on Friday, March 3, 2006

Depois de ter sido dado como certo a treinar o Metro Stars dos E.U.A. , Zé Peseiro dá sinais de vida para contar o quão discriminado e menosprezado foi em Alvalade. Conta que Carlos Freitas tinha em mãos um lobby contra a sua pessoa, o que levava os adeptos a não exibirem faixas de apoio ao ribatejano.
E é assim que Zé Peseiro me explica não só questões relacionadas com futebol, mas com todo o fenómeno desportivo.
Nunca vi uma faixa de apoio a Co Adriaanse. Nem um cartaz com a cara de Ronald Koeman. E porquê? Reinaldo Teles e José Veiga têm, respectivamente, uma óbvia armadilha montada aos holandeses. Se um bando de energúmenos de uma claque tivesse cercado o carro de José Peseiro à saída de Alcochete, com uma chuva de very lights a deixar bem patente o descontentamento por um empate ou derrota, era bem provável que a culpa fosse do Pedro Barbosa ou dos tais “jornalistas amigos do Carlos Freitas”.
Peseiro não entende que nenhum treinador está constantemente rodeado de um “ambiente favorável”. A obrigação de um chefe é transformar um clima adverso num clima benéfico. Se não o consegue fazer não tem vocação para a tarefa e, logicamente, é incompetente. Nos primeiros tempos de José Mourinho no Porto, o setubalense ouvia regularmente nas Antas um saudoso “Joguem à bola, palhaços” dirigido à sua equipa quando o resultado não era o melhor. E o técnico dá a entender, na sua biografia, que estas manifestações espicaçavam os seus jogadores, incentivando-os a demonstrar aos adeptos que eles sabiam realmente jogar à bola.
Ao apontar Pedro Barbosa como causa do insucesso na época passada, Peseiro não só está a ser cobarde como também demonstra uma notória falta de pulso( mais que verificada): se nem no seu capitão, representante do treinador dentro das 4 linhas, o “campino” tinha mão, seria praticamente impossível ganhar algum respeito dentro do plantel. E se a braçadeira não mudou de mãos, talvez o “Croissant” não estivesse assim tão errado quanto à forma de liderança no balneário ou o medo de entrar em rotura directa com as principais figuras do clube era grande da parte do técnico.
“As decisões de maior desgaste, disciplinares e outras, tiveram de ser tomadas pelo treinador. Um simples regulamento interno praticamente nem foi implementado, creio que por receio de afronta aos jogadores.”Ora, se o treinador é um líder, a principal responsabilidade por decisões disciplinares tem de ser sua. Vale e Azevedo relegou Maniche para a equipa B do Benfica? Abramovich deu uma reprimenda a Ricardo Carvalho em frente do plantel do Chelsea, devido a uma entrevista? Ou será que o sujeito de ambas as frases é “José Mourinho”?
Nenhum regulamento interno estava definido? Então mas quem manda no balneário? O presidente, presença rara nos treinos? O líder do conselho fiscal? Os membros do conselho leonino? A Maria José Valério? O Jorge Gabriel? Não, o treinador, as regras que os jogadores cumprem são ditadas pelo treinador(raciocínio La Palissiano).
Porque para treinar não é apenas necessário saber jogar com o losango no meio-campo ou fazer a mítica "pressão alta"...
on Tuesday, February 28, 2006
Coube-me a mim analisar este último clássico entre Benfica e Porto. Devo dizer que escrevo este post com alguma falta de tempo, por isso vou tentar ser o mais breve possível.
O jogo em si, na minha opinião, não foi nada de especial, aliás, não houve praticamente ocasiões de perigo exceptuando a perdida escandalosa de Nuno Gomes mesmo em frente à baliza. O jogo fica marcado pelo "perú" de Vitor Baía... Está a passar um mau momento e a falha vai-lhe custar caro se bem conheço o treinador dos dragões. O remate de Robert era, de facto, quase imparável e Baía foi traído pelo efeito e pelo ressalto da bola na relva. Já foi um dos grandes portugueses, mas está em clara descida de forma, própria da idade já avançada para um jogador de futebol.
O segredo da vitória do Benfica residiu no jogo de equipa e Koeman, desta vez, acertou em meter Karagounis (um dos melhores jogadores do SLB, para mim) de início, em detrimento de Beto, que só sabe dar sarrafada! Luisão esteve novamente bem garantindo a estabilidade defensiva necessária.


Da parte do Porto já referi o enorme "frango" de Baía, mas tenho que enfatizar a exibição de Paulo Assunção... Talvez o único jogador do Porto que realmente lutou! Defendeu, atacou, estava lá sempre! Sem dúvida um grande jogador... Paulo Assunção assume-se cada vez mais como o grande patrão do meio-campo portista. Um jovem, contudo uma garantia de estabilidade a nível defensivo e segurança no ataque.
O colectivo falhou, na equipa do Porto e, embora reúna no plantel muita qualidade, as individualidades não funcionam sozinhas e isso ficou provado.


A Liga está, novamente, relançada e a luta pelo título ganha um novo ânimo! As dúvidas permanecem, o Benfica será capaz de aproveitar esta nova oportunidade? O Sporting conseguirá manter o nível de jogo e eficácia? O Porto continuará a jogar pessimamente? O Braga continuará na luta por quanto tempo? Os dados estão lançados... Vamos a isto!
on Saturday, February 25, 2006
"Era uma bela tarde de Feveiro, saí do trabalho e decidi ir ao playground da minha terra (a Saragoça Aveirense) onde uns miudos de escola primária mandavam uns chutos ao esférico.Pedi-lhes amavelmente para jogar, fizemos par ou impar, escolheram-se as equipas e "bota" para meia hora do mais puro prazer.Com resultado teimosamente em 0-0 (raio dos putos que não me davam espaço), a bola chega-me ao pé direito (esse membro, só ultrapassado pela magia do pé esquerdo de Theodorus Fyssas) arranco em velocidade, driblo um, 2, 3, 4, entro na área e quando me preparo para rematar sou vítima de um tackle por trás que me faz embater com a tromba na relva sintética.Penalty.um dos putos ainda diz que eu fiz falta anteriormente, ao que eu retorqui: "-foi carga de ombro oh meia leca (eu tenho cerca de 1,80mts).Meti a bola na marca, tomei balanço e tal e qual um Miguel Garcia, ou António Veloso na saudosa final de Estugarda, rematei forte e colocado sem hipóteses para o pequenote do guardiola contrário, esse filho da mãe que ainda adivinhou o lado.Goloooooooooooooooooooooooooooooooo!Depois foi o massacre, o alivia Alcaraz, o manda para a bancada Hugo, o sufoco, mas tudo acabou em bem.Ganhamos e eu fui o heroi.A minha mãe ia a passar e disse "-Fogo homem, tu tens 27 anos e não fazes outra coisa senão jogar à bola com miudos de escola primária? Faz alguma coisa pela tua vida"...e pronto eu decidi fazer este blog!"
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Foi assim que tudo começou... Dia 25 de Fevereiro de 2005 ficará, para sempre, na história por ter sido o dia em que José Cavra, num acto recheado de pós-modernismo e abnegação, criou o blog que depois de um ano a postar já regista um sucesso notável.
Durante um ano muito acontece... O Benfica acabou por ser campeão 8 anos depois, o Setúbal ganhou a taça, a supertaça foi igualmente para o Benfica, o Porto ganhou a taça Intercontinental e o Sporting lá conseguiu chegar à final da taça UEFA.
Neste ano o nosso blog foi-se recheando de estrelas... Gilberto Mandamil partiu quase de início com José Cavra e as contratações sonantes foram Octávio Cagado, Alexi Lilás, Jorge Kataklinsman e... eu, a mais recente das contratações.
É um orgulho para mim, e suponho que para todos os que neste blog colaboram, poder escrever lado a lado com tamanhas figuras do pós-modernismo desportivo português!
Claro que nada disto seria possível sem vocês, leitores... Um Bem Haja! Que para o ano nos reencontremos com a mesma alegria de sempre!
on Thursday, February 23, 2006
A borra de Justine Hardine no recente open da Austrália, avivou-me à memória aquela que é talvez a borra de todas as borras. Maior doque a borra de Tavares, naquele AC Milan - Benfica de 1995 a contar para a liga dos campeões, mais forte doque o próprio síndroma de Mamede nas grandes competições de atletismo... aborra de Nick Anderson, antigo extremo dos Orlando Magic, no 1º jogo da final daNBA, contra os Houston Rockets, não tem paralelo.
Com o resultado empatado, a poucos segundos do final, Nick encontra-se na linhade lance livre. Os Magic de Penny Hardway e Shaquile O'Neil encontram-se em posição priviligiada para tomarem a dianteira das séries.
Nick Anderson bate a bola, encara o cesto e ...falha, sendo prontamenteconfortado pelos seus companheiros. Mais concentrado tenta converter a 2ª tentativa,... a bola roda teimosamente no aro e sai... seguiu-se uma luta tremenda pelo ressalto com a bola a vir parar como que por obra do acaso ás mãos de Nick Anderson. O 25 de Orlando sobe e sobre falta, ganhando nova viagem para a linha de lancelivre. Uma vez mais Nick Anderson encontra-se perante o cesto, para efectuar aquele queé supostamente o lançamento mais fácil de um jogo de basquetebol. Nick volta a falhar a 1ª tentativa perante os incrédulos e furiosos adeptos doEstado da Florida. Com suores frios, nauseas, desarranjo intestinal e os joelhos a tremer, o extremo tentou pela 4ª vez dar vantagem a Orlando...sem sucesso!O jogo foi para prolongamento, acabando por terminar com a vitória dos HoustonRockets. Seguiram-se mais 3 triunfos para os texanos, consomando-se a "limpeza" nasséries.
on Saturday, February 18, 2006
O Sporting vive um momento agitado da sua história. A agitação, aliás, tem sido um facto recorrente na vida do clube e até pareceria mal se os 100 anos fossem comemorados num clima de paz e amizade (ironicamente o nome do pavilhão onde as equipas de andebol e de futsal dos leões costumam realizar os seus jogos em casa). Como adepto e sócio do Sporting confesso que continuo sem saber quem apoiar. Por isso, lanço apenas algumas notas soltas que me ocorrem, esperando ficar (eu próprio) mais esclarecido, no fim do texto.

Em primeiro lugar, o que dizer dos últimos 10/12 anos da vida do Sporting, isto é, do “projecto Roquette”? Se, como dizia o neto do fundador do clube de Alvalade, o objectivo do projecto, que passava pela criação da SAD e de um modelo de gestão empresarial, era assegurar a sobrevivência do Sporting e a responsabilização dos administradores em caso de maus resultados (desportivos e financeiros), não restam dúvidas de que o projecto falhou. O Sporting tem sofrido cada vez maiores problemas financeiros e, que eu saiba, nenhum administrador foi punido por isso. Muitos deixaram Alvalade, mas pelo seu próprio pé, não por punição pelo mau trabalho.

Quanto à vertente desportiva, como analisar? Roquette tinha prometido que o Sporting ia passar a ganhar três em cada cinco campeonatos e tinha condições para se tornar num dos maiores seis clubes europeus. O primeiro objectivo pareceu poder ser cumprido, com os títulos de 2000 e 2002, mas depressa se perdeu a dinâmica vencedora. Do segundo nem vale a pena falar, é mais uma tirada à Luís Filipe Vieira, entre uma sande de coirato e uma mine, que outra coisa. Basta ver as participações do Sporting na Liga dos Campeões, teste obrigatório para quem pretende ser grande. Para o sucesso do projecto desportivo muito contribuiria a firme aposta nas escolas do clube, indiscutivelmente as melhores do país. O Sporting continua a produzir talentos, mas cada vez os aproveita menos. Simão, Quaresma e Ronaldo, por exemplo, apenas jogaram na equipa principal um ou dois anos, antes de serem vendidos, por preços claramente abaixo do seu valor potencial. Para além disto, nunca houve uma linha coerente no projecto desportivo. Basta ver o número de treinadores e responsáveis pelo futebol que passaram por Alvalade na última década.

A obra feita reflecte-se naturalmente no estádio e na academia. Em ambos o Sporting consumiu imensos recursos financeiros, que, no entanto, proporcionaram um claro salto qualitativo na modernidade do clube. O estádio, com mais ou menos escárnio, derivado de mais azulejo e menos cadeira cor-de-laranja ou azul, é um dos melhores da Europa. Os elogios vindos de fora, de quem não tem nada a ver com as rivalidades locais, comprovam isso mesmo. Soares Franco afirmou que o Sporting teve muito menos ajuda financeira estatal e municipal que o Benfica e o FC Porto. Não sei se é verdade, mas, atendendo ao que se passou no Mundial de sub-20, em 1991, acho que é bem capaz de não ser mentira. Quanto à academia, é óbvio que o Sporting dispendeu muito mais dinheiro que os seus rivais. O FC Porto, como é sabido, não tem um centro de estágio próprio, antes utiliza um que é propriedade da Câmara de Vila Nova de Gaia. O Benfica, cujo centro de estágio está a ser construído à média de um tijolo por dia, terá um complexo muito mais pequeno que o de Alcochete, como revelou um dirigente encarnado há uns tempos.

O grande motivo de polémica do momento está ligado à venda ou não do património imobiliário não desportivo do Sporting. A venda é contrariada por muita gente, mais ou menos ilustre, mas apoiada por outra facção, na qual se destacam José Roquette, Miguel Ribeiro Telles e José Eduardo Bettencourt. Percebendo pouco ou nada de gestão, algumas dúvidas colocam-se-me. Vender algo significa que deixa de ser nosso, ganhamos o dinheiro acordado no negócio e nada mais, perdemos todo o poder sobre o objecto. No futebol português o que mais existe são casos assim, em que se vende tudo e mais alguma coisa para se resolver problemas imediatos. Quando esse dinheiro acabar, o que resta? O que se vende então? Segundo sei, o projecto para a zona prevê a criação de muitos edifícios, para habitação e escritórios. O Alvaláxia, então, passará a ser o local comercial mais forte da zona. Não será então uma boa fonte de receitas para o Sporting?

Finalmente, Dias da Cunha. O ex-presidente do Sporting tem vindo a opor-se ferozmente aos seus antigos parceiros de direcção, nomeadamente ao antecessor, José Roquette, e ao sucessor, Filipe Soares Franco. No entanto, julgo que Dias da Cunha, pelo seu passado de contradições, pouca consideração merecerá hoje em dia. Recordo três exemplos:
- Na época passada, Dias da Cunha insurgiu-se contra muitos sócios e adeptos leoninos, apelidando-os inclusivamente de escória, depois destes contestarem José Peseiro após um horrível início de época. Esse mesmo Dias da Cunha tornou-se conhecido de grande parte do universo sportinguista em 1999/2000, depois de um U. Leiria-Sporting, em que os leões cederam um empate, mas mantendo-se no topo do campeonato que, aliás, vieram a ganhar. Razão para essa fama súbita: críticas públicas e fortes ao então treinador, Inácio, e à equipa, que provocaram incómodo no clube. Primeiro telhado de vidro.
- Dias da Cunha defendeu até ao fim José Peseiro, para mim o pior treinador do Sporting nos últimos 20 anos. Aliás, demitiu-se da presidência após a resignação do técnico. Em 2004, o mesmo Dias da Cunha demitiu ou pactuou com a demissão de Fernando Santos, de forma indigna, após uma digressão de fim de época à América do Norte. E o engenheiro tinha feito mais 12 pontos no campeonato que Peseiro. Segundo telhado de vidro.
- Pressionado pelos adeptos do Sporting para demitir José Peseiro, Dias da Cunha nunca vacilou, vincando que o clube era dirigido de dentro e não de fora. Tudo óptimo! Mas foi na presidência de Dias da Cunha que o Sporting voltou atrás na intenção de contratar José Mourinho, devido às pressões da Juve Leo. Terceiro telhado de vidro.

Seja como for, uma coisa é certa. Em crise, em falência, em hecatombe, nunca o Sporting teve tantos candidatos a candidatos e tanta gente interessada em entrar no clube. Resta saber quem será o mais habilitado para conduzir o clube nesta altura decisiva. Confesso que ainda não sei.
on Friday, February 17, 2006

Após as conquistas do grande Bayern dos anos 70,e a Alemanha ser tomada por 1 espirito "vencedor",surge nesta pequena cidade do sudoeste alemão,um treinador que viria a fazer historia,famoso por repetir incessantemente a palavra trabalho,e que forma uma grande equipa de futebol.Hennes Weisweiller,um dos "pais" do futebol moderno.

Em 1965,consegue a subida a Bundesliga,e em pouco tempo,com grande astúcia,descobre jogadores como Netzer,Stiellike,Vogts,Heynckes,Koppel entre outros.Jogadores,que além de pujança fisica,primavam pela tecnica refinada.
Anos 70 - 5 titulos de campeão alemão,mais 2 taça UEFA do Borussia contra 3 titulos do Bayern.O meio campo do Borussia muitas vezes fazia a diferença,com jogadores do nível de Netzer,possante gigante e Simonsen,a "serpente" pequena.
Netzer tinha 1 caracter "dificil".lento e pouco dado a defender,primava pela qualidade do passe,abrindo o jogo n flancos,e passes em profundidade terriveis.

Simonsen,chamado de dinamarquês eléctrico,estava sempre em permanente movimento.Entregava-se em todos os jogos,cativando toda a europa futebolistica com a sua qualidade.Pequeno,com 1,68, nunca esteve em causa sua qualidade.
Antes dos anos 70,este Borussia,apena tinha 1 taça da Alemanha no seu palmarés,em 1960.N anos 70,apesar de "ameaçar"a europa futebolistica,nunca ganhou uma Taça dos Campeões,mas esteve presente em 5 finais europeias,conquistando 2 taça UEFA,e perdendo outras tantas.Muito devem ao melhor marcador da sua história,com 195 golos,Jupp Heynckes.















Em 1975,Weisweiller,dá o lugar,a outro carismatico treinador,Udo Lattek.è com ele,que em 1977,o Borussia,chegaria a final da Taça dos Campeões,perdida para o Liverpool,de Kevin Keegan por 3-1.Os anos 90,assistem ao declinio de vários clubes alemães,,como o Eintracht Frankfurt,Colonia,e o próprio Borussia.Com uma profunda crise,vão para a II divisão.Em 1995,com 1 golo de Effenberg,o Borussia conquista a Taça da Alemanha,atenuando 1 pouco este sofrimento.Apesar de tudo,o Borussia Monchengladbach terminou a decada,como apenas uma sobra do que fora antes.
Já há muito que ando para escrever algo dedicado ao Varzim FC, colectividade a quem o adepto mais conhecedor se refere como "Lobos do Mar".
Fundado no dia de Natal de 1915, os alvi-negros cedo se apressaram a construir uma rivalidade nauseabunda com o vizinho Rio Ave . Rezam as crónicas que as gentes da Póvoa nutrem um ódio visceral aos vilacondenses, algo que faz o Barcelona - Real Madrid após o Verão quente de2000, parecer um velhinho Tom&Jerry.

Jogadores Marcantes
O grande guardião poveiro da década de 80. Após Saltilho tornou-se suplente de António Jesus na selecção nacional. Realce para a mítica exibição no Giusepe Meaza, ante a Itália de Viali, Mancini,Baresi, Gianinni e Cª, em partida a contar para a fase de qualificação para o Euro88. Aos 70 minutos e com o resultado em 1-0 para os transalpinos, Julio Cernadas Pereira (JUCA) decidiu lançar o experiente Lúcio às feras azurras .Ficou 3-0.

André, jogador raçudo foi a referênia do meio campo dos poveiros na 1ª metade dos anos 80. Aos 27 anos dá o salto qualitativo, ingressando no plantel do nosso Porto, época 85-86. Conhecido pelo seu inegável talento para distribuir lenha, cedo se impôs nos dragões, sendo campeão europeu 1 ano mais tarde, sob a batuta de Artur Jorge de Melo Braga Teixeira.
Ao longo dos anos foi cimentando uma relação de irmandande para com os árbitros, não hesitando em manda-los para o outro lado sempre que fosse necessário.
Retirou-se em 94-95 com 35 anos, após a conquista do 1º título do "penta".

Nos anos 80, Adão era uma espécie de Maradona dos pobres. Da Póvoa partiu para Guimarães e mais tarde para o Penafiel de Djão, Amâncio, Cesar e Elias. Dono de um petardo e de um domínio de bola de se lhe tirar o chapéu, haveria de ser escolhido o nº. 10 da selecção nacional no já focado pós Saltilho.
Ao lado de Nascimento, António Frasco, Jaime das Merces e por vezes Carvalho formou aquele que é considerado como o pior meio campo apresentado por um seleccionador nacional.

Rui Barros, foi outro "varzinista" que haveria de dar o salto para o nosso Porto (1988). Ainda com as cores dos lobos do mar, estreou-se com internacional A, naquele célebre empate a 2 bolas na pérola do Atlântico, ante a sempre complicada selecção de Malta. Conhecido por falhar golos impossíveis, foi nuclear na conquista da super taça europeia e taça intercontinental.
Das Antas partiu para Turim. Passou igualmente por Mónaco e Marselha, regressando em 94 ao Porto.

Jamais o nosso futebol conheceu uma dupla de centrais tão dominadora como a composta por Baltemar Brito e Washington Dias Alves. Altos, feios, toscos e com bigode, Brito e Washington personificavam o protótipo do jogador dos anos 80.
Fortes no jogo aéreo, mas lentos duros de rins não hesitavam em recorrer à falta para travar os virtuosos avançados contrários. Ainda hoje relembro com saudade os 6-1 "enfardados" no Municipal de Chaves, com um búlgaro de azul grenã vestido e de nome Radi, a manietar por completo estas duas autenticas "torres génias".

Pérolas Africanas
Os anos 80 foram marcados por uma invasão de craques oriundos do continente negro, nos nossos relvados. Quem não se lembra da tripla zairense do Vitória de Guimarães constituída porBasaúla Lemba, N'Dinga e N'Kama. Atentos às pérolas africanas, os poveiros resgataram os serviços da dupla angolana Vata Vatanu Garcia e de Lufemba, nucleares no brilhante 7º lugar conquistado em 1986-87. 2 anos mais tarde Vata espalhava o perfume do seu futebol na Luz, chegando a vencer a bola de prata com 16 (?!!?!) tentos. Em 1990 apontou o golo carimbou opassaporte dos encarnados para a final da taça dos campeões europeus. Quanto a Lufemba eclipsou-se. Mais tarde tentou a sorte no Desportivo de Chaves, mas sem sucesso.

A Melhor Classificação de Sempre

Foto da mítica equipa do Varzim FC (1978/79) que conquistou o 5º lugar no campeonato da 1ª divisão nacional.

E é tudo carísismos. Poderiamos e deveriamos falar da cavalgada dos Poveiros rumo à divisão de honra na época 2003-04, contudo Luis Filipe Hipólito dos Reis Pedrosa Campos, ameaçou processar este blog caso o seu bom nome fosse uma vez mais difamado. Esteja descansado mister Campos, relatar o mal que fez às gentes da Póvoa. Não vamos igualmente recordar a derrota em casa contra a Académica por 0-3 nem penultima jornada. Nem o maldito empate a 2 bolas em Ponta Delgada que ditou a descida de Açoreanos e Poveiros.