on Tuesday, July 4, 2006

O raptor já veio a público declarar que tudo não passou de um equívoco:
- Juro que pensava que era o Mantorras! Mas quando vi que o rapaz nem um parafuso tinha no joelho pensei logo: "Fosga-se, Tó Zé, já não vais ganhar 18 milhões...este nem para suplente do 1º Novo Eusébio Akwá serve." Por isso tratei logo de o libertar - declarou o suspeito.
A Malta da Tropa conseguiu ainda apurar que diversos rumores tinham dado conta que o senhor Nuno, proprietário do cão de água "Dragão", estaria por trás do crime, uma vez que Co Adriaanse pretende alterar o seu sistema de jogo, utilizando 4 defesas, e que para isso a contratação de um polivalente central/lateral-direito seria essencial. Alcides seguiria o exemplo de outros raptados como Maniche, Jankauskas e Sokota.
on Monday, July 3, 2006
Uma vergonha, é o que se está a passar com ciclismo mundial. Como amante da modalidade sinto-me incomodado. Será que eles nos enganaram este tempo todo?
Ullrich, Basso, Mancebo todos de fora da edição de 2006 do Tour de França por suspeitas no envolvimento no caso de doping espanhol.
Primeiro os boatos sobre Armstrong, depois Heras perdeu a Vuelta da secretaria e agora isto...?
Manolo Sainz um dos directores desportivos mais disciplinadores em termos de doping, vê agora o seu nome nas ruas da amargura. 5 ciclistas da sua equipa, a Wurth, foram suspensos, pelo que Vinokourov se viu impossibilitado de alinhar à partida.
A operação Puerto (cume da montanha) fez rolar cabeças!
Teremos supostamente o Tour mais limpo de sempre, mas também o menos interessante.

No Prólogo de 7,1 kms, em Estrasburgo, o norueguês da Credit Agricole, Thor Hushovod, foi o mais rápido com 8 minutos e 17 segundos.
As escassos 70 centísimos ficou George Hincapie, colega de José Azevedo na Discovery Channel.
Valverde da Caisse d'Epargne (5º a 4 s), Paolo Savoldelli da Discovery Channel (8º a 8 s) e Floyd Landis da Phonak (9º a 9s) foram os melhores de entre os favoritos... se é que se pode dizer que há favoritos este ano!

A 1ª etapa em linha teve no francês da Cofidi, Jimmy Casper, o vencedor.
Numa etapa com partida e chegada em Estrasburgo, o camisola amarelo Thor Hushov foi o grande azarado ao ser ao ser atingido por um espectador que lhe provocou um golpe no braço esquerdo.
Como consequência, a camisola amarela está agora no corpo de George Hincapie, norte americano da Discovery Channel.




Sem Petacchi, a luta pelos sprinters fica mais aberta, contudo, tal como sucedeu no Giro, Robbie McEwen aproveitou bem a ausência da locomotiva italiana.
Depois de 3 vitórias no Giro, o australiano venceu agora a etapa do Tour que ligou Obernai a Esch-sur a Alzette, numa extensão de 228,5 kms.
Fruto das bonificações Thor Hushovd reconquistou a camisola amarela.
Após cumprir uma pena de 3 anos por alegada violação de Desiree Washington, Mike Tyson voltou aos ringues em 1995. Depois de 2 "aquecimentos" contra Peter McNeeley and Buster Mathis Jr, Mike venceu o título da WBC, em Março de 1996, ao derrotar Frank Bruno por KO no 3º round.
Em Setembro do mesmo ano, Tyson recapturou o título da WBA vencendo Bruce Seldon em somente 93 segundos. Seldon parecia acusar todos os golpes desferidos por Mike, ao ponto de muitos o terem acusado de ter subido ao ringue demasiado assustado.
A 9 de Novembro de 1996, Tyson enfrentou a valorosa oposição do antigo-campeão mundial Evander Holyfield.O combate durou 11 assaltos, altura em que Holyfield venceu por KO-Técnico, sagrando-se campeão mundial pela 3ª vez.
Tyson não combateu mais até 28 de Junho de 1997, altura da muito aguardada desforra.
Após perder claramente os 2 primeiros rounds, Tyson começou o 3º com agressividade massacrando Holyfield nos 15 primeiros segundos. O campeão conseguiu com maior ou menor dificuldade bloquear a grande maioria dos golpes. Frustrado Mike mordeu a orelha de Holyfield!!!!! Depois de atribuir 2 pontos de penalização ao candidato, o árbitro Mills Lane, reiniciou o combate. Tyson mordeu novamente a orelha de holyfield e foi desqualificado.
Em sua defesa "Iron" Mike disse que apenas respondeu a uma cabeçada de Holyfield (é verdade eu vi), que Mills Lane ignorou .Curiosamente Teddy Atlas, antigo treinador de Tyson, preveu antes do combate que Mike iria fazer tudo para ser desqualificado.
Fiquem com o combate: http://www.youtube.com/watch?v=n6FgmhEGZ8A
on Saturday, July 1, 2006

Como não sei o que escrever sobre a prestação de Ricardo, deixo um excerto de uma crónica de um dos melhores jornalistas portugueses, Ferreira Fernandes, na "Sábado":

"Um penálti marca-se a 11 metros. Quem remata tem pela frente um rectângulo imenso, 7.32 m de largura entre os postes, 2,44 m de altura do chão à trave. Quase 18 metros quadrados já fazem um quarto razoável, onde só há que encaixar uma bolita de 22 cm de diâmetro. Um homem guarda esse buracão. Reparem, os livres marcados ao dobro da distância, o guarda-redes tem direito a uma barreira de colegas que tapam todas as nesgas. No penálti, não. É um duelo desigual: meter a bola é infinitamente mais fácil do que impedir que ela entre. Num penálti, as chances do rematador são como as de Stanley Ho na roleta: 36 contra 1. O escritor austríaco Peter Handke escreveu uma novela célebre, A Angústia do Guarda-redes no Momento de Penálti, um título tolo. Se há alguém que não está angustiado no momento do pénalti é o guarda-redes. Ninguém dá parte de fraco por receber um tiro na testa e morrer. Deixar entrar golo de penálti está na ordem natural das coisas. Marcar é fácil, há fortes probabilidades de eu conseguir meter um golo ao italiano Buffon, se me permitissem cinco tentativas. E se marcar é fácil, quem chuta é que parte angustiado."

E o que se pode dizer de quem contraria 3 vezes(em 4 oportunidades) a ordem natural das coisas?
E prontos, estão definidas as quatro equipas que vão até ao fim neste Mundial. Alemanha (tricampeão), Itália (tricampeão) e França (campeão) são três países habituados a estas andanças. O mesmo não se passa com Portugal, que há 40 anos que não chegava a esta fase de um Mundial. Mas como vice-campeã europeia, a selecção tuga tinha algum prestígio a defender. E fê-lo com categoria, independentemente do que aconteça nos dois últimos jogos. A grande sensação da prova é o facto de só estarem equipas europeias nas meias-finais, o que não acontecia desde 1982. Aliás, nesse ano disputou-se a última final sem a presença da Argentina ou do Brasil. Até agora.

A não presença destes dois países nas meias-finais é, sem dúvida, o grande destaque deste Mundial. Brasil e Argentina são, sem margem para discussão, os dois países do mundo que mais talentos produzem para o futebol. O que falhou então? Na minha opinião, falhou a disposição com que as duas equipas entraram na maioria dos cinco jogos disputados por cada uma. Brasil e Argentina abdicaram, sem um pingo de vergonha, das suas melhores características, e resolveram apostar na italianização do seu futebol, isto é, num controlo absoluto das circunstâncias, a partir de trás e apenas arriscando em determinadas ocasiões. Ambas se deram mal.

Frente à Alemanha, a Argentina apostou num jogo de contenção. Os comandados de Pekerman tiveram muita posse de bola, mas quase toda ela no seu meio-campo. Os argentinos não queriam arriscar e os alemães não pressionavam muito à frente. A equipa sul-americana acabou por chegar ao golo na primeira oportunidade que teve, num lance de bola parada (ou esquemas tácticos, como diz o génio José Peseiro). Sinceramente temi que o resultado estivesse feito, tal era o conforto com que os argentinos pareciam sentir-se naquela situação. Menosprezei os alemães (shame on me), que, ao seu estilo, foram intensificando a pressão quase sem se dar por isso. O golo surgiu naturalmente, numa bela combinação aérea. Nos entretantos, a Argentina pouco aproveitou para contra-atacar (apenas uma oportunidade de Maxi Rodriguez, após uma perda de bola da defesa alemã) e Pekerman acreditou que o jogo acabava aos 90 minutos, como demonstram as substituições que fez. Só na segunda parte do prolongamento a Argentina veio para a frente, talvez por perceber que nos penalties dificilmente bateriam os alemães. Já foram tarde e na estupidamente chamada “lotaria” perderam sem apelo.

Já o Brasil deu-me a sensação de não ter optado ostensivamente por este tipo de jogo frente à França. Simplesmente os brasileiros estavam mal habituados, devido às equipas macias encontradas até então, e foram surpreendidos pela França, a equipa mais experiente deste Mundial. Depois de um começo razoável, os canarinhos perderam completamente a posse da bola e o controlo do jogo. A França, a subir de forma depois da primeira fase, fez o que quis do jogo e até Zidane fez uma exibição como há muito não se lhe via. Quando quis reagir, o Brasil não encontrou meios, o que lhe valeu a eliminação da prova.

Curiosamente ambas as equipas sul-americanas tiveram um jogo excepção. O Brasil frente ao Japão e a Argentina contra a Sérvia e Montenegro. De resto, as duas equipas optaram sempre por jogar de forma muito controlada, deixando o espectáculo de lado, o que contraria a sua natureza. Esse estilo de jogo é desde (quase) sempre utilizado pela Itália, considerado o país dos mestres da táctica. No entanto, e apesar de a Itália já estar nas meias-finais (beneficiando do calendário mais fácil na segunda fase), está por provar que esse estilo dê tão bons resultados que valha a pena transportá-lo para outras equipas. Que eu saiba a Itália só venceu um Mundial depois da II Grande Guerra. Porque é então tão sobrevalorizada a sua alegada mestria táctica?
on Thursday, June 29, 2006
Enquanto abençoava a lagartagem, Bento XII virou-se para Carlos Freitas e disse: "Traz-me o gajo dos mandamentos!" (montagem da autoria do visionário Alexi Lilás)


Paulo Bento é, realmente, um génio do futebol moderno. Eu, que já o admirava bastante, fiquei estupefacto por só ter conseguido decifrar a sua estratégia hoje. E realmente não há melhor para contruir um grupo coeso.
As linhas mestras da era "Bentiana" passam por reunir no plantel figuras bíblicas ou com algo ligado à doutrina cristã. E esta tendência afecta todos os sectores do clube de Alvalade. Pode ser algo rebuscado, mas passo a provar, através de uma investigação à moda de Robert Langdon:

- A primeira medida do homem do risco ao meio foi contratar Abel. Ora todos sabemos que o seu irmão, Caim, o matou à pedrada, tornando-se o primeiro homicida da História da Humanidade. Deus aceitou os sacrifícios de Abel e rejeitou os de Caim. Bento também só deu lugar no clube a um dos irmãos. E a razão é simples: se o ex-capitão do Oviedo quisesse alguém violento em campo tinha mantido Sá Pinto no plantel.

- Quanto à gestão do número de guarda-redes no plantel, Ricardo e Rui Patrício estavam confirmados, restando Nélson e Tiago. Um deles tinha de sair. O primeiro foi o 2º guarda-redes mais utilizado ao longo dos últimos 3 anos e é, na minha opinião, mais completo que Tiago( apesar de ser um pé de chumbo). Mas foi Tiago, o apóstolo, que permaneceu.

- Quando foi necessário encontrar um central, e já com um jogador como Enakarhire referenciado, quem foi 1ª opção? Moisés. Para além de uma passagem pelo Cruzeiro e outra pela Rússia, que referências tem este jovem? A autoria dos 5 primeiros livros do Antigo Testamento e a condução do povo israelita até à Terra Prometida. Nada mais, excepto o facto de ter recebido os 10 mandamentos que o Senhor lhe enviou.

- O jogador mais preponderante do futuro Sporting será João Filipe Iria Santos Moutinho. Já viram melhor sequência de nomes com conotação religiosa num craque da bola???!!! João e Filipe...os nomes próprios são apóstolos; Iria - Cova da Iria, onde Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos e culminando num singelo e comum Santos, que tem uma correlação óbvia com crenças religiosas.

- As maiores estrelas vindas das escolas leoninas pelas quais os sportinguistas choram hoje dão pelo nome de Simão, discípulo de Cristo sobejamente conhecido, e Quaresma, como que a relembrar aos adeptos do Desporto Rei os 40 dias de JC no deserto. A tendência da Academia de Alcochete para dar ao mundo do futebol referências do Livro Sagrado já vem de há anos atrás, portanto.

- Além disso, o melhor jogador jamais formado em Alvalade, Figo, passou grande parte da sua infância na Cova da Piedade( e que me desculpem as leitoras de nome Piedade, não é nada pessoal, o miúdo não era assim tão precoce). Ora aqui vai o inicio de um excerto de uma famosa oração católica, “A Ladainha de São Bento":


“Senhor, piedade Senhor, piedade.
Cristo, piedade Cristo, piedade.
Senhor, piedade Senhor, piedade.
Cristo, piedade Cristo, piedade.
Cristo, ouvi-nos Cristo, ouvi-nos.
Cristo, atendei-nos Cristo, atendei-nos.
Deus, Pai do céu, tende piedade de nós”

Ora cá está, não foi por acaso que Bento( o nome não é coincidência) apontava a Piedade como o caminho para salvação. Só não se sabia que pelo meio havia, efectivamente, uma cova. E seria mesmo um balão de oxigénio para os cofres do Sporting, se Sousa Cintra tivesse mais neurónios que um cavalo para vender o Pastilhas por um bom preço.

- Paulo Bento envergou, durante grande parte da sua carreira, a dorsal número 17. Será este um sinal de que o sucessor de Bento XVI está encontrado? Acabou a carreira aos 33 anos. Como sabemos o lugar de trinco não implica grande desgaste físico: centrais, trincos e principalmente guarda-redes têm a possibilidade de continuar nos relvados durante mais tempo do que jogadores que ocupem outras posições. Mas Bento não esperou mais do que 33 primaveras. Duas vezes um 3 – o número sagrado da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Mais curioso ainda: Jesus Cristo morreu com...33 anos(obrigado aos nossos atentos leitores por me lembrarem deste facto).

- O principal accionista da OPCA, empresa dirigida por Filipe Soares Franco, é, nada mais nada menos do que o….Banco Espírito Santo. Assim, esqueçam a linha ténue que delimitava a perigosa ligação entre futebol e política. Também na estrutura leonina encontramos personalidades como Espírito Santo Ricciardi.
Até as crenças se ligam ao desporto rei. Porque futebol não é uma religião, futebol é a mesmo A religião...

Por isso não se admirem se em vez de Paredes chegar Abraão...
on Tuesday, June 27, 2006

Jules Rimet teria ficado radiante se tivesse visto o Mundial realizado em França, 60 anos depois de idealizar o maior torneio de futebol do planeta. E se fosse testemunha da vitória do seu país natal, de certeza que não teria contido a emoção.
Portugal entrou mal na fase de qualificação: empatou na Arménia e perdeu com a Ucrânia em Kiev. Porém, as vitórias caseiras sobre estas duas equipas e sobre a Albânia deram algum ânimo. Partíamos para Berlim com esperanças de repetir o apuramento como naquele dia em que Carlos Manuel atirou uma bomba do meio da rua em Estugarda e Bento viu várias bolas acertarem nos ferros da sua baliza. E tal esteve muito perto. Pedro Barbosa, que quando queria mostrava ser um dos portugueses mais talentosos da história do nosso futebol, inaugurou o marcador. Porém, Marc Batta tentou arranjar um pretexto para beneficiar os germânicos…e conseguiu. O francês quis ver uma substituição retardada por Rui Costa e o nº10 foi expulso, sob o olhar incrédulo da comitiva lusa e, certamente, da maioria dos adeptos da casa. Os anfitriões empataram e a vitória por 1-0 frente à Irlanda do Norte em Lisboa não serviu de nada, a não ser para confirmar um injusto 3º lugar no grupo.
A FIFA alargou o modelo da competição para 32 equipas dividas por 8 grupos (semelhante ao de hoje), dando mais hipóteses às confederações mais fracas de participar. 174 Equipas tentaram a sua sorte nas rondas de apuramento, graças ao novo formato mais apelativo.
O Brasil não pôde apresentar a temível dupla Ronaldo/Romário, devido à lesão do baixinho pouco tempo antes do início do Mundial. Bebeto , Rivaldo e Giovanni eram as alternativas…de luxo.

Grupo A: Brasil, Escócia, Noruega e Marrocos

O torneio começou com um Brasil-Escócia em que os canarinhos levaram a melhor por 2-1. César Sampaio marcou o 1º golo do evento a passe de Bebeto. Seria provável que Marrocos ocupasse o 2º lugar, depois de um empate a 2 bolas com os noruegueses( o sportinguista Hadji marcou a passe do benfiquista Tahar e o portista Chippo fez um auto-golo) e de uma vitória esmagadora(3-0) frente aos escoceses. Mas os escandinavos acabaram por conquistar uma surpreendente vitória frente ao Brasil. Bebeto inaugurou o marcador e Tore Andre Flo empatou 5 minutos volvidos. A 1 minuto dos 90, Rekdal marcou de penalty e remeteu os africanos para o 3ª posto.


Grupo B: Itália, Chile, Camarões e Áustria

A Itália começou por ceder um inesperado empate frente aos chilenos(2-2). Marcelo Salas bisou e os sul-americanos estiveram mesmo em vantagem até aos 85`, quando Roberto Baggio empatou, de penalty. Transalpinos venceram Camarões(3-0) e Áustria(2-1) e garantiram o 1º lugar. A selecção da mítica dupla Zamorano/Salas ficou em 2º. Os africanos foram a grande desilusão: Jacques Songo´o, Omam-Biyick, Wome, Mboma, Song e Job terminaram no último posto, atrás de uma selecção que tinha Andreas Herzog e pouco mais.

Grupo C: França, Arábia Saudita, África do Sul e Dinamarca

A Frana dominou por completo nesta fase, derrotando Arábia Saudita(4-0) e África do Sul(3-0), só sentido dificuldades para bater a Dinamarca(2-1). Emmanuel Petit desbloqueou o marcador após penaltys convertidos por Djorkaeff e Michael Laudrup. Os nórdicos venceram os sauditas por 1-0 e, frente aos sul-africanos, Benny McCarthy(então uma jovem estrela do Ajax) roubou-lhes um triunfo ao marcar o 1-1. Anfitriões e Dinamarca seguiram em frente.


Grupo D: Espanha, Bulgária, Nigéria e Paraguai


Os espanhóis não conseguiram o apuramento para os oitavos-de-final, de forma escandalosa. Frente à Nigéria, Hierro ainda marca um livre de forma soberba. Adepoju empatou e Raul repôs a vantagem no início do 2º tempo. Porém Zubizarreta conseguiu desviar para a sua baliza um cruzamento de Lawal e Oliseh, 5 minutos depois, desferiu uma bomba do meio da rua que o guarda-redes do Valência não conseguiu suster. Os africanos ganhariam ainda à Bulgária, com golo de Ikpeba, ocupando o 1º posto.
Os paraguaios só precisaram de dois nulos e de uma vitória sobre os africanos(3-1) para se apurarem. Os búlgaros, com Iordanov, Balakov, Kostadinov e Stoichkov, só pontuaram no 0-0 frente aos sul-americanos. No último jogo foram mesmo humilhados pela Espanha, perdendo por 6-1, num jogo em que Morientes e Kiko bisaram.

Grupo E: Holanda, México, Bélgica e Coreia do Sul

Esperava-se que a Holanda não tivesse tantas dificuldades em obter o 1º lugar…para tal manietou a Coreia(5-0), mas não conseguiu vencer belgas(0-0) nem mexicanos(2-2).
A selecção do excêntrico Jorge Campos e do goleador Luís Hernandez também se qualificou com 5 pontos, vencendo a Coreia por 3-1 e empatando com a Bélgica(2-2). Luc Nilis, o brasileiro naturalizado Oliveira e Marc Wilmots foram impotentes na tentativa de qualificação dos belgas.

Grupo F: Alemanha, Jugoslávia, Irão e E.U.A.

Alemanha e Jugoslávia qualificaram-se para os oitavos-de-final com 7 pontos. Os homens dos Balcãs, com uma equipa onde militavam Mijatovic, Milosevic, Mihajlovic e o mítico…Ivica Kralj, realizaram uma primeira fase de luxo. Mihajlovic, bem ao seu estilo, converteu em golo um livre que deu a vitória frente aos asiáticos. O resultado repetiu-se frente aos americanos e os sérvios estiveram em vantagem frente à Alemanha, mas Bierhoff deu o empate a 2. Os germânicos apresentaram uma selecção extremamente envelhecida. 7 dos jogadores do 11 titular estavam em final de carreira…
Curiosamente, o embate que mais notoriedade obteu foi o Irão-E.U.A., marcado pelas relações políticas entre os dois países. Até Bill Clinton se pronunciou acerca da partida. Estili e Mahdavikia marcaram e os iranianos fizeram a festa. De nada serviu o tento de McBride


Grupo G: Inglaterra, Roménia, Colômbia, Tunísia

A Roménia do “Maradona dos Cárpatos”, Hagi, venceu o grupo ao derrotar a Inglaterra, que se quedou pelo 2º lugar, por 2-1. Munteanu assistiu Petrescu para o golo da vitória(já após os 90`), de nada valendo o tento de Michael Owen. Os “bifes” derrotaram a Tunísia e a Colômbia, em ambos os jogos por 2-0. O jovem Beckham marcou, de forma sublime, o livre que confirmou a vitória frente aos colombianos. Os adeptos de terras de Sua Majestade tinham no médio do Manchester a principal bandeira na tentativa de alcançar algum sucesso no Mundial. A Roménia venceria a equipa do mítico Valderrama com um golo de Adrian Ilie e empataria com a Tunísia num jogo em que as principais estrelas da formação do leste ficaram de fora.


Grupo H:Argentina, Croácia, Jamaica e Japão

A Argentina acabou esta fase com 7 golos marcados e nenhum sofrido, ocupando o 1º lugar. Batistuta era o goleador de serviço e marcou 4 golos(3 na vitória por 5-0 com a Jamaica e 1 no triunfo frente ao Japão por 1-0) e Ariel Ortega era apontado como o novo Maradona(1 dos 415412385715 jogadores apontados como “Novo Maradona”).
A Croácia também tinha as suas estrelas e mostrou isso mesmo ao derrotar Jamaica(3-1) e Japão(1-0). Suker tinha instinto matador, Boban era o organizador de jogo e Stanic e Prosinecki traziam magia à equipa. No jogo em que estava em causa ficar a saber quem seria o bombo da festa, os homens das Caraíbas levaram a melhor sobre os nipónicos.


Oitavos-de-Final:

Depois da vitória sobre o Brasil, a Noruega acreditava em voos mais altos. Mas uma poderosa Itália acabou por fazer os escandinavos esquecer o seu sonho. Com Del Piero e Vieri numa fase excelente das suas carreiras, os transalpinos seguiram em frente com um golo do ponta-de-lança que jogava, então, no Atlético de Madrid. O Brasil não deu qualquer hipótese ao Chile. O trinco César Sampaio e Ronaldo bisaram…e de nada valeu o tento de Salas.
No primeiro jogo decidido através da regra do “golo de ouro”, Laurent Blanc deu a vtória à França frente ao Paraguai, depois de um nulo no fim dos 90 minutos. Os paraguaios estavam apostados em arrastar a partida até aos penaltys, devido à experiência do mítico José Luís Chilavert. Com um futebol de ataque impressionante, dinamarqueses esmagaram nigerianos por 4-1. Michael Laudrup era o cérebro da equipa e deu dois a marcar. O guarda-redes africano Peter Rufai, filho do Rei da Nigéria, foi impotente para travar as investidas nórdicas.
Num jogo muito equilibrado, em Montpellier, o México esteve em vantagem sobre a Alemanha graças a um tento de Luís Hernandez, o então mais respeitado jogador da formação da América central. A um quarto de hora do final, Jurgen Klinsmann iniciou a reviravolta que culminou no 2-1 apontado por Bierhoff, o desconhecido que tinha saltado para a ribalta no euro 96, ao dar a vitória na final à Alemanha. Num jogo emocionante, a Holanda derrotou a Jugoslávia por 2-1. Davids facturou já após o minuto 90, a passe de Ronald de Boer. Davor Suker marcou o penalty que qualificou a Croácia para os quartos-de-final, frente à Roménia.
Num jogo que ainda hoje é recordado, a Argentina inaugurou o marcador, de penalty, por Batistuta, mas Shearer empatou para a Inglaterra 4 minutos depois. Aos 16 minutos, o puto de 18 anos Michael Owen passou por toda a gente e fuzilou Carlos Roa. Veron ainda assistiu Zanetti para o 2-2…mas o caso do jogo deu-se as 47 minutos. O capitão da selecção das Pampas, Diego Simeone, teve uma entrada muito dura sobre Beckham. O jovem do Manchester não esteve com meias medidas e respondeu com um pontapé, tendo sido expulso imediatamente. A Inglaterra não conseguiu confirmar o ascendente que até então vinha evidenciando…e David Batty e Paul Ince remataram para as nuvens no desempate por grandes penalidades. Com esta derrota, a imprensa e adeptos ingleses criticaram Becks durante meses a fio(chegou mesmo a ser assobiado em Old Trafford por causa deste episódio).

Quartos-de-Final:

Os anfitriões seguiram em frente após um confronto com a Itália em que nem Barthez nem Pagliuca viram as suas redes violadas durante 120 minutos. Di Biagio atirou à barra, na marcação das grandes penalidades, e Aime Jacquet começava a calar os críticos, principalmente aqueles(como Le Pen) que faziam oposição à convocação de jogadores nascidos em território africano. A vitória gaulesa foi, ao fim ao cabo, um pontapé na xenofobia e no racismo.
Num confronto espectacular, a Dinamarca até começou por causar grandes calafrios ao Brasil de Zagallo. Jorgensen abriu o marcador aos 2` e Bebeto empatou aos 11`. Rivaldo bisaria e os canarinhos seguiam para as meias-finais, apesar de Brian Laudrup ainda ter reduzido. No Holanda- Argentina, Bergkamp resolveu a partida ao tirar Ayala do caminho como se este fosse uma criança de 4 anos, com um toque subtil, marcando de seguida 2-1 para os holandeses já para lá do minuto 90. A Croácia esmagou a Alemanha com largos 3-0. Jarni, Vlaovic e Suker foram os carrascos.


Meias-Finais:

Em Marselha, Ronaldo abriu o activo a passe de Rivaldo aos 46`, mas, já ao cair do pano, Kluivert respondeu bem de cabeça ao cruzamento de Ronald de Boer. Em mais um jogo decidido nas grandes penalidades, Taffarel foi o herói de serviço, ao defender os penaltys de Cocu e Ronald de Boer.
Liliam Thuram nunca tinha marcado ao serviço da sua selecção. Mas, frente á Croácia no Stade de France, respondeu ao golo do artilheiro Suker com um remate bem colocado de meia-distância, festejando o tento de joelhos no relvado e ar pensativo. E não se contentou, ainda assim: aos 69´ viria a colocar a sua selecção no derradeiro jogo da prova. Acabou levado às cavalitas pelos colegas.

Final:

Zagallo insistiu em Ronaldo, apesar de um suposto ataque de epilepsia do “Fenómeno” na noite que antecedeu o encontro. E realmente foi notório o deficiente estado físico do atleta. Para além das suas já evidenciadas dificuldades, Barthez ainda se encarregava de cair para cima da principal estrela canarinha em diversas disputas de bola.
Zidane começou a construir o triunfo após um canto. Assistido por Emmanuel Petit, marcava da cabeça. À entrada para o intervalo, Zizou repetiu a façanha da mesma forma. Desta vez foi Djorkaeff quem fez o passe. A meio do segundo tempo os brasileiros ganharam algum ânimo. Desailly foi expulso, Ronaldo proporcionou uma excepcional defesa a Barthez e Denilson atirou à barra. Mas a Jules Rimet estava destinada a acabar em mãos francesas. Num rápido contra-ataque, Taffarel viu Petit não perdoar o golo. E já Dugarry tinha desperdiçado uma oportunidade de forma escandalosa. Deschamps levantou a taça em primeiro lugar devido ao castigo de Laurent Blanc, expulso nas meias-finais.
Quanto á medalha de prata, os croatas fizeram história na sua primeira participação, batendo a Holanda por 2-1. Prosinecki ainda tinha 29 anos mas já apresentava debilidades físicas que condicionavam…talvez com este craque em melhor forma(que fez o 1º golo contra a Laranja Mecânica) a Croácia não tivesse sucumbido ao favoritismo gaulês nas meias-finais. Suker, esse, ficou para a história como um dos grandes finalizadores da história dos Mundiais.



França: Barthez, Lizarazu, Desailly, Thuram, Leboeuf, Djorkaeff, Deschamps, Zidane, Petit, Karembeu, Guivarc´h


Brasil: Taffarel, Cafu, Aldair, Junior Baiano, Roberto Carlos, César Sampaio, Dunga, Rivaldo, Leonardo, Ronaldo, Bebeto.



Melhores Marcadores:
-Suker(Croácia): 6 golos
-Batistuta(Argentina): 5 golos
-Vieri(Itália): 5 golos
-Salas(Chile): 5 golos
-Ronaldo(Brasil): 4 golos
-Hernandez(México): 4 golos