on Wednesday, May 10, 2006

Afinal o Benfica não perdeu nas 3 frentes. Não se trata da já gasta piada do "em frente ao Colombo, em frente ao MediaMarkt e em frente à Repsol", mas sim do mais recente título conquistado pela Instituição. Segundo o MaisFutebol, as super águias conseguiram revalidar o título... nos Barbados. O CBC Benfica Sports Club venceu a segunda divisão do campeonato dessa ilha das Caraíbas, o que desmente todos aqueles que diziam que o ano tinha sido um fracasso para os lados da Luz e confirma as palavras de José Veiga aquando do triunfo em Barcelos, afirmando que o Benfica estava lançado na conquista da Liga. Para além disso, o "Glorioso" deste paraíso tropical levou de vencida clubes com o nome de "Ajax" ou "Barcelona", ao contrário do Sport Lisboa e Benfica. Tudo porque abundam os emblemas decalcados dos homónimos do velho continente.
Pedro Campos foi o responsável pela descoberta dos Barbados, em 1536. Felizmente para este verdadeiro campeão, a Malta da Tropa ainda não tem conhecimento de nenhum "Paços de Ferreira Sports Club".
on Tuesday, May 9, 2006
E prontos, terminou no passado domingo a 72ª edição do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, desta vez com o sugestivo nome de Liga Betadine, também conhecida por Liga Betandwin.com. Pela 21ª vez sagrou-se campeão o FC Porto. Sporting e Benfica terminaram nas posições seguintes, o que prova que o por vezes propalado maior nivelamento da prova não passa de fantasia. Foi a última época (até ver, sabe-se que no futebol português as decisões definitivas são sempre temporárias) em que a prova comportou 18 equipas. A partir da próxima temporada teremos 16 equipas, nas quais não estarão Belenenses e Vitória de Guimarães, que decidiram ir dar uma ajudazinha para tornar a II Liga mais interessante. Segue-se um pequeno balanço da época, clube a clube.

FC Porto: O campeão natural e lógico, venceu o seu sexto título nos últimos dez anos. Depois do apagão da época passada, os dragões apostaram forte no regresso às vitórias, com contratações de verdadeiros reforços como Lucho González, Lisandro López, Helton, Paulo Assunção e Jorginho, entre outros. Para orientar o grupo escolheu-se um holandês de 58 anos, sem qualquer título conquistado na carreira, mas com fama de disciplinador e de ter mentalidade ofensiva. Os monstros sagrados Jorge Costa e Vítor Baía perderam os seus lugares cativos, o que ajudou à inimizade entre vários grupos de adeptos e o treinador. Tal como, obviamente, o afastamento prematuro da Liga dos Campeões, num dos grupos mais acessíveis que o FC Porto já disputou. Consumada a desilusão europeia, Co Adriaanse apostou no seu sistema táctico favorito, algures entre o 3x4x3 e o 3x3x4. Os resultados a nível nacional foram mais que satisfatórios. Os dragões fizeram uma prova muito equilibrada, como demonstram os 40 pontos feitos na primeira volta e os 39 na segunda. No jogo do título, em Alvalade, à 30ª jornada, os azuis-e-brancos não vacilaram, venceram por 1-0 a asseguraram o campeonato. Curiosamente, apostando num sistema muito ofensivo, o FC Porto destacou-se sobretudo pela eficácia defensiva: Marcou apenas 54 golos (nos últimos dez anos só fez pior na época passada) e sofreu escassos 16 (melhor marca da última década). Não deixam de ser dados interessantes. Os dragões podem conquistar a dobradinha no próximo domingo, mas o grande desafio agora é fazer uma boa figura na Liga dos Campeões da próxima época, não só para limpar a má imagem deste ano, mas também para defender os pergaminhos conquistados nos últimos anos.

Sporting: O mais que justo e a certa altura da época improvável vice-campeão. Depois de uma época anterior em que ficou a ideia que o Sporting, com um pouco mais de sorte e, sobretudo, competência, poderia ter ganho as três provas em que participou, havia muita expectativa para a nova temporada. Mas tudo começou de forma horrorosa. Na época passada, a qualidade da equipa leonina estava no meio-campo, pois a defesa era um buraco e o ataque vivia apenas de Liedson. Com as saídas de Pedro Barbosa, Hugo Viana e Rochemback também o meio-campo perdeu quase toda a sua qualidade. Desta forma, era natural que o incompetente José Peseiro não conseguisse formar uma equipa decente e o Sporting perdesse em poucas semanas a participação na Liga dos Campeões e na Taça UEFA. Tal como, naturalmente, o contacto com os primeiros na Liga. Com a saída (tardia) de Peseiro, Paulo Bento tomou conta da equipa. Acabou por perder alguns pontos escusados, devido à incapacidade defensiva da equipa e a um plantel que claramente não lhe agradava. Desta forma o Sporting fez apenas 30 pontos na primeira volta, que terminou no quinto lugar e a 10 pontos do líder. Com um plantel remodelado, os leões partiram para uma excelente segunda volta, até recuperarem para apenas dois pontos de atraso em relação ao FC Porto. Falhou no jogo decisivo, mas não deixou de ser o campeão oficioso da segunda volta, com 42 pontos. Tivesse a primeira volta sido igual e o caneco viria para Alvalade. Os cinco golos sofridos neste período mostram como evoluiu o Sporting sob o comando de Paulo Bento. O regresso à Liga dos Campeões está consumado. Paulo Bento ainda não está confirmado como treinador para a próxima época, mas acredito que não deixará de o ser. As responsabilidades serão maiores, pois lutar pelo título é obrigatório e uma participação decente na Europa também.

Benfica: O ano passado tivemos o pior campeão de todos os tempos em Portugal. Só isso explica que o Benfica tenha feito esta época uma prova um pouco melhor que a anterior e não tenha conseguido melhor que o terceiro lugar. Mais dois pontos (67 contra 65), os mesmos golos marcados (51) e menos dois sofridos (29 contra 31) foram os números de Ronald Koeman em comparação com os de Trapattoni. Para além disso, o holandês levou o Benfica a fazer, pela primeira vez em muitos anos, uma figura positiva na Liga dos Campeões, enquanto o italiano não se pode orgulhar do que fez na Europa. Mesmo assim Koeman sempre foi muito contestado. Por um lado, porque tinha um plantel mais forte, por outro, porque nunca impôs um sistema táctico e um onze inicial fixo, por último, porque nunca foi muito feliz de cada vez que abriu a boca, tanto a nível interno (afirmações sobre Mantorras, por exemplo), como externo (não considerar o Sporting um adversário directo, primeiro, e colocar em causa as vitórias do Sporting, depois). Koeman sai assim, naturalmente, sem honra nem glória da Luz, embora vá treinar um clube neste momento superior ao Benfica, o PSV Eindhoven. Voltando ao campeonato, os encarnados fizeram um prova equilibrada, com 34 pontos na primeira volta e 33 na segunda. Tudo somado, chegou para ficar a 12 pontos do FC Porto e a cinco do Sporting. Para a próxima época, muitas indefinições: quem será o treinador (será mais um nome sonante, como tem sido hábito: Souness, Heynckes, Camacho, Trapattoni, Koeman)? Miccoli sempre fica? Simão e Luisão também? Rui Costa volta? Promete ser um defeso animado para as bandas da Luz. Os jornais desportivos agradecem.

Sporting de Braga: Mais do mesmo. Pelo terceiro ano consecutivo o Braga consegue o apuramento para a Taça UEFA, sempre pela mão de Jesualdo Ferreira. Tal como na época passada, chegou a ocupar o primeiro posto, levando os seus adeptos a acreditarem que desta vez é que os arsenalistas iam lutar pelo título até ao fim. Enganaram-se. No ano passado o Braga terminou o campeonato a apenas sete pontos do campeão, mas tal deveu-se, como já referi, a termos tido o pior campeão de sempre. Este ano a diferença para o primeiro lugar foi de 21 pontos, mas, curiosamente, a pontuação final dos minhotos foi a mesma: 58 pontos, dos quais 32 foram conquistados na primeira volta e 26 na segunda. A quebra de produção justifica-se pelas saídas de jogadores no mercado de Inverno, com destaque para os defesas Abel, Nunes e Jorge Luiz. Terminada a época, Jesualdo Ferreira não renovou contrato, por vontade da direcção, entrando Carlos Carvalhal para o seu lugar. Quem está de fora entende tal atitude como aumento de ambição por parte dos responsáveis bracarenses. Será que não se vão arrepender mais tarde? Veremos.

Nacional: Pela segunda vez nos últimos quatro anos, a equipa madeirense consegue o apuramento para a Taça UEFA. Comandados pelo comprovadamente competente Manuel Machado (nos últimos cinco anos levou o Moreirense da II Divisão B à I Liga e colocou o Vitória de Guimarães na Taça UEFA), os nacionalistas fizeram uma primeira volta espectacular, a qual terminaram no terceiro lugar, com 34 pontos, tantos quantos o Benfica. A segunda volta apenas rendeu 18 pontos, oito deles conquistados nas últimas cinco jornadas, o que valeu a ultrapassagem final ao Boavista, na luta pelo quinto lugar. Destacaram-se jogadores como Ávalos, Miguelito, Goulart e André Pinto. O Nacional tem agora pela frente o desafio de manter a competitividade na equipa, até para fazer boa figura na Europa. Mas tal revela-se complicado, pois muitos jogadores importantes poderão sair do clube e o próprio treinador não tem a continuidade assegurada. Tal como na Luz, prevêm-se tempos animados na Choupana.

Boavista: Uma época difícil de definir. O Boavista apresentou um treinador novo, Carlos Brito, autor de um excelente e profundo trabalho no Rio Ave, mas que já tinha falhado na primeira experiência fora de Vila do Conde, ao serviço do Estrela da Amadora. Segundo João Loureiro, Brito não cumpriu os objectivos dos axadrezados e acabou por ser dispensado do clube. A primeira volta do Boavista foi modesta, como mostram o oitavo lugar e os 23 pontos conquistados. A segunda volta começou de forma espectacular, com sete vitórias nos sete primeiros jogos. Seguiu-se um empate caseiro com o Braga e daí até ao final (isto é, dez jogos), a equipa do Bessa não voltou a triunfar. Os 27 pontos ganhos na segunda volta acabaram por revelar-se insuficientes para o objectivo europeu, que falhou por três pontos. A pontuação final foi igual à da época passada e dificilmente o Boavista conseguiria fazer melhor, pelo plantel que tinha. Apenas dois reforços se destacaram: Manuel José e sobretudo a revelação Paulo Jorge. Até certa altura valeu também a excelente forma goleadora de João Pinto, que não se manteve até ao final. Acabou por ser uma prova razoável de um Boavista bem mais limitado que o que foi campeão há cinco anos.

União de Leiria: A confirmação de um clube regular. A União de Leiria fez a sua oitava época consecutiva na I Liga. E apenas na época passada sofreu para se manter. Esta época começou mal, sob o comando de mais um suposto sucessor de Mourinho, o ex-preparador físico José Gomes. João Bartolomeu reagiu a tempo e trocou de treinador, contratando Jorge Jesus. O “mister” desperta ódios e paixões, mas é alguém que mostra serviço. Na minha opinião é uma mais-valia para o futebol português. Porque é competente e porque tem o talento de inventar expressões que fazem história. Um achado. Foi uma época muito regular, com 24 pontos na primeira volta e 23 na segunda. Num plantel de nível médio destacou-se João Paulo, que já garantiu a transferência para o FC Porto. De lamentar apenas a incapacidade que o clube tem de chamar espectadores, algo incompreensível numa capital de distrito com um estádio novo, ainda que feio, na minha opinião.

Vitória de Setúbal: Um dos vencedores da época. Com um dos orçamentos mais baixos da Liga, com vários meses de salários em atraso e sem Jorginho e Meyong, o Vitória fez uma primeira volta espectacular, terminada no quinto lugar, com 30 pontos conquistados e apenas sete golos sofridos. A meio da temporada, a equipa sofreu uma enorme remodelação, com a saída do treinador Norton de Matos e de quatro titulares, Moretto, Fonte, Dembelé e Tchomogo. Para o banco foi escolhido o inexperiente Hélio e para compensar as saídas vieram o guarda-redes Rubinho e os avançados Carlitos e Varela, emprestados por Benfica e Sporting. Os sadinos apenas fizeram 16 pontos na segunda volta, o que ainda deu para assegurar um não vergonhoso oitavo lugar e, acima de tudo, a presença na final da Taça de Portugal, garantindo desde logo a segunda participação consecutiva na Taça UEFA. A próxima época, se não houver dinheiro, pode ser muito complicada, mas para já há que apreciar o sucesso.

Estrela da Amadora: Uma surpresa agradável, vinda da II Liga. O Estrela era, à partida, um dos principais candidatos à descida. Mas o clube da Reboleira apostou numa estratégia clara e coerente. Recebeu por empréstimo muitos jovens dos três grandes, como Bruno Vale, Amoreirinha, Santamaria, Valdir, Paulo Machado e Manu. O treinador Toni construiu uma equipa muito “chata”, com uma defesa forte e um contra-ataque dos mais mortíferos, com Manu, Semedo e Rui Borges a deixarem muita gente de olhos trocados, com a sua velocidade. Tudo somado, 22 pontos na primeira volta e 23 na segunda, que valeram um cómodo nono lugar final. Será a próxima época tão descansada?

Marítimo: O Marítimo já começa a ser um histórico do futebol português, com mais de 20 anos consecutivos no escalão maior. A época não começou bem, sob a batuta do homem da casa Rui Rodrigues. Depois chegou o brasileiro Paulo Bonamigo, que começou por dar boas indicações, mas a partir de certa altura não conseguiu fazer a equipa evoluir. Para a parte final chegou Ulisses Morais, que tirou a equipa dos lugares incómodos. Contas feitas, 22 pontos em cada volta valeram o 10º lugar final. O Marítimo tem muitos jogadores brasileiros, alguns de bom nível, mas nunca conseguiu manter uma boa regularidade nas exibições. A descida dificilmente será uma realidade, mas um regresso à Europa também parece longínquo.

Paços de Ferreira: Uma equipa sem grandes individualidades conseguiu uma meritória permanência. Sob o comando de José Mota, um daqueles treinadores que parece só resultar num clube, o Paços andou sempre na luta pela permanência, mas, ao fazer 21 pontos em cada volta, conseguiu terminar num agradável 11º lugar. Para adoçar a época, ficaram na memória as vitórias caseiras sobre Sporting (3-0) e Benfica (3-1). Na nova temporada, creio que o Paços vai ser novamente um candidato à descida. José Mota, apesar da sua história no clube, ainda não tem a continuidade garantida.

Gil Vicente: A brincar, a brincar, o clube de Barcelos fez a sua sétima época seguida na I Liga. Como (quase) sempre, o sofrimento durou até ao fim, mas a recompensa valeu a pena. Ulisses Morais começou a época, mas acabou por sair, sendo substituído por Paulo Alves, que ainda na época passada vestia a camisola da equipa. De fato e gravata, sem dar muito nas vistas, o ex-internacional português levou a equipa à permanência na última jornada. A época acabou por ser regular, com 20 pontos somados em cada volta. Agora seguem-se muitas mudanças, tanto no banco, como no plantel, pelo que a temporada que aí vem se adivinha novamente de sofrimento.

Naval: Depois de alguns anos de ameaças, a Naval estreou-se finalmente na I Liga. Manuel Cajuda pegou na equipa de início, mas os resultados não foram animadores. Foi altura de recuperar o homem da subida, Rogério Gonçalves, que tentava o mesmo sucesso no Leixões. Depois dos 14 pontos na primeira volta, a Naval conquistou excelentes 25 na segunda, com a permanência a ser assegurada na última ronda. Os empates na Luz e em Alvalade foram os momentos altos de uma equipa em que nenhuma vedeta se impôs. Bruno Fogaça ainda deu nas vistas inicialmente, mas depois foi o conjunto quem garantiu o sucesso.

Académica: Sofrer como de costume. A Académica continua a não se conseguir impor como um clube de primeira. A permanência tem sido assegurada, mas falta à Briosa dar o salto para voltar a ser um cliente habitual destas andanças. Os 19 pontos da primeira volta e os 20 da segunda foram obra, em grande parte, de dois goleadores. Na primeira fase foi Marcel quem se destacou e deu muitos pontos à Académica. Depois o brasileiro foi emprestado ao Benfica e aí emergiu o seu compatriota Joeano, que ajudou o clube até na última jornada, onde o seu bis garantiu o ponto necessário para mais um ano de I Liga. Agora Nelo Vingada vai sair e fica a expectativa sobre o que conseguirá a Académica fazer na época vindoura.

Belenenses: Um dos grandes fiascos. Com um treinador alegadamente ambicioso e um plantel aparentemente de qualidade, o Belenenses pretendia fazer a melhor época dos últimos anos, sendo uma presença europeia o mínimo esperado. Tudo parecia bem encaminhado, mas as cinco derrotas consecutivas a partir da quinta jornada nunca mais foram curadas pelo plantel. Carvalhal acabou por sair e foi contratado José Couceiro, que trazia um currículo duvidoso depois das suas passagens pelo Alverca e pelo FC Porto. À entrada para a última jornada o Belenenses era, das equipas em risco, a que estava em melhor situação, mas a combinação de resultados atirou os azuis para a II Liga. Os 20 pontos da primeira volta, mais os 19 da segunda assim o ditaram. Valeu a consolação de ter o melhor marcador do campeonato, Meyong, com 17 golos. Veremos como se comporta o Belenenses na II Liga, depois da sua quarta descida de divisão nos últimos 25 anos, algo incompatível com a ambição de ser o quarto grande do país. Os próximos meses serão de dificuldades no Restelo, até porque um aparentemente bom plantel de I Liga pode ser insuficiente para a II Liga.

Rio Ave: Um caso típico de orfandade. Com Carlos Brito o Rio Ave viveu os melhores anos da sua história. António Sousa, apesar das provas dadas no Beira-Mar, nunca conseguiu impor a sua filosofia no Rio Ave. A chicotada psicológica acabou por funcionar ao contrário, pois o desconhecido João Eusébio, um homem da casa, não conseguiu dar a volta ao texto. Os 20 pontos da primeira volta ainda davam esperança aos vilacondenses, mas a segunda volta apenas rendeu 14 pontos. Para tal contribuiu o péssimo final da época, com cinco derrotas consecutivas a terminar a prova. A próxima época será difícil, mas talvez seja mais fácil ao Rio Ave adaptar-se à II Liga que ao Belenenses e ao Vitória de Guimarães.

Vitória de Guimarães: O escândalo da temporada. Nos últimos cinco anos, já por duas vezes o Vitória tinha ameaçado o destino que teve agora. Mas esta época foi frustrante de mais. Primeiro na Taça UEFA, onde, jogando bem, os vimaranenses foram eliminados na fase de grupos, sem qualquer vitória. Também na Taça, onde o Guimarães foi eliminado em Setúbal nas meias-finais nas grandes penalidades, depois de ter sido melhor nos 120 minutos. Por fim, na Liga, onde conseguiu apenas 14 pontos na primeira volta e 20 na segunda. Algo impensável para um plantel que tem Nilson, Dragoner, Cléber, Paíto, Svärd, Neca, Benachour, Targino, Saganowski, Dário... A Europa era o mínimo. Na minha opinião tudo começou ao deixar sair Manuel Machado, depois do bom quinto lugar na época passada. Jaime Pacheco voltou a provar que só resulta se tiver um plantel disposto a deixar de ter como prioridade dentro do campo a bola, substituindo-a pelas pernas dos adversários. Resultou no Boavista, duvido que resulte noutro sítio qualquer. Vítor Pontes, o discípulo predilecto de Mourinho, tem vivido disso mesmo. Tem a vaidade e a preocupação com o estilo do mestre, mas falta-lhe o (enorme) resto. Tal como o Belenenses, também o Vitória terá um ano de grandes dificuldades na II Liga, campeonato, como sabemos, bem mais competitivo que o primeiro.

Penafiel: O saco de pancada. Depois do interessante 11º lugar da época passada, não se esperava uma nulidade tão pronunciada na prestação do Penafiel nesta temporada. Um treinador simpático e correcto não conseguiu fazer nada de um plantel limitado e inconsistente. Os sete pontos somados na primeira volta e os oito na segunda mostram que o Penafiel nunca teve um golpe de asa que o levasse a acreditar em algo mais que o último lugar na tabela. Com as contas em dia, talvez seja possível lutar pelo regresso já na próxima época.
on Monday, May 8, 2006


O Vitória de Guimarães e o Rio Ave confirmaram um cenário que, de há semanas para cá, parecia inevitável. Algo vai muito mal para os lados dos minhotos quando os adeptos vimaranenses aplaudem os jogadores adversários (no caso, os do Estrela) à saída do estádio. Ficou mais uma vez provado que quanto maior a fasquia maior é a queda. Já o Braga do ano passado, a partir do momento em que se assumiu candidato ao título, começou a perder pontos sistematicamente e serviu como saco de boxe para Pinilla fazer uma das suas poucas exibições de jeito. Os rivais do “berço da nacionalidade” seguem o exemplo, mas numa versão mais “hardcore”, passo o termo. A equipa de Jaime Pacheco praticava um futebol vistoso na Taça Uefa (escândalo em S. Petersburgo, com uma arbitragem mais que vergonhosa), mas nas competições internas perdia fulgor. Não entendo para quê preterir a Liga em prol da Taça Uefa: estava mais que visto que Sevilha, Bolton, Besiktas e Zenit não eram presas fáceis. E deu no que deu, num falhanço em todos os níveis. E como Vítor Pontes de novo Mourinho não tem nada, sendo apenas um treinador ao nível da média e que eu aprecio especialmente somente por nunca perder com o Benfica, o caminho da Honra estava traçado com o alternar de resultados péssimos (empate em casa com a Académica e Rio Ave; derrota na Amadora e empate no último minuto com o Paços) com triunfos inolvidáveis(vitória na Luz e em casa com o Vitória de Setúbal por 4-0). Resta dizer que o plantel era de indiscutível qualidade, um dos 6 melhores da Liga. E que Saganowski, Svard, Benachour, Antchouet, Neca, Cléber e Paíto não são jogadores de trazer por casa...
Pimenta Machado construiu o Vitória que todos conhecemos. Apesar de não ser nenhum santinho, é a ele que se deve a exposição mediática de que o Guimarães tem sido alvo nas últimas décadas. Vitor Magalhães mostrou serviço no Moreirense, mas não conseguiu construir um plano de continuidade aquando da sua saída de Moreira de Cónegos.


O caso do Belenenses assume contornos semelhantes na medida em que Carvalhal também afirmava que podia chegar à Europa. O bracarense saiu com a equipa na 13ª posição e a descida era impensável. Mas, com José Couceiro, o pesadelo consumou-se e para isso contribuíu a controvérsia em torno da venda de Meyong, que não se chegou a concretizar. Este processo foi muito mal conduzido por parte dos responsáveis dos azuis do Restelo, que fomentaram o adiamento da decisão relativa à transferência do goleador camaronês, obrigando a equipa a jogar com um Romeu fora de forma. Nunca o melhor marcador da Liga, em 72 anos, tinha descido de divisão. Os homens da cruz de Cristo foram jogar a Barcelos com 97% de probabilidades de permanecer na 1ª Liga e foi muito provavelmente o seu excesso de conforto e confiança que selou a derrota. Couceiro vê a sua equipa descer de forma ainda mais dramática do que aquela que se verificou há dois anos no Alverca…
Imaginem que o melhor( ou será menos mau?) árbitro português, o major Pedro Henriques, tinha assinalado um dos penaltys que ficaram por marcar no Restelo contra o Benfica. Estaríamos agora perante um cenário diferente? Mesmo que o resultado desse derby tivesse sido um empate ou uma vitória para os da casa, um clube histórico não pode viver da bola que não entra e do lance que não é sancionado como devia.

O Rio Ave perdeu demasiado cedo a paciência com António Sousa. Os vila condenses tinham um plantel mais fraco do que na pretérita época, limitado pela saída de Miguelito e pela dependência de um Gaúcho em fase descendente da carreira, mas mesmo assim o pai de Ricardo Sousa conseguiu alguns bons resultados no princípio de época (triunfo no Restelo e em casa com o Guimarães). A saída de Cleiton, que apresentou qualidade, demonstrou que algo de mau se passou no balneário. Niquinha, um dos pilares da equipa, foi para o Brasil na etapa final e ameaçou não mais regressar. Os erros de Danielson são um dos exemplos da desconcentração que o grupo não conseguiu ultrapassar.



O Penafiel desistiu muito cedo de tentar a manutenção. Já antes da época natalícia António Oliveira tinha dito que ia sair da presidência do clube. Tudo foi mal planeado nesta época em que Luís Castro tentou fazer omoletes sem ovos. De forma quase humilhante, o clube foi um saco de pancada ao longo da época. Sempre que uma equipa estava em baixo de forma, lá vinha uma vitória com o Penafiel para animar( a derrota do Marítimo foi uma excepção). Ficou por entender a saída de Carlos Germano, que nem os pés em campo teve o privilégio de pôr. Três nomes a reter:

- o treinador Luís Castro, um verdadeiro senhor que aceitou continuar sabendo que não havia alternativa à descida, caindo no risco de manchar o seu nome futebolisticamente. Não me lembro de alguma vez se ter desculpado com as arbitragens e muito menos de saltar para o campo da má educação e da arrogância na relação com a comunicação social, o que tem vindo a ser cada vez mais usual.

- Bruno Amaro, o médio que marcou no Dragão e que foi o melhor penafidelense esta época;

- Welington, um central que destoou do resto da defesa.

OESTE
San António Spurs 4 - Sacramento Kings 2
Os campeões começaram por vencer o 1 primeiro jogo com aparente facilidade. No 2º encontro os texanos tiveram que suar vencendo somente no prolongamento.
Quando se esperava uma limpeza os Kings liderados pelo "Bad Boy" Ron Artest aproveitaram a condição de anfitriões para empatar as séries.
Com o francês Tony Parker a subir de forma e Tim Duncan sempre efectivo, San António venceu com facilidade os 2 embates seguintes avançando para as meias finais de conferência.

Dallas Mavreicks 4 - Vancouver Grizzlies 0
Uma limpeza! Os Mavs afiguram-se como candidatos ao título. Dirk Nowitzi é sem dúvida um grande jogador.
Gasol foi insuficiente.
Um passeio para Dallas que somente sentiu dificuldades no jogo 3, onde venceu após prolongamento.

Denver Nuggets 1 - L.A. Clippers 4
O parente pobre de LA protagonizou a maior surpresa da 1ª ronda dos playoffs ao manietar os Nuggets.
As 2 vitórias de entrada na condição de visitante deixaram a antever que seria muito difícil a Anthony e seus pares encetar a recuperação.

Phoenix Suns 4 - L.A. Lakers 3
Tremendo!!
Os do Arizona venceram o 1º jogo. Seguiram-se 3 vitórias dos Californianos.
Perto da eliminação, o MVP da época regular Steve Nash, liderou a sua equipa a uma vitória caseira por números expressivos.
O jogo 6, realizado em L.A. foi dramático! Kobe até então superiormente marcado por Raja Bell (em nenhum dos 5 encontros anteriores logrou ultrapassar a barreira dos 30 pontos), disparou para 50 pontos, insuficientes contudo para evitar uma derrota após prolongamento.
Na negra Phoenix triunfou por 121-90 avançando para as meias finais de conferência onde irá enfrentar a outra equipa de LA.
Mesmo sem Raja Bell, os Suns tiverem em Leandro Barbosa um substituto á altura com 26 pontos.
O brasileiro repartiu com Shawn Marion a defesa a Kobe Bryant que marcou somente 24 pontos.

Próxima Ronda:
San António Spurs - Dallas Mavericks (San António lidera por 1-0)
Phoenix Suns - LA Clippers

ESTE
Detroit Pistons 4 - Milwaukee Bucks 1
Foi fácil para os Pistons, que confirmaram o estatuto de melhor equipa do Este.
Jogos sem grande interesse, francamente desiquilibrados.
A nota de realce vai para a tareia que os Bucks deram aos campeões da época regular no jogo 3.
O quarteto fantástico (Hamilton, Wallace, Billups e Prince) foi demais para Milwaukee.

Miami Heat 4 - Chicago Bulls 2
Shaq guardou o melhor para o jogo 6 ao apontar 30 pontos e a capturar 20 ressaltos. Os Bulls tombaram, mas de pé!
Os 2 primeiros jogos, realizados na Florida, pautaram-se pelo equilibrio com Chicago a perder sempre por menos de 10.
No regresso a Ilinois os Bulls, com o inglês Gordon em grande estilo (26 pontos) varreram os Heat com 19 pontos de diferença no jogo 3.
O jogo 4 assistiu a um recital do extremo argentino Noccioni que liderou os Bulls ao empate nas séries.
Nos 2 encontros seguintes Miami triunfou com relativa facilidade, confirmando o favoritismo.

New Jersey Nets 4 - Indiana 2
Começou mal a série para os favoritos Nets, que apesar dos 30 pontos de Vince Carter, perderam o jogo 1, no seu recinto, por 88-90.
Com Vince a manter o elevado nível, New Jersey empatou após uma vitória fácil.
Já em Indiana, um Jermaine O'Neil com 37 pontos, fez soar o alarme em New Jersey.
Seguiram-se 3 vitórias consecutivas dos Nets, com Jason Kid e Vince a liderarem a equipa rumo ás meias finais de conferência, onde irão encontrar os poderosos Miami Heat.

Cleveland 4 - Washington Wizzards 2
Grandes jogatanas, emoção e um duelo tremendo entre as super-estrelas Lebron James e Gilbert Arenas.
Nos 4 primeiros embates, ambas as equipas alcançaram 1 vitória e 1 derrota na visita ao recinto do rival.
Destaque para a vitória, após prolongamento, no jogo 3, por parte dos Cavs, com Lebron a apontar 41 pontos, em resposta aos 34 de Arenas.
No 5º jogo, o "Rei" decidiu no prolongamento com entrada fantástica para o cesto. Os Cavs venceram por 121-120, com James a marcar 45 pontos, contra os 44 de Arenas.
O jogo 6 saldou-se por outra batalha épica e dramática. A perderem por 3 pontos a 5 segundos do fim, os "feiticeiros da capital" recorreram a Arenas, que com um triplo incrível levou o jogo para prolongamento.
No final os Cavs venceram novamente por 1 ponto, contudo os juízes da partida não sancionaram uma acção ilegal do brasileiro Varejão, que ao tocar no aro inviabilizou um cesto fácil de Arenas.

Próxima Ronda:
Detroit Pistons - Cleveland Cavaliers (Detroit lidera por 1-0)
Miami Heat - New Jersey Nets
on Friday, May 5, 2006
“O facto de o Sporting ter a grandeza que tem não me obriga a ter atitude servil. Os actuais dirigentes não acompanham a grandeza do clube” Rui Alves

Como é que um homem que está, constantemente, a criticar o Sporting e os seus profissionais; A fazer panelinhas com o Porto; A fazer declarações despropositadas em quase todos os jogos e a fazer figura de parvo no banco do Nacional em todas as jornadas, pode ter a ambição de ser Presidente da Liga de Clubes! É uma estupidez!
Rui Alves na Presidência da Liga é meio caminho andado para desacreditar e piorar a imagem e reputação da Liga Portuguesa!
Acho patético que o Engenheiro(?) queira ser uma espécie de "Outsider" na Liga e um moralista da treta. Ridículo!
Só espero que os dirigentes dos vários clubes portugueses se oponham à candidatura desse saloio à liderança da Liga, por uma questão de bom senso, pelo menos.

Estando o Mandato do Major quase no fim, quem será a figura ideal para ocupar o cargo? Sinceramente, eu não sei.
on Wednesday, May 3, 2006
A Malta da Tropa saúda um dos homens que figura no quadro de personagens míticas do futebol português, alguém que contribuiu para que este blog pudesse, de facto, existir como consequência da nossa condição de amantes do desporto rei. Professor Neca, o Mourinho de Vila das Aves, bem merece a estátua que lhe foi prometida em caso de subida pelo presidente do clube. A campanha na Taça de Portugal também merece o seu destaque, sendo apenas eliminado nos oitavos-de-final pela Académica num jogo onde a Briosa esteve mesmo a perder. É caso para dizer que santos da casa...fazem milagres. Sentimo-nos, portanto, na obrigação de prestar uma simples homenagem.

Há 6 anos as coisas não correram de feição. O campeonato começou com uma derrota em casa frente ao Belenenses(0-1), batendo o pé ao Benfica de Toni na última jornada por 4-4. Os avenses terminaram na penúltima posição, com 22 pontos(com apenas 4 vitórias, 10 empates e 20 derrotas). Pior só o Estrela da Amadora, com 19 pontos. Em Vila das Aves, o Porto levou de vencida por 1-0(golo de Aloísio), enquanto o Sporting também saiu com um triunfo após um emotivo 4-3. Relembramos assim, resumidamente, alguns dos craques que marcaram presença na última época dos minhotos no escalão primodivisionário:















Quinzinho, já merecedor de um post de Zé Cavra, vinha de mais uma experiência pouco produtiva da sua carreira, desta feita em Faro e após passagem pelo Rayo Vallecano. Formava dupla com Massaudu Naddah e outro africano que mais à frente veremos, sendo o melhor marcador da equipa com 5 golos.
Abílio era um dos pilares da equipa. Formado nas escolas do Porto, os livres magistrais deste trinco não serviriam de nada no que toca ao objectivo da manutenção. Foi no Salgueiros que atingiu o ponto alto da carreira, deixando saudades às gentes de Paranhos.



















Tó Luis, o guarda-redes da escola boavisteira, saía do Rio para o Desportivo, mas a Ave mantinha-se no emblema da sua camisola. Arriscou a saída de Vila do Conde, onde foi, durante anos a fio, titularíssimo, mas já em fase descedente da carreira foi impotente para evitar os 68 golos sofridos.
Douala vinha do Boavista por empréstimo. Uma primeira época prometedora no Boavista foi seguida de outra onde perdeu fulgor. 28 jogos no norte valeram 4 golos ao camaronês, uma marca excelente numa formação que apenas marcou 31 golos. Ainda assim, um dos golos valeu 3 pontos, enquanto outros 2 deram um empate frente ao Benfica.
De realçar também José "Pontapé no Jardel" Soares e o único sobrevivente do plantel, o atacante Octávio, que marcará, em princípio, nova presença com a camisola vermelha-e-branca do Aves na 1ª Liga.
on Tuesday, May 2, 2006
Apesar da remota hipótese de conquistar o 2º lugar, a época 2005/06 foi um fracasso com todas as letras e mais algumas se as houvesse.
Em tempos esse grande nome da tropa que dá pelo nome de Artur Jorge de Melo BragaTeixeira afirmou: "O principal candidato ao título é e será nos anos vindouros o Futebol Clube do Porto".
A estabilidade e a força dos dragões obrigaram-me a concordar com o poeta, contudo este ano algo me dizia que o Benfica tinha tudo para revalidar o título.
O que falhou, então?

a) Koeman demorou a encontrar um modelo de jogo
Aqui terá pesado o fracasso na contratação de Tomasson, uma vez que o treinador terá armado a equipa em função do poderoso avançado dinamarquês, o tal ponta de lança de classe mundial que a dupla Vieira/ Veiga pretendia. Com Tomasson resgatado pelo Estugarda de Trap, Karadas dispensado e Mantorras a não cair nas boas graças do treinador, o Benfica entra em 2005/06 somente com Nuno Gomes.
As 3 primeiras jornadas saldaram-se por 1 ponto e um consequente atraso comprometedor relativamente ao Porto e Sporting.

b) Beto
Reside aqui a principal teimosia de Ronald Koeman. Fazer de Beto um jogador nuclear? Valha-me Deus!!!! Por favor, não me falem na abnegação e na disponibilidade física do médio brasileiro. Eu próprio daria 110% se vestisse a camisola do Benfica... o problema seria a falta de jeito.
Já para não falar dos calafrios provocados na eliminatória contra o Liverpool, o brasileiro deitou por terra as aspirações do Benfica em Camp Nou, ao "tropeçar" literalmente no esférico numa imagem digna de figurar no Watts da Eurosport.
Beto é jogador para jogar somente em caso de emergência, ou seja quando Petit ou Manuel Fernandes estiverem impedidos.

c) 3 Médios Defensivos?
Petit, Beto (nossa Senhora!!!) e Manuel Fernandes de início na mesma equipa? Só mesmo se a linha avançada do Benfica fosse composta por Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Shevchenko.
É um crime digno de despedimento com indemnização à entidade patronal e aos sócios o Benfica jogar com 3 trincos. Quem faz o transporte de bola sr Koeman? Por exemplo em Barcelona tinhamos somente 3 homens de características ofensivas. Os extremos Simão e Geovani e o ponta de lança "Picoli". O que pretendia Koeman? Simão e Geovani a subirem à linha e a cruzarem para acabeça do italiano?
3 médios defensivos aliados ao facto de um dos laterais ser um central adaptado faz com que a equipa fique descompensada em termos ofensivos... e o Benfica tem que jogar para ganhar.

d) Mantorras e Karyaka
50 milhões de euros à parte, o angolano tem o dom de galvanizar os adeptos e os companheiros.Com Pedro Manuel Torres em campo, parece que o Benfica exerce um maior domínio sobre os adversários. Fundamental na conquista do título na época passada, o ponta de lança viu-se em parte da época relegado para 5ª opção.
Koeman nao teve a inteligência para tirar partido da vontade de jogar do angolano.

Relativamente a Karyaka, o internacional russo parecia ser uma das principais contratações da época. Após uma pré-época em cheio, manchada pela lesão ante o Chelsea, voltou no Dragão para encantar manietando o futuro campeão nacional. Confirmou o bom momento na jornada seguinte ao abrir o marcador frente ao Estrela da Amadora. Subitamente (e sem que nada o fizesse prever), viu-se arredado. Não seria melhor um meio campo com Petit, Manuel Fernandes e Karyaka?


e) Excesso de jogadores para jogar 30 minutos
Como gerir os 30 minutos do Robert, do Karagounis, do Miccoli, do Mantorras...É verdade, o plantel encarnado apresenta jogadores com condições físicas deficitárias incapazes de aguentarem mais de 30 minutos em alta rotação. Um factor a rever.

f) Má gestão de recursos humanos na baliza
Não sei até que ponto Koeman foi obrigado a fazê-lo, mas o holandês não foi astuto quando decidiu usar Moretto de imediato. Para além de injusto perante Quim, que se havia sacrificado em prol da equipa, fez com que pressão sobre o keeper brasileiro fosse tremenda.
O treinador deveria ter escolhido melhor o timing para lançar Moreto.
Apesar de muito criticado, o brasileiro afigura-se de longe como a melhor alternativa para a baliza dos encarnados.

Espero que para ano, com ou sem Koeman, as coisas sejam bem diferentes.