiro Vanderlei Fernandes da Silva (Derlei) que representa o Benfica, propondo a pena de 2 jogos de suspensão e uma multa de 1.000 euros".
Não está em causa a justiça ou não de tal sumaríssimo. De estranhar é o timing em que os sumaríssimos reaparecem no nosso campeonato. Como o Benfica começa finalmente a demonstrar alguma estabilidade (e o contrário acontece com o nosso Porto), há que destabilizar de alguma forma.
Ainda que ver as imagens em camara lenta seja completamente diferente (e por isso mesmo posso parecer por vezes uma coisa que não é bem assim), sou de opinião que Derlei deveria ter sido expulso. Contudo, surge uma questão: onde está o sumaríssimo a Caneira? E não me venham com tretas que aquilo é normal em futebol. Da última vez que li as regras do jogo não havia nenhuma que permitisse dar estalos nos adversários!
on Monday, February 5, 2007
Iniciamos agora uma série de posts dedicados aquele que está para NBA assim como Cristiano Ronaldo estará para o futebol.
Apesar do talento do nosso miúdo, Carlos Queirós exagerou e de que maneira na comparação.
Jordan foi único, talvez só Serguey Bucka, o mítico ucraniano do salto com vara possa ser equiparado aquele que um dia me fez colocar o basquetebol como uma das minhas modalidades de eleição. Ele saiu e actualmente não consigo assistir a uma partida na totalidade.
Para começar escolhemos os 10 melhores afundanços, ou como se diz em americano “the 10 best dunks”, da carreira de sua Alteza Real.
Tenham em atenção o afundanço nº 7, foi efectuado bem na cara de um senhor que tem somente 2 metros e 31 centímetros, Manute Bol do Sudão.
http://www.youtube.com/watch?v=txela2VuI7A
Deliciem-se e acreditem que o homem pode realmente voar sem a ajuda de aparelhos.
on Thursday, February 1, 2007
Numa noite chuvosa no velhinho Estádio do Bessa, e em vésperas de um Benfica - Porto, Boavista e Benfica disputaram um dos mais emocionantes duelos entre as duas equipas. Corria então o ano de 1993, ano em que poucos meses mais tarde as duas equipas se voltariam a encontrar na final da Taça de Portugal.
Ainda não estavam decorridos dois minutos de jogo e já Marlon Brandão colocava a equipa de xadrez na frente do marcador depois de um mau alívio de Mozer na sequência de um canto sobre a direita. O jogo não podia ter começado melhor para os da casa!
O Boavista apresentava então uma equipa onde pontificavam nomes como Mamadu Bobó Djaló, Artur, Marlon Brandão e Nelson Bertolazi, mas também Lemajic, Nogueira, Garrido, Venâncio e Paulo Sousa por exemplo.
O Benfica, treinado por Toni, alinhava com Neno, Veloso, Hélder, Mozer, Schwartz, Paulo Sousa, Rui Costa, Isaías, Futre, Pacheco e Yuran, sendo que alguns destes jogadores ainda deixam saudades para os lados da Luz.
Aos 14 minutos de jogo, e partindo de uma posição no mínimo duvidosa, Yuran isola-se, contorna Lemajic e empurra para a baliza deserta. Estava feito o empate! Já na segunda parte, o avançado russo recebe um passe de Rui Costa a meio do meio campo ofensivo e, fazendo valer toda a sua velocidade e poderio físico deixa Venâncio para trás, entra na área e bate pela segunda vez o guardião do Boavista.
O domínio dos visitantes era de tal forma evidente que, mesmo antes de chegarem ao 3-1, Paulo Futre conseguiu protagonizar um dos mais caritatos falhanços de que há memória no futebol português e digno de figurar em qualquer compêndio de apanhados do desporto rei. Depois de se isolar e ultrapassar facilmente Lemajic, o jogador do Montijo, que completou nessa época Santíssima Trindade do futebol português, conseguiu não acertar na baliza deserta.
Este falhanço pareceu perder importância com a obtenção do 3º golo encarnado apontado por Isaías bem ao seu estilo. Contudo, o que se passaria daí para a frente foi tudo menos tranquilo para o Benfica. Primeiro, Hélder é expulso. Não fosse já esta dificuldade o suficiente para atormentar os adeptos benfiquistas, eis que Neno derruba estupidamente Nelson Bertolazi em plena área. Consequência directa, penalty e expulsão.
Com mais de 15 minutos para jogar e sem substituições para fazer, foi Paulo Sousa que, num dos actos mais pós-modernos do futebol tuga, assumiu a posição de guarda-redes. E se no pénalty apontado por artur não havia nada fazer, no resto do encontro o médio do Benfica deu bem conta do recado. Diria mais, diria mesmo que brilhou a grande altura numa espectacular defesa a um grande remate de Bobó de fora da área. Dizia o comentador "quem sabe se não se descobre aqui um bom guarda-redes". Se se descobriu ou não, não sei. O que sei é que Paulo Sousa foi talvez o melhor médio português que vi actuar!
on Wednesday, January 31, 2007
Constantemente a qualidade do nosso futebol é escamoteada por “paineleiros” e pseudo-intelectuais que sem conhecimento de causa fazem transparecer a imagem que a nossa SL se encontra ao nível do campeonato do Luxemburgo, Malta, Irlanda ou Chipre.
Estou a ser exagerado, mas já ouvi alguém dizer que a 2ª liga espanhola é mais apetrechada em termos qualitativos do que liga principal portuguesa.
Se a modalidade fosse o basquetebol ainda dava o braço a torcer mas assim é demais.
É certo que as assistências são fraquinhas, mas que esperar de um país mergulhado numa crise financeira que tarda em desaparecer?
Ainda hoje o irmão do Mats Jagunço disse-me: “Não me vão renovar o contrato! Amanhã já não vou trabalhar”
É esta a situação do país! Não esperem que este jovem se sinta na predisposição de desembolsar algum montante em numerário nas bilheteiras de um estádio.
Em Inglaterra os estádios estão sempre cheios?
Pudera, eles ganham 3 vezes mais do que nós.
Também gostava muito de pegar na minha família e ir Domingo sim Domingo não ao bonito Municipal de Aveiro. Não me importava com a época horrível que o Beira Mar estava a fazer, ia pelo simples gosto de ver um jogo ao vivo. Sim, é diferente para melhor.
Mas e o preço? Com tantas contas para pagar temos que abdicar da coisa mais importante das coisas menos importantes.
Reduzam o preço dos bilhetes, deixem as senhoras entrar de graça (quando acompanhadas pelo marido ou namorado) e certamente terão uma agradável surpresa.
A qualidade do nosso futebol é fraca?
Olhem que não, esta semana assisti a 5 jogos (Leiria–Porto, Paços de Ferreira–Braga, Belenenses-Benfica, Boavista-Sporting e Nacional-Marítimo) todos bastante interessantes.
Belos espectáculos em nada inferiores ao Atlético de Madrid-Racing de Santander ou ao Midlesbrough-Portmouth.
Nós somos vice campeões da Europa e semi-finalistas do Mundial, será que somos assim tão maus?
on Tuesday, January 30, 2007
Prestamos hoje a devida a homenagem a um dos “misters” mais menosprezados do futebol português, um homem com provas já anteriormente dadas no Barreiro e no Estoril. Não deve ter sido nada fácil manter o histórico Estoril Praia na Divisão de Honra depois de todos os problemas da época passada.
Talvez por ser negro, ou devido ao seu nome e aspecto exóticos, Dauto Faquirá tem sito constantemente alvo de escárnio e chacota por parte dos amantes do futebol (nós incluídos).
Meia dúzia de jornadas após o início da época e já muito boa gente dava o Estrela como condenado. O calendário não foi nada favorável, mas o futebol desenvolvido pelos tricolores era de uma pobreza gritante.
O Estrela é um daqueles clubes simpáticos que vive da generosidade dos 3 grandes e se na época passada essa mesmo generosidade abundou com Bruno Vale e Manu a rumarem ao José Gomes, a equipa da presente época é bem mais fraca.
Subitamente os rapazes da Reboleira encetaram uma recuperação bem interessante, estando já 8 acima pontos da linha de água.
Faquirá é um dos bons técnicos portugueses estando perfeitamente ao nível de nomes como Manuel Machado, Rogério Gonçalves, Mariano Barreto, Carlos Brito ou Vítor Pontes.
Que venha um projecto mais aliciante.

Para concluir umas palavras para o nosso ex-colaborador Jorge Kataklisnmann.
O meu pai apareceu lá em casa com alguns exemplares de uma certa revista desportiva..
Toda ela é bastante interessante, mas deliciei-me sobretudo com os artigos de um jornalista que nunca tinha ouvido falar. A sua maneira de escrever era-me extremamente familiar. Parecia tudo tão Malta da Tropa!
Quando o Gilberto me elucidou sobre a tua situação, disse para comigo mesmo: “Pah, o Jorge é aquele gajo! Só pode!” Estava correcto!
Endereço-te um valente amplexo e os votos de felicidades.
on Thursday, January 25, 2007
2007 está a ser, a nível pessoal um ano de vida pilhas duracel, dura, dura, dura.
Começou com um novo emprego e consequente redução salarial em cerca de 300 euros. Entendo agora as razões de JVP para abandonar rapidamente o Sporting quando lhe quiseram reduzir drasticamente o vencimento.
Para ajudar à festa a minha namorada, qual César Peixoto, ou Hugo Leal, destruiu a potente bomba que conduzia quando íamos de fim de semana.
Como podem constatar nada fáceis os tempos que correm para o mentor do Cavrismo.
Contudo nem tudo é mau, o mês de Janeiro está a ser um portento de pós modernidade, com ela (a pós modernidade, claro) a bater-nos à porta quase todos os dias.
Começo com Augusto Inácio.
Depois do Beira-Mar e dos gregos do Ionikos, o aniquilador do hexa, rumou ao médio oriente para treinar o Foolad, último classificado da exigente liga iraniana.
É a 3ª vez na presente época que Inácio treina o último classificado de um campeonato nacional, o que deixa a antever que o mítico recorde de Luís campos pode estar por um fio.
Em 2002-03 o professor de Fão despromoveu o Vitória de Setúbal, o Varzim e 2/ 3 do Santa Clara. 2 anos mais tarde treinou 2 últimos classificados, o Beira Mar e o Gil Vicente (este recorde foi batido à data de 23 de Janeiro de 2007).
Imaginem um meeting de atletismo daqueles fixes onde se contratam “lebres” para impor um ritmo vivo. Nos vários pontos de cronometragem Inácio encontra-se adiantado face ao recorde de Luís Campos.
Os gregos já lá estão, o Beira-Mar para lá caminha e o Foolad também lá deve ir parar.
Augusto Inácio apresenta igualmente o registo de 2 chicotadas psicológicas em 4 meses, fantástico!
Outro foco de pós modernidade ocorreu no Dragão com o Atlético a eliminar o actual e futuro campeão nacional. O jogo foi a personificação da pós modernidade desde o golo deitado de David ao penalty inventado nos momentos finais da partida, passando pelo remate ao poste de Quaresma.
Uma semana depois no Restelo, Carlos Martins foi presenteado com 2 cartões amarelos em 45 segundos. O caso não é nada de especial se tivermos em conta o sucedido a 19 de Janeiro no Calderon, com 4 jogadores do Ossassuna a verem o cartão vermelho directo nos últimos 15 minutos da partida.
No âmbito das entrevistas, o jovem Fábio Coentrão, actualmente no Rio Ave e futuramente no Sporting, presenteou-nos com uma entrevista digna de figurar nos anais da literatura.
Diz o petiz vila-condense que já está na altura de dar o salto. Tem 18 anos e já está há 2 anos nos seniores, pelo que já sabe mais ou menos como isto é!!!!!!!!!!!
Suplico a Soares Franco e à SAD leonina para contratarem rapidamente esta pérola e para o jogador ser sempre o escolhido para o flash interview.
Last but not least, Carlos Sousa meteu o Mundo a rir quando decidiu abandonar o co-piloto no meio de uma tempestade de areia em pleno deserto da Mauritânia.
Um gesto que embora indo contra todas as leis da tropa é de uma pós modernidade sem paralelo. Digamos que Carlos Sousa terá batido o recorde mundial da pós modernidade.
E por hoje me despeço até ao próximo post, onde irei homenagear Dauto Faquirá e dizer “muito obrigado” a Jorge Kataklinsmann.