on Saturday, September 2, 2006
Na próxima quarta-feira a Selecção Nacional joga o primeiro jogo da fase de qualificação para o Campeonato Europeu de Futebol de 2008, a realizar na Áustria e Suíça a partir de 7 de Junho de 2008. Entramos nesta fase de qualificação como vice-campeões europeus e como a 4ª melhor equipa nacional do Mundo, teoricamente. Acho, então, oportuno fazer uma pequena análise à actual situação da Selecção Nacional e ao seu futuro...

Fase de Qualificação - Adversários
A Equipa das Quinas defrontará neste Grupo A de Qualificação as equipas da Finlândia, Sérvia, Bélgica, Cazaquistão, Arménia, Azerbeijão e Polónia. A Bélgica será, talvez, o adversário mais forte, mas mesmo assim está mais do que ao nosso alcance. A Finlândia, o Cazaquistão, a Arménia e o Azerbeijão são selecções muitos patamares abaixo da nossa, mas as surpresas acontecem de tempos a tempos. A Sérvia tem alguns jogadores de qualidade, mas depois de uma decepcionante carreira no Campeonato do Mundo a equipa está fragilizada. Penso que a nossa Selecção pode fazer uma grande fase de qualificação pois a nossa equipa é, em tudo, superior a qualquer um destes adversários.

Federação/Equipa Técnica
A Federação está, neste momento, um pouco fragilizada, devido a todos os acontecimentos que são do conhecimento de todos nós. Porém, penso que nesta fase não deve haver eleições para os corpos sociais da FPF até, pelo menos, ao final do Campeonato da Europa de 2008, isto é, até finais de 2008. A estabilidade é um bem fundamental para a realização de um projecto ambicioso como é o actual projecto da Federação e da Equipa Técnica liderada por Felipão. Gilberto Madaíl já goza de um certo prestígio na UEFA e mesmo na FIFA e penso que isso é saudável e benéfico para a grande entidade do futebol nacional.

Sobre a Equipa Ténica não há muito a dizer. Sempre fui um defensor de Luiz Felipe Scolari e acho que a continuação dele no cargo de seleccionador nacional é motivo de alegria. A restante equipa é sólida e penso que está a funcionar bem. Prova disso são os excelentes resultados que a selecção tem tido nos últimos anos, desde 2003. O contrato de Scolari e de muitos membros desta equipa termina em 2008, depois do Europeu, mas só aí será possível fazer uma avaliação global do trabalho de Felipão que, até agora, só tem tido pontos positivos, na minha opinião e sei que muitos discordarão comigo, mas já é normal neste país cuspir na mão que nos ajuda. Enfim...

A Equipa... Continuação e Renovação
A Selecção está a passar, definitivamente, por um período de renovação e muitos novos jogadores estão a entrar. Muitos são os que dizem que a geração de ouro acabou e que agora estamos condenados ao insucesso. Eu discordo veemente de tais afirmações. É um facto que vai ser muito complicado encontrar um substituto para Figo, Rui Costa ou Pauleta, mas penso que, nesta altura, temos mais que boas opções. Considero importante a manutenção de certos jogadores chave na "família" de Scolari, como Maniche, Ricardo e Costinha, mas a renovação é inevitável e temos jovens grandes jogadores que podem vir a ser autênticas estrelas mundiais, senão vejamos nomes como Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma (estes dois já reconhecidos internacionalmente), João Moutinho, Nani, Hugo Almeida, Carlos Martins, Manuel Fernandes... Temos bons jogadores que podem vir a continuar a chamada geração de ouro e, quem sabe, ultrapassar os elementos dessa vaga de talento trazendo para Portugal um troféu à tanto desejado... O Europeu!

Os Jovens
A qualificação para a fase final do Campeonato da Europa de Sub-21, que se realizará em 2007, na Holanda, assume um formato diferente do habitual, pois a competição irá ser disputada em anos ímpares, de forma a intercalar com as grande competições que envolvem as selecções principais de cada país (campeonatos do Mundo e da Europa).
Assim, a Equipa das Quinas, neste ano de transição, irá disputar apenas dois encontros na fase de grupos: diante da Letónia (em Riga) e da Polónia (em Pedroso, Vila Nova Gaia).
Posteriormente, o vencedor do grupo avança para os play-offs que se disputarão em Outubro (7 ou 8 e 10 ou 11).
Esta selecção tem qualidade, mas penso que é nesta altura que se deve apostar mais nestes jogadores, pois são eles que garantem o futuro da nossa selecção A! José Couceiro é o responsável por todos os escalões mais jovens e sobre ele recai essa grande responsabilidade, mas penso que os clubes também devem seguir o caminho da aposta na juventude, como o Sporting fez e muito bem. Temos de garantir o futuro e estes jovens são o futuro!

Para lá de 2008
Partindo do princípio que Scolari não se manterá no comando da selecção para lá de 2008, o que eu acho inevitável, penso que nessa altura será oportuno fazer uma reestruturação profunda. Bem sei que ainda faltam dois anos, mas penso que no futebol as coisas têm de começar a ser pensadas com alguma antecedência. Penso que depois do Euro 08 a escolha de uma nova equipa técnica será uma prioridade importante e todo o falado organograma deve ser revisto e repensado. Em relação à federação logo se verá... O futuro a Deus pertence e só daqui a um par de anos saberemos como é que as coisas se vão passar! A ver vamos... Estou confiante!

PS: Amanhã começam os Mundiais de Atletismo para Cidadãos Portadores de Deficiência. Portugal enviou uma delegação de luxo e só me resta desejar, penso que em nome de todos os membros e leitores do Malta da Tropa, boa sorte aos nossos atletas que tanto orgulho nos dão sempre que participam em provas deste tipo! Boa Sorte!!!
...espero que seja ele o 2º central que Jesualdo irá experimentar na nova táctica dos tripeiros.
on Thursday, August 31, 2006

Beto reforça Recreativo de Huelva

O central português Beto é o mais recente reforço do Recreativo de Huelva, informou esta tarde o clube espanhol. Depois de uma temporada ao serviço dos franceses do Bordéus, onde chegou após muitos anos de leão ao peito, representando o Sporting, o jogador de 30 anos junta-se a Pablo Amo (Deportivo) e Javi Guerrero (Celta de Vigo), como reforços de última hora do emblema de Huelva. Recorde-se que o Recreativo começou a edição 2006/07 da Liga espanhola com um empate (1-1) frente ao Maiorca.

in Record Online
O combate que se segue é considerado por muitos como o mais bizarro da história do boxe.
Foi em 1993, que o campeão Ruddick Bowe e o antigo detentor do ceptro, Evander Holyfield, se defrontaram num evento cheio de militarismo e alguma pós-modernidade.
No 7º assalto, Holyfield massacrava Bowe junto às cordas, quando subitamente o público se levanta, começando alguns a gritar e a protegerem-se. Holyfield "cessou o fogo", mandando o adversário olhar para o céu.O que eles viram foi um homem de parapente que viria a aterrar no ringue junto ao canto de Bowe. Alguns membros do "staff" do campeão apressaram-se a espancar o pobre coitado. 20 minutos mais tarde, após a calma ser restabelecida, Holyfield viria a reconquistar o título por decisão unânime. O homem do parapente viria a ficar conhecido como "The Fan Man", enquanto o combate ficou para a história como "The Fan Match".Foi a única derrota de Bowe como profissional.
on Wednesday, August 30, 2006
Esta é uma posta que já estava para escrever há um tempo, mas só agora consegui encontrar a informação que pretendia. O AS Monaco é um dos clubes que mais me fascina. É um dos grandes do futebol francês e um clube respeitado na Europa. Venceu o campeonato francês em sete ocasiões (1961, 1963, 1978, 1982, 1988, 1997 e 2000), a Taça de França em cinco (1960, 1963, 1980, 1985 e 1991) e a Taça da Liga numa (2003). Foi ainda finalista vencido da Taça das Taças (1992) e da Liga dos Campeões (2004). Um currículo interessante, sem dúvida.

Há duas coisas que me fascinam neste clube. Em primeiro lugar, o facto de, ao contrário do que normalmente acontece com os clubes grandes, este praticamente não ter apoio popular. O Estádio Louis II, um dos meus preferidos arquitectonicamente, não leva mais de 18.523 espectadores e mesmo assim só enche nos jogos grandes da Liga dos Campeões e nos derbies contra o Marselha (sobretudo graças aos adeptos marselheses). Mesmo assim, o clube tem-se mantido no topo, completando este ano 30 anos consecutivos na I Divisão. Melhor só o Nantes e o PSG.

Outro aspecto extraordinário é a capacidade incrível que o clube tem de adquirir grandes pontas-de-lança. Já tinha reparado no assunto há algum tempo e agora resolvi pesquisar. Aqui vai a lista de goleadores de renome internacional que passaram pelo Monaco, só desde 1990:

- Ramon Diaz, Argentina (90 - 91)
- Georges Weah, Libéria (90 - 92)
- Jürgen Klinsmann, Alemanha (92 - 94)
- Victor Ikpeba, Nigéria (93 - 99)
- Sonny Anderson, Brasil (94 - 97)
- Thierry Henry, França (94 - 99)
- David Trezeguet, França (95 - 00)
- Marco Simone, Itália (99 - 03)
- Dado Prso, Croácia (99 - 04)
- Shabani Nonda, R. D. Congo (00 - 05)
- Florin Raducioiu, Roménia (00 - 02)
- Oliver Bierhoff, Alemanha (01 - 02)
- Emmanuel Adebayor, Togo (03 - 06)
- Fernando Morientes, Espanha (03 - 04)
- Javier Saviola, Argentina (04 - 05)
- Javier Chevanton, Uruguai (04 - 06)
- Mohamed Kallon, Serra Leoa (04 - 07)
- Marco di Vaio, Itália (05 - 07)
- Christian Vieri, Itália (05 - 06)
- Jan Koller, República Checa (06 - 07)

É uma lista impressionante! É verdade que alguns destes jogadores foram para o principado em final de carreira. Outros revelaram-se verdadeiros flops. Mas não deixa de ser invejável a atracção que o clube (e a cidade, quiçá) exercem sobre estes jogadores, sempre os mais requisitados, pela sua competência em meter o esférico na rede. E digo invejável porque é um pouco de inveja que sinto, quando vejo que o meu clube não consegue mais do que dar tiros no escuro, esperando que saia um novo levezinho na taluda.
on Monday, August 28, 2006
Até agora mantive-me em blackout sobre o caso Mateus, aqui no Malta da Tropa. Aliás julgo que os meus companheiros também, mas não tenho a certeza e reconheço que neste momento me falta paciência para procurar nos nossos arquivos. Se estou errado peço desculpa. Resumindo já a questão, a minha opinião é a seguinte: a Liga Betadine (este ano resumida a Liga Bine) devia ser disputada por 15 clubes.

A maioria das opiniões afirmam que o Gil Vicente desrespeitou as regras do futebol profissional português, ao recorrer aos tribunais comuns neste caso. A lei diz que esse recurso é proibido quando se trata de questões técnico-desportivas. O Gil alega que a sua é uma questão laboral. Há quem diga que não, porque os galos podiam contratar o jogador, desde que não o colocassem a jogar. Ora bem, se não for para jogar, qual o interesse de um clube contratar um jogador? Que eu saiba no futebol ainda não há “jogadores de testes”, fazendo um paralelo com os pilotos de testes da Fórmula 1. Ou seja, o Mateus estava proibido de exercer a sua profissão, que é jogar à bola, e isso, no meu ponto de vista, é uma questão laboral. Mas admitindo que o Gil cometeu uma infracção, aceita-se a descida.

Quem deve beneficiar com isso? A meu ver, ninguém. O Belenenses desceu de divisão, o Leixões não conseguiu subir. Podem achar injusto terem descido quatro equipas ou terem subido apenas duas, mas a verdade é que as regras estavam definidas à partida. Se os dois clubes não alcançaram os seus objectivos foi por pura incompetência própria. Além disso, a lei não é clara. Ela diz que quando um clube não cumpre os requisitos para participar num determinado escalão, deve ser substituído pelo clube melhor classificado dos despromovidos. Não é este o caso, claramente. O Gil cumpre os requisitos para disputar a I Liga, se descer é por castigo disciplinar. Ora aqui a lei é omissa.

Recordando o que aconteceu na época passada na II Divisão, alguns clubes acabaram por não poder participar na prova, já depois de realizados os sorteios. E o que aconteceu? Foram repescados clubes que tinham descido de escalão ou que tinham falhado a subida por pouco? Não. Simplesmente prosseguiu-se a prova com o número de clubes aptos para tal. Nalgumas séries havia inclusivamente dois clubes a folgar por semana. Penso que seria este o melhor caminho a percorrer para esta edição da Liga. Serviria igualmente de exemplo para todos: para os clubes prevaricadores, para os que esperam por erros alheios para ganharem na secretaria o que não conseguiram no campo e para as entidades que gerem o futebol português, para fazerem leis e regras claras para todos, que permitam resolver estes casos em tempo aceitável.

Novo caso Bosman?

Mas há outra questão, se calhar ainda mais importante. Este caso pode transformar-se num novo caso Bosman. Como disse ontem Marcelo Rebelo de Sousa na RTP, a FIFA não é nenhum órgão de soberania, mas sim uma multinacional que gere o negócio do futebol a nível mundial. E tem-se habituado a viver num mundo à parte, com regras próprias e por ela definidas sem qualquer pudor.

A lei fundamental de Portugal e de todos os países civilizados prevê que os cidadãos, individuais ou colectivos, possam recorrer aos tribunais comuns quando se sintam lesados. As regras da FIFA vão contra este princípio. Se o Gil Vicente, ou outro clube qualquer, levar este caso aos tribunais europeus, tenho a certeza absoluta de que a FIFA vai voltar a sair com o rabinho entre as pernas, como aconteceu com o caso do até então obscuro Bosman. E como, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer na questão das selecções nacionais, que usam e abusam dos jogadores quando e onde querem, ficando os clubes sempre a arder, quando investem milhões nos atletas.
on Friday, August 25, 2006
Não podia ter sido mais fantástico o sorteio da Liga dos Campeões para o Sporting. Se formos consultar o histórico leonino nas provas europeias diremos que estamos condenados. Se calhar a fazer ainda pior do que na última participação, em 2000/01, onde terminámos com exuberantes dois pontos. Mas confesso que estou quase eufórico com o resultado das bolinhas. Se a coisa correr mal, podemos dizer que não é nada que outras equipas do Sporting já não tenham feito. Se correr bem, a moral e o prestígio leonino na Europa aumentam brutalmente. Vamos a isso!

O adversário mais forte é o Inter, de Milão. Nada que eu não tivesse previsto. Em 2000/01 também realizámos o nosso jogo de apresentação frente ao Real Madrid e o sorteio ditou que o gigante espanhol seria o nosso primeiro adversário na Champions. Infelizmente vencemos 2-1 no jogo a brincar e empatámos 2-2 no a sério. Desta vez empatámos 0-0 no a brincar, pode ser que no a sério vençamos. Facto comum a presença de Luís Figo em todas as ocasiões. Quem disse que a história não se repete?

A história diz que o Sporting defrontou duas vezes o Inter nas provas europeias: meias-finais da Taça UEFA em 1990/91 e pré-eliminatória da Champions em 2002/03. Curiosamente, com resultados exactamente iguais: empates a zero em Alvalade na primeira mão, derrotas por 0-2 em San Siro no jogo de retorno. Ou seja, nenhuma vitória e nenhum golo marcado. Para além disso, em 10 eliminatórias frente a equipas italianas o Sporting apurou-se três vezes (Atalanta, Fiorentina e Bolonha) e foi eliminado sete. Por aqui, estamos condenados.

Já o Bayern Munique é um adversário inédito na história do Sporting. Mas a Alemanha é a grande besta negra do clube de Alvalade nas provas europeias: em seis eliminatórias, num total de 12 jogos, o Sporting soma quatro empates e oito derrotas! Naturalmente, foi sempre eliminado. Kaiserslautern, Colónia e Bayer Leverkusen (duas vezes), bem como as então equipas da RDA Carl Zeiss Jena e Magdeburgo foram os carrascos leoninos. Tendo em conta que agora vamos defrontar o maior clube alemão, a história diz-nos que, mais uma vez, o futuro promete ser negro.


E que dizer do Spartak Moscovo? Os russos já foram nossos adversários em 2000/01. Resultados? 1-3 em Moscovo, 0-3 em Alvalade. Além desta, o Sporting só defrontou equipas do maior país do mundo em mais uma ocasião: a tenebrosa final da Taça UEFA de 2004/05, que perdemos por 1-3 frente ao CSKA. Ou seja, mais uma vez o passado condena-nos. Em resumo, grande e aliciante desafio tem o Sporting pela frente!

Porto e Benfica mais folgados

Confesso que não estou tão documentado em relação à história europeia dos meus rivais, mas sempre dá para avançar com umas ideias. O FC Porto vai defrontar Arsenal, CSKA Moscovo e Hamburgo. O Benfica medirá forças com Manchester United, Celtic e FC Copenhaga.

O Arsenal é vice-campeão europeu, logo, uma equipa de respeito. Mas se bem me lembro, o último contacto que os londrinos tiveram com o futebol português deram-se mal, quando foram eliminados pelo Benfica antes da fase de grupos da Champions, no início dos anos 90. O CSKA volta a Portugal dois anos depois. Mas se Benfica e Sporting não podem ouvir falar dos russos, o Porto não tem tantas razões de queixa. Os dragões empataram em casa 0-0 e venceram em Moscovo 1-0, seguindo em frente na Liga e relegando o CSKA para a UEFA, para mal dos nossos pecados. Quanto ao Hamburgo, recordo-me de ter eliminado o Porto numa prova europeia no início dos anos 90, ao vencer 1-0 na Alemanha e perder 1-2 nas Antas. Tudo visto e revisto, acredito que os portistas têm condições para seguir em frente. Mas, com a imprevisibilidade que o futebol apresenta, não me surpreenderia se terminassem em primeiro ou em quarto no grupo.

O Manchester United era um nome de pesadelo para o Benfica. Tudo mudou na época passada, quando os encarnados venceram na Luz por 2-1 e seguiram em frente na prova, deixando os red devils em último no grupo. Acredito que nenhum benfiquista se importa de repetir os resultados de há um ano. O Celtic é um adversário acessível, se o Benfica for rigoroso. Em Glasgow pode ser complicado, pelo entusiasmo da equipa e do público, mas nada de inultrapassável. Já o Copenhaga é a equipa mais fraca da Liga dos Campeões. Digam o que disserem, falem-me no Ajax (muito longe dos tempos áureos), mas os dinamarqueses só podem ficar em último no grupo. Tudo o resto será escândalo.