on Friday, November 17, 2006
Quando Veiga se despedia com lágrimas por não poder continuar as almoçaradas com os amigos Paixão, Santos, etc... Surge uma coisa destas! O pior é que em Itália as coisas vão funcionando... Não ponham é o glorioso a jogar na Série B! Ninguém gosta de ver o Benfica a descer de divisão! Nem mesmo eu!
on Saturday, November 11, 2006
Malgrado o sentido único, o jogo em questão é eterno tanto para águias como para dragões. Quem não se recorda dos famosos 5-0?
Às 21:30 do dia 18 de Setembro de 1996, sob a arbitragem do mítico António Rola, jogou-se no velhinho Estádio da Luz a 2ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira.
Os azuis e brancos haviam vencido na 1ª mão por 1-0, fruto de um lance onde ficou bem patente a classe de Artur e a azelhice de Jamir.
Alinharam as equipas com:
SL Benfica: Preud'homme, Calado (Tahar, 73'), Hélder, Bermudez, Dimas (Iliev,50'), Bruno Caires, Jamir, Valdo, Gustavo, Donizete e João Vieira Pinto. Treinador: Paulo Autuori

FC Porto: Wozniak, João Manuel Pinto, Lula, Jorge Costa, Fernando Mendes, Paulinho Santos, Sérgio Conceição, Wetl (Rui Barros, 70'), Zahovic, Edmilson(Jardel, 60') e Artur (Drulovic, 52'). Treinador: António Oliveira

Logo aos 3 minutos, Artur, em lance de contra-ataque, fez gato sapato do colombiano Bermudez e não deu hipóteses ao melhor guarda-redes do Mundo.
O Benfica tentou reagir e Donizete, à meia volta, ainda fez tremer a barra da baliza à guarda dessa autêntica lenda viva que foi Wozniak. Foi o canto do cisne por parte dos encarnados.
2 minutos antes do intervalo, Edmilson fez o 2-0 e sentenciou praticamente a Supertaça.
No reatamento e perante a passividade da defesa contrária, o agora retirado Jorge Costa fez de cabeça o 3 a 0.
Aos 50 minutos Dimas saiu gravemente lesionado no braço ao chocar com o "Bicho" num lance sem maldade. As imagens foram arrepiantes!
6 minutos depois, o pós moderno Wetl marcou o melhor golo da noite. Era caso para dizer que tudo corria bem ao Porto. Wetl marcar na Luz (ou em qualquer outro estádio mundial) foi mais ou menos similar a Beto marcar ao Manchester.
Com 5 minutos para jogar Drulovic fixou o resultado final.
Curioso o facto de Mário Jardel ter ficado em branco!
O Benfica saiu humilhado, perdendo o jogo, a Supertaça e o adepto Nuno Ferrari, que viria a falecer...
O vídeo do resumo da partida pode ser visto aqui:

on Thursday, November 9, 2006

Eu sei que acontece todos os anos e eu já devia ter calo suficiente para não me indignar com isso, mas não consigo evitar: o Vitória de Setúbal voltou a abrir as pernas aos seus amigos do Porto. Desta vez nem tentou disfarçar; aos 6 minutos já perdia por 0-2. Isto depois de uma semana em que os dois capitães de equipa foram suspensos. É conhecido que o ambiente já estava minado há muito tempo, mas a explosão teve logo de acontecer nas vésperas da recepção ao dragão. Há coincidências fantásticas, não há? Quanto aos dois golos em seis minutos, fazem-me lembrar os relativamente recentes Salgueiros-FC Porto. E sabe-se onde está - ou não está - o Salgueiros, hoje em dia. Talvez o futuro do Vitória não seja muito diferente.

Quando eu confronto os meus amigos vitorianos com mais uma derrota frente ao Porto, eles encolhem os ombros e dizem, resignados: “Este jogo não era do nosso campeonato...”. Eu admito que o Porto é mais forte que o Vitória e que em 10 jogos no Bonfim ganhe seis ou sete. Mas também espero que o Vitória ganhe um ou dois. Acho que é razoável, até porque nestes últimos 10 anos o Porto já teve épocas de crise. Caramba, eu já vi o Porto perder na Amadora, em Faro, em Campo Maior, em Santo Tirso...

Já aqui escrevi sobre um dos problemas do futebol português: o facto de haver muito poucos adeptos dos clubes pequenos. Praticamente não há vitoriano que também não tenha uma costela sportinguista, benfiquista ou portista. E esta última está a crescer cada vez mais, segundo me apercebo. Isto prova que as pessoas gostam de ganhar, mais do que gostam de um clube. Quando se apercebem que a sua primeira escolha dificilmente ganhará algo, apoiam um emblema mais forte.

Eu sou, como já escrevi montes de vezes, adepto ferrenho do Eintracht Frankfurt. Mesmo a 2500 quilómetros de distância acompanho o dia-a-dia do clube. Isso inclui navegar regularmente em fóruns de adeptos. E cheguei à conclusão que, mesmo sem ganhar o campeonato há 47 anos, uma prova europeia há 26 e a taça da Alemanha há 18, os adeptos do Eintracht não precisam de apoiar também o Bayern, o Bremen, o Dortmund ou o Schalke para poderem ganhar alguma coisa. Porquê? Porque esses são clubes rivais e os adeptos do Eintracht acreditam que mais cedo ou mais tarde vão voltar a lutar com eles pelos títulos. E eu acredito também, por isso, apoio um clube que muita gente, desconhecedora, considera pequeno.

Em Portugal, conhece-se a situação. Os adeptos do Belenenses não passam um dia sem proclamarem que são o quarto grande. Mas as assistências no Restelo são comparáveis, em relação a Inglaterra e à Alemanha, às da quarta divisão para baixo. O Boavista, que foi campeão há cinco anos e que teve excelentes presenças europeias recentemente, também tem uma assistência ridícula nos jogos em casa. O Braga, que tem sido o quarto grande no campeonato nos últimos três ou quatro anos, também não consegue ter assistências a condizer, e quando o Benfica vai lá jogar nota-se que o Braguismo é apenas a segunda crença da maior parte daquela gente.

E depois temos o Vitória (de Setúbal, pois o de Guimarães é o único clube que consegue desmentir o que estou a afirmar). O Vitória sadino representa uma das maiores cidades do país. É um clube sem rivais à altura do Tejo para baixo. Isso podia ser uma vantagem, tanto em termos de captação de talentos, como de adeptos. Nada disso tem acontecido. Os talentos, com os centros de estágio de Benfica e Sporting nos arredores, já não têm razão para dar preferência ao Vitória. E os adeptos também acabam por fugir, pois Setúbal nunca foi uma cidade muito bairrista e cada vez o é menos. Sem dinheiro, com um estádio muito antiquado, com um plantel que vive das sobras dos grandes, com cada vez menos adeptos, o Vitória caminha a passos largos para, senão a extinção, para uma existência quase anónima.

Eu recordo-me do tempo, há não mais de 15 anos, em que havia cinco equipas séniores em Setúbal: Vitória, Comércio e Indústria, Marítimo, Bairro da Liberdade e 1º de Maio. Os três últimos desapareceram do mapa, a nível sénior. O Comércio, que ainda há poucos anos era uma boa equipa de terceira divisão, anda agora num sobe-e-desce entre a primeira e a segunda distrital. Nem por isso o Vitória ganhou mais adeptos. Pelo contrário, a cidade de Setúbal parece cada vez mais divorciada do futebol. Pelo menos do local, pois aos sábados à tarde os cafés enchem-se para ver o Chelsea de Mourinho. Este sim, é o maior clube setubalense da actualidade.

Tudo isto leva-me a um tema sobre o qual também já escrevi. A médio prazo, a única forma de manter os nossos clubes grandes num bom nível competitivo seria participarem numa outra liga. Tanto pode ser a superliga europeia, a liga espanhola ou uma liga que já existiu em projecto e que reuniria os melhores clubes das ligas portuguesa, holandesa, belga e escocesa, que, no fundo, também se batem com problemas parecidos com o nosso.

PS - Eu sou um crítico feroz da péssima Imprensa desportiva que temos, em particular da Bola, também conhecida por Bolha, porque sendo o jornal mais antigo e que atingiu maior prestígio, é aquele onde se nota uma maior descida de qualidade e uma tendência mais acentuada para o mau gosto. Mas não pude deixar de aplaudir quando tomei conhecimento, hoje, que Jorge Valdano vai começar a escrever para o jornal aos sábados. Num panorama de péssimos colunistas que têm invadido a Comunicação Social portuguesa, neste caso a desportiva (Miguel Sousa Tavares é para mim o maior exemplo, pela fama que atingiu enquanto bojardeiro), é reconfortante saber que ainda há lugar para quem sabe de futebol, quem é do futebol, que ocupou vários cargos no futebol, não caído de páraquedas, como a maior parte deles, mas alguém que foi grande nos relvados e continua a ser fora deles. Seria tão bom que este fosse o primeiro passo no caminho da redenção da Imprensa desportiva... Mas já não tenho idade para ilusões.

on Monday, November 6, 2006

- Jogo imprevisível em Setúbal: ninguém podia dizer se o Porto ia ganhar por 2 golos de diferença ou mais. Com a vida cada vez mais facilitada no Sado, não se compreende a razão pela qual o VFC não faltou ao jogo. Perdia na mesma por 3-0 e poupava os "craques" para Aveiro. É por isto que o balneário se revolta, mister Toni, falta de visão estratégica. Aliás, acho que só por um acaso os sadinos conseguirão roubar pontos a equipas do topo da tabela.

- Num jogo que o "imparcial" jornalista do Sportugal Bruno Pires (aquele que viu uma exibição vergonhosa do Sporting frente ao Inter na partida de apresentação) classifica como "muito estranho", o Sporting teve a sorte que tinha faltado nos últimos jogos. O Braga não foi atrevido mas os leões estiveram organizados. Se tudo correr como esperado, Alecsandro fica e Bueno(será assim tão mau?!) volta para França. O brasileiro marcou um golo em que só as míticas imagens virtuais do Domingo Desportivo podem descortinar com clareza se a bola entrou ou não. Bruno Pires, a minha grande referência, é peremptório ao afirmar que a bola não entrou. No meio-campo, Farnerud é menos entusiasmante que Martins mas muito mais prático.

- Encontro normal na Luz, com uma excelente jogada no golo de Petit. Com visitas a Braga e Alvalade no próximo mês, será possível ver claramente o que vale este Benfica, acusado de vencer os pequenos e perder com os grandes.

- Na sua vigésima época à frente do Manchester, Ferguson tem a sua primeira grande oportunidade de roubar um campeonato a Mourinho. Acredito que assim que Ballack, Lampard, Makelelé, Sheva, Robben e Cª se entenderem na perfeição ninguém os poderá parar. Será de todo anormal que o melhor treinador do mundo tenha o seu primeiro desaire(ou seja, não ganhe a Premier League pela 1ª vez) com o melhor plantel do mundo. Para quem vence a Champions com o Derlei, o Maciel, o Costinha e o Ricardo Costa e não tem por cenário o Football Manager, tal seria mesmo caricato. No caso do Chelsea não atingir o seu potencial esta época, a saída de algumas estrelas vai ser inevitável.