on Sunday, December 10, 2006

Longe vai o tempo em que o Bonfim era problemático para um grande. Vitores Baptistas, Aparícios, Chiquinhos Condes, Yekinis e Kasumovs não tiveram sucessores à altura, acumulando-se actualmente jogadores que, apesar de algum talento, são jovens que não têm uma estrutura sólida, que permita integrá-los da melhor maneira. Amuneke, Varela e Mbamba parecem ser as únicas opções válidas para o ataque, tendo em conta aquilo que Mário Carlos e Lourenço têm vindo a revelar. Mas, quando estes não jogam bem, como é possível fazer uma chamada de atenção?! Não existem alternativas! Os miúdos da equipa B também são lançados às feras, na esperança de que tenham algum rasgo no meio daquela barafunda…
O Vitória foi, assim, o adversário ideal para a ressaca da série de derrotas mais traumatizante da era Paulo Bento. Apesar disso, acho que é inegável que o Sporting jogou melhor do que nos últimos 5/6 jogos. O 2º golo nasce num trabalho perfeito de Liedson, que pareceu o Levezinho de 2004/2005 durante os 90 minutos, com o Nani versão “inicio de época” a confirmar que queria mesmo fazer um grande jogo. Notou-se maior consistência defensiva com Caneira na direita e um Bueno que, apesar de se esforçar, ainda não aprendeu que, no futebol europeu, é preciso fugir às marcações para tocar na bola mais vezes.
Toni montou uma estratégia com 3 centrais e não teve sorte: os primeiros dois golos do Sporting nascem graças à falta de pressão sobre João Moutinho, na esquerda, e sobre Nani, no lado direito. Por aqui se construiu a vitória leonina. Nelson viu-se sozinho com Liedson à frente no primeiro golo e estava tapado por um defesa sadino no 2º, sendo difícil efectuar uma defesa em qualquer um dos casos. Amuneke, um dos jogadores do Vitória com futebol mais práctico, foi dos únicos a criar relativo perigo, normalmente apoiado pelo esforçado La Paglia. Mbamba e Varela foram ainda mais inconsequentes, apesar do segundo ter estado mais em jogo.
Nota negativa para o baixo número de espectadores no estádio. Um jogo à tarde evitaria o frio brutal que se fez sentir num estádio arcaico, bem como preços mais razoáveis (25 euros para uma lateral é um roubo enorme num jogo destes) facilitariam a melhoria de um cenário que não chega aos calcanhares daquele que era o Bonfim há 20 anos atrás. Nota ainda mais negativa para Juve Leo, uma nódoa para um clube que se diz diferente. Consolidando a sua condição de energúmenos, provocaram os adeptos do Vitória recorrendo ao insulto gratuito, numa altura em que ganhavam por 3-0(não é que tivessem desculpa se não tivessem a ganhar, mas o contexto ainda torna a sua atitude mais absurda). Responderam bem os sadinos, com os cânticos "Spartak!".
O Sporting encontrou um trampolim para a recuperação e resta saber se a equipa conseguirá fazer um campeonato regular, esperando pelos deslizes (que não deverão ser muitos) do Porto. Já o Vitória vai à Luz na próxima semana com a vontade de acabar o ano fora da linha de água. Mas a esta equipa falta muito mais que vontade…
on Wednesday, December 6, 2006
Num qualquer blog li um post e acho que bem merece ser publicado neste local de pós-modernismo da blogosfera... Afinal estamos perante um pré-destinado para a arbitragem e, pelos vistos, para a Língua Portuguesa!

Extracto do relatório do árbitro Carlos Xistra relativo à apresentação do cartão amarelo ao jogador Micolli do Benfica:«O jogador da equipa visitada, Micolli, desmandou-se em velocidade tentando desobstruir-se no intuito de desfeitear o guarda-redes visitante. Um adversário à ilharga procurou desisolá-lo, desacelerando-o com auxílio à utilização indevida dos membros superiores, o que conseguiu. O jogador Micolli procurou destravar-se com recurso a movimentos tendentes à prosecução de uma situação de desaperto mas o adversário não o desagarrava. Quando finalmente atingiu o desimpedimento desenlargando-se, destemperou-se e tentou tirar desforço, amandando-lhe o membro superior direito à zona do externo, felizmente desacertando-lhe. Derivado a esta atitude, demonstrei-lhe a cartolina correspectiva».
on Tuesday, December 5, 2006
O ano passado fizemos a antevisão e estivemos lá.
Este ano a crise obrigou-nos a conter despesas pelo que não fomos ao Tokyo Dome para ver a vitória de Semmy Schilt na Final do Grande Prémio de K1.
O colosso holandês (2,12 mts) derrotou sempre por decisão unânime 3 históricos, o francês Le Banner e os compatriotas Ernesto Hoost (4 vezes campeão) e PeterAerts (3 vezes campeão).
Foi a 11ª vez em 13 edições que o título foi para a Holanda.
Desejamos do fundo do coração que Semmy acerte uma das suas célebres joelhadas bem na tromba de Rio Ferdinand.
Talvez sob o efeito do pó branco (facto que já levou à sua punição) o defesa central do United disse que perder contra o Benfica seria um crime.
A juntar aos problemas acima referidos Ferdinand já conta com 1 crime no seu Curriculun.
Será que o rapaz tem memória curta?
Não quero dizer com isto que o Benfica vai vencer, longe disso, mas devemos respeitar os adversários.
Simplesmente lamentável.
on Monday, December 4, 2006

Que José Mourinho é o melhor treinador português e um dos melhores do mundo não é novidade para ninguém. Mas o Special One está a tornar-se igualmente numa figura de anedotário, devido às constantes queixas que faz publicamente, ao bom estilo “contra tudo e contra todos”. A última polémica surgiu este fim-de-semana e teve a ver com o adiamento do jogo com o Newcastle. Tudo porque as regras dizem que entre um jogo europeu e um da Premier League têm de mediar pelo menos 72 horas. Se o Newcastle jogou na quinta-feira com o Eintracht Frankfurt para a Taça UEFA e o Chelsea joga terça-feira com o Levski Sófia para a Liga dos Campeões, torna-se óbvio que seria impossível as equipas terem-se defrontado neste fim-de-semana.

Em seguida transcrevo um texto satírico sobre Mourinho, à maneira do “Inimigo Público”, que mostra que o sadino cada vez vai encontrando mais dificuldades para ser levado a sério. Foi publicado na edição de Dezembro da excelente revista “When Saturday Comes” (autodenominada “The Half Decent Football Magazine”) e é da autoria de Brian Powell. Colocados estes dados relevantes, para não ser processado, aqui vai o texto, na versão original:

Mourinho Fury At “Conspiracy”

Other teams deliberately “trying to beat” champions

Chelsea Supremo Jose Mourinho has launched a fierce attack on forces inside football he believes are staging a premeditated vendetta against is team. The Blues chief is furious at recent moves by other teams to “beat” his star-studded side - often by openly attempting to score more goals than the double title-winning Stamford Bridge outfit.

“We have seen this at Chelsea many times,” muttered the brooding Portuguese. “It wasn’t so bad last season, most teams allowed us to beat them quite easily. But this year we have felt the other side wants to defeat us every time we step on to the pitch.”

Mourinho had a message for people inside the game who believe the Chelsea boss is developing a tedious new motivational technique based around giving TV interviews slightly too close to the camera and whispering phrases like “what can I do?” and “you tell me what the truth is” while raising his eyebrows mysteriously.

“People say we are paranoid and I say to them - look at the facts. I have seen players from other teams come to Chelsea and not only score goals but celebrate them. I’ve seen visiting managers urging their teams on from the touchline. You try telling me these people don’t want to beat us. This is no accident.”

Worryingly for the Stamford Bridge hierarchy, the problem is not limited to the Premiership. Mourinho says he has been amazed to see players in the Champions League attacking the Chelsea goal, while simultaneously “defending” their own penalty area. “It’s as though they didn’t want us to be crowned Europe’s top club at all,” blasted the Blues supreme.

Sensationally, the former Porto chief believes the anti-Chelsea conspiracy has even spread beyond the field of play.

“I can give you more examples,” he said, opening is eyes wide in a slightly creepy way. “Last week we have to put the clocks back one hour. One whole hour in the week that Chelsea travel to Barcelona. Just Chelsea, no other team. You must ask yourself how this could happen in this country.”

“Every day is something different. This week I had a telephone call saying I may have already won a holiday in Florida. After two hours on hold listening to the Bee Gees singing How Deep Is Your Love, what is the truth? They give me a voucher for a free beauty treatment on any all-inclusive hotel away weekend break. Does this happen to Arsenal? To Manchester United? You must ask them. Is this justice? I can’t say. You tell me.”
on Saturday, December 2, 2006

E a minha brilhante série em derbies continua. Assisti ao vivo ao sétimo Sporting-Benfica da minha vida e a desgraça não tem fim: 7 jogos, 1 empate e 6 derrotas. E a taxa de insucesso só não é de 100% porque em 2001/02, aos 90 minutos, o grande Armando Sá resolveu cortar com a mão uma bola que ia sair pela linha de fundo e permitiu a Jardel empatar, de penalty.

Em relação à exibição do Sporting esta noite, ajusta-se o epíteto de Luís Filipe Orelha: um grupo de rapazinhos. Se no final dos anos 80 e início dos anos 90 eu admitia as derrotas frente ao Benfica com algum conformismo, devido à clara superioridade dos plantéis lampiões de então, já as derrotas sofridas nos últimos 10/12 anos custam muito mais a engolir, precisamente devido à falta de qualidade por que se têm pautado as equipas benfiquistas neste período. Penso mesmo que se trata de um caso psiquiátrico, já que não há outra forma de explicar o complexo que atinge os jogadores verde-e-brancos quando jogam com este adversário, ao passo que equipas à partida mais fracas o vencem com uma perna às costas (Boavista, Braga, Celtic, só este ano). Recordo-me ainda de outras derrotas: 1-4 em 97/98, frente ao Benfica de Souness, Deane, Saunders e Cia; 0-1 em 99/2000, no que podia ser o jogo do título; 0-3 na Luz em 2000/01, ano em que o Benfica foi 6º; 0-1 em 2003/04, quando bastava o empate para irmos à Liga dos Campeões. Não há explicação.

Quanto ao jogo desta noite, a explicação é simples. Paulo Bento queria controlar o jogo todo, mas o Sporting não esteve em campo nos primeiros dois minutos. Neles criou o Benfica metade das suas ocasiões de golo; na segunda marcou. Depois o Sporting atacou mais, teve mais hipóteses para criar perigo, mas falhou sempre, ao passo que o Benfica só lá foi mais três vezes: uma deu golo, outra uma bola na trave, outra ainda um livre perigoso. Na segunda parte os encarnados abdicaram de atacar, excepto nos minutos finais, enquanto o Sporting fez o jogo que mais convinha ao rival. Algumas notas individuais: Quim desta vez esteve melhor que Ricardo; Miguel Garcia voltou a mostrar a sua falta de categoria; os centrais estiveram muito inseguros; Nani tem de limpar a cabeça, pois julga-se o maior e continua a sua péssima série de jogos; Moutinho tem de escolher se quer ser um jogador pendular ou um jogador decisivo (recordo que no último jogo do Chelsea, o comentador da SportTV passou o tempo todo a criticar a actuação de Ballack, mas o alemão resolveu o jogo); Bueno foi o avançado mais perigoso do Sporting, o que mostra bem o momento de Liedson. O árbitro podia ter estado quase perfeito; bastava-lhe não pactuar com o anti-jogo e as fitas do Benfica, mostrando 2 ou 3 amarelos (Quim abusou) e dando mais 1 ou 2 minutos de compensação em cada parte. Não devia alterar nada, mas sempre acalmava mais a mole sportinguista. Mas continua a não haver vontade para acabar com isto, o que importa sermos dos futebóis com menos tempo útil de jogo?

Como já escreveu Gilberto Mandamil, Paulo Bento precisa de começar a pensar num esquema alternativo de jogo. Por muito bom que este 4x4x2 seja, há sempre momentos em que não basta trocar as pedras para as coisas melhorarem. Por vezes é mesmo preciso mudar o sistema. E restam poucas dúvidas de que a alternativa é o 4x3x3. Mas para isso era preciso ter extremos no plantel. Se em vez de nove médios tivéssemos sete e dois extremos se calhar o plantel ficaria mais equilibrado.

No fim do jogo ouvi algumas vozes contra Paulo Bento. Por mim, continuo a ser um acérrimo defensor do Risca ao Meio. Tem cometido alguns erros, é certo, mas ainda penso que é o homem certo. Por um lado, gosto do discurso dele. Por outro, é certo que, com ele, o Sporting nunca teve uma grande série de maus resultados, ao contrário do que aconteceu com os antecessores. Mostra que ele sabe recuperar a equipa. Por último, não quero vê-lo sair pela porta pequena e quando der por isso estar ele a treinar o Benfica ou o Porto, com sucesso, que, acredito, vai ter mais cedo ou mais tarde.

Uma das diferenças entre o Sporting e os seus rivais, e penso que decisiva, tem mesmo a ver com treinadores. Ao contrário de Benfica e Porto, o Sporting nunca teve um treinador que tivesse marcado profundamente o clube. Nenhum Béla Gutmann, nenhum Otto Glória, nenhum Pedroto, nenhum Mourinho. Talvez essa instabilidade explique o menor sucesso leonino em relação aos rivais. Por exemplo, quantos sportinguistas saberão qual é o treinador com mais títulos de campeão pelo clube? Será que toda a gente conhece Randolph Galloway, tricampeão entre 1951 e 53? Tirando ele, houve dois que bisaram, Josef Szabo em 41 e 44 e Cândido de Oliveira em 48 e 49. Outros nomes ficaram na memória, como Allison, Inácio ou Bölöni, mas nenhum deles teve sucesso consistente. Por isso, que tal deixarmos Paulo Bento ter a oportunidade de ser o nosso Alex Ferguson? Eu sei que Filipe Soares Franco já disse isso, mas sabe-se a facilidade com que os dirigentes mudam de teorias. E se a Juve Leo já impediu um tal de vir, pode bem ter poder para mandar este embora. Espero que não, continuo convicto de que Paulo Bento tem “qualquer coisa” que o recomenda.
on Wednesday, November 29, 2006
Às vezes, a vida prega-nos partidas. Como diria o meu amigo Mats Jagunço, ela (a vida claro) é como as pilhas Duracel: dura, dura, dura...
Não bastasse o nosso clube seguir com 9 pontos (que na prática podem ser 6) de atraso, somos ainda brindados com despesas, despesas e despesas.
Gaita, a minha conta bancária para atacar a quadra natalícia mais parece os cofres do Benfica no pós Vale e Azevedo.
É nestes momentos que vale a pena recorrer às colecções futebolísticas de outrora e recordar os velhos baladeiros que escreviam música na pauta verde.
Começo com o sueco Holmberg, que representou o Boavista na 2ª metade dos anos 80.
Não sei de onde veio, mas causava impacto, mais não seja do pela sua farta cabeleira loira encaracolada, ao bom estilo de Eskilsson.
O dinamismo e classe de Holmberg e Phil Walker impulsionavam um Boavista abnegado, que continha nas suas fileiras autênticas pérolas como Queiró, Parente, Valério, Rui Casaca, Agatão, Coelho e Jorge Andrade.
Uma alusão às camisolas com o patrocínio Teresinha... Belos tempos!

Em 2º lugar temos Emanuel, antigo defesa do Académico de Viseu. Não sei nada sobre ele, mas um homem com este bigode e esta figura de actor porno dos anos 70 só pode ser uma boa pessoa.
E a idade? 26 anos!!???
Faltam "Emanuéis" ao futebol actual.

Finalizo com o "Keeper" Hélder.
De realçar o corte de cabelo à "foda-se" (desculpem amigos leitores, mas devem-se chamar as coisas pelos nomes), curto à frente e comprido atrás, ao bom estilo dos cantores "pimba" ou até mesmo de Jorge Cadete.
Lembro-me de o ter visto jogar pelo Braga e pelo Beira-Mar, quase sempre como titular.
Salvo erro, foi o guardião auri-negro na famigerada final da Taça de Portugal em1991 onde o Beira perdeu 3-1 com o nosso Porto.
on Tuesday, November 28, 2006


Reconheço que, em regra, sou um adepto de futebol anti-claques. Pelo que eu vejo, elas não fazem mais do que levar para o estádio as frustrações de que os seus elementos padecem e prejudicam os clubes mais do que os ajudam. Mas há momentos em que conseguem proporcionar espectáculos memoráveis. Confesso que não consigo resistir a ver regularmente este vídeo da claque do Panathinaikos, num jogo de basquetebol. Delicioso.

No caso de alguém perceber grego, aqui vai a letra:

"Horto magiko dose mou ligo gia na pio ton PAO mou na onirefto kai tha fonakso sto theo: panatha mou se agapo san iroini san skliro narkotiko san to chasis, to lsd gia sena PAO mastouroni oli i gi panatha mou se agapo opou kai an pezis panta tha se akoloutho PAO edo, PAO eki opou kai an pezis panta tha maste mazi"