on Monday, February 13, 2006
A Malta da Tropa que Curte Bola decide juntar-se aos festejos do dia dos namorados, prestando um importante serviço a todos aqueles "baladeiros" que por infortúneo passarão esta data sozinhos.
Para inverter a situação presenteio-vos com o célebre engate da tropa.
a) Primeiro encontro
Como é de conhecimento geral, o 1º encontro assume importância nuclear para o futuro da relação. Temos que causar boa impressão. O membro da tropa deverá alternar momentos atenciosos, com outros de desprezo roçando o nauseabundo, nunca dando a entender a sua carência.
Muito importante frases do tipo: "É incrível como as pessoas hoje em dia só pensam em sexo... eu prefiro uma boa conversa e uma amizade sólida". É o apelar para o nosso lado sensível tão apreciado pelo público feminino.
No caso de estar a dar futebol na TV do bar a rapariga deverá ficar sentada de costas para o aparelho e rapaz de frente. Sempre que ela atenda o telemóvel ou procure algo na carteira, o elemento masculino aproveita e espreita o resultado. Tudo deverá ser feito discretamente, sob pena de se perderem pontos importantes.
o final do encontro, deveremos frisar que foi uma noite extremamente agradável e deixar uma porta aberta para uma próxima vez.
Apesar de estar com uma vontade desmedida para ter relações sexuais logo na 1ª noite, o membro da tropa deve-se controlar e despedir-se com 2 beijos na face.

b) 2ª Encontro
A 2ª vez costuma ser o dia de jantar e/ ou cinema.Neste caso, a estratégia assume contornos de genialidade caso o horário do cinema coincida com o jogo de futebol do clube do coração. Ela irá dizer: "Podíamos ter marcado para outra altura, afinal joga o Benfica e eu sei que tu gostas muito de ver o Benfica". O abnegado membro da tropa deverá retorquir com um: "Não tem importância, prefiro estar contigo." (imperativo pedir á mãe ou ai pai para gravar o jogo,afinal de contas estamos fechados no cinema e não sabemos o resultado).
Uma estratégia fantástica que permitirá ao futebol ser parte integrante no futuro da relação.
No 2º encontro deve-se adoptar uma estratégia mais activa, galanteadora, começando a surgir elogios do tipo: "A beleza em ti flui como um drible do Cristiano Ronaldo!" ou"Tu ofuscas um centro em trivela do Ricardo Quaresma"!
Na despedida deve-se uma vez mais controlar o ímpeto, contudo os beijos na cara terão uma duração de 4 segundos cada, sendo seguidos de um beijo na testa.

c) 3º Encontro
A cortejada deverá ser convidada para um jantar romântico à luz das velas, na casa do cortejador (ou dos pais, caso eles estejam fora), seguido da visualização de um DVD no plasma da sala (se nãotiveres plasma pede emprestado ou aluga).
O jantar deverá sem confeccionado pelo elemento da tropa, ou pelo menos ela deverá pensar que sim. Quando a dama chegar, o homem deverá apresentar-se de avental e de facalhão empunho dando a entender tratar-se de um excelente cozinheiro As panelas deverão conter somente água.
Enquanto a "babe"aguarda na sala, o homem deve sprintar até ao restaurante mais próximo e comprar a refeição.A quando da visualização do filme, começarão os avanços com toques suaves no cabelo e aproximações, ou qui ça simular uma lesão com o intuíto de receber umas massagens. Uma vez mais o futebol poderá ser um alibi perfeito.
A determinada altura os 2 sujeitos deverão encontra-senuma extremidade do sofá, ficando 3/4 do mesmo vazios.
Um beijo na cara e o parar a 2 cms dos seus lábios... instintivamente ela afasta-se, devendo o baladeiro acompanhar o seu movimento. Se ela der nega (o que é improvável), não é caso para desesperar afinal há gajas que se gostam de fazer difíceis.


d) Pós 3º Encontro
Após a 1ª curte, queca, ou lá o que lhe quisermos chamar, o leitor deverá ter em linha de conta o que pretende para o futuro.
No caso de não se querer nada sério, devemos sempre refugiar-nos em autênticas pérolas do "corte", as quais passaremos a citar:
- Não quero namorar, porque não me sinto preparado;
- Acabei de sair de uma relação e estou frágil, vamos deixar as coisas rolar;
- Não tenho tempo, estou com muito trabalho lá na empresa, saio sempre muito tarde, logo não te poderei dar a atenção que mereces;
- Tenho que estudar para os exames;
- Ainda não esqueci a minha ex-namorada.

E pronto pessoal foi uma posta diferente mas cheia de significado. Agora é ir altura e aplicar os "ensinamentos" do tio Cavra. É caso para dizer: "Vamos a elas, rapaziada, Vamos a elas que isso agora é o queestá a dar, Vamos a elas...
on Saturday, February 11, 2006

Terminou ontem a mais importante competição a nível de selecções do continente africano.
O anfitrião Egipto venceu "o caneco" pela 5ª vez no seu historial, graças à vitória nas grandes penalidades por 4-2 (0-0 após prolongamento) sobre a Costa do Marfim de Didier Drogba.
Coube a Abo Treka a conversão do castigo decisivo, levando ao rubro os milhares de egípcios que esgotavam o magnífico Estádio do Cairo.
Com este triunfo os Faroós sucederam à Tunisia e suplantam Camarões e Gana com 4 vitórias cada.
Ahmed Hassan (Egipto) e El Hadary (Egipto) foram eleitos melhor jogador e melhor guarda redes do torneio respectivamente.
Quanto aos mundialistas, Angola e Togo confirmaram serem selecções débeis a quem não agouramos grande futuro no Alemanha 2006. O Gana também fez uma CAN fraca, contudo não pode contar com esse grande jogador que é o "chelsie" Essien.
Tunísia a Costa do Marfim mostrarem ser equipas bem estruturadas que poderão causar incómodo aos rivais no futuro Mundial.
Pela negativa a competição fica marcada por sobretudo 2 aspectos:
- a "birra" de Mido, a quando da sua substituição por Zaki no jogo das meias finais ante o Senegal.
- o acto monstruoso da federação do Congo ao ocultar a Luah Luah durante 3 semanas a morte da sua filha. Algo lamentável que condenamos.
Uma palavra para Artur Jorge de Melo Braga Teixeira que levou os seus Camarões aos 4ºs de final da competição tendo caído nas grandes penalidades ante a Costa do Marfim. Com Eto'o em grande forma, os "leões indomáveis" poderiam ter ido mais longe! Foi pena!
Para finalisar demonstramos a nossa inquietação pela não utilização de Pedro Manuel Torres, vulgarmente conhecido por Mantorras. Como é possível uma selecção com o nível de Angola dar-se ao luxo (Gonzallez) de deixar um jogador que actua num dos chamados 3 grandes de Portugal no banco de suplentes?! Quem são Fávio e Akwá?!

PS: Não percam brevemente neste blog a análise de todos os mundiais de futebol. Desde o Uruguai 1930 até esse grande evento da pos modernidade futebolistica que foi o Coreia-Japão 2002.
on Wednesday, February 8, 2006
A Malta da Tropa que Curte Bola tem o prazer de homenagear essa "mui nobre"colectividade desportiva que dá pelo nome de União de Tomar.
Um muito obrigado à rapaziada do blog local pela disponibilização da foto que decora o presente post. Trata-se de promoção e não plágio... afinal nós, membros da Tropa somos quase 17mil, mais doque 5 estádios Engº Rui Alves na Choupana, completamente cheios comos adeptos histéricos a gritar: "Naceonale! Naceonale! Olé, Naceonale olé!".
Realce na foto da mítica equipa de 1977 para a presença do "rei" (ou panteranegra) Eusébio da Silva Ferreira e para a pequena "gazua" Simões (capitão). De salientar também o 2º jogador em cima a contar da direita, alguém cujasparecenças com Carlitos, actual extremo direito do Gil Vicente, são bemvincadas. Possivelmente um tio, ou um primo!Viva Tomar! Viva a União! Felicidades para 2006.
on Monday, February 6, 2006
Os Pittsburgh Steelers venceram na noite passada o Super Bowl XL, ao derrotarem os Seattle Seahawks por 21-10, no Ford Field, em Detroit, perante 68206 espectadores, num jogo marcado por vários recordes. Com esta vitória, os Steelers igualaram a marca de cinco triunfos no jogo decisivo anteriormente alcançada pelos Dallas Cowboys e pelos San Francisco 49ers. Os títulos anteriores da equipa de Pittsburgh tinham sido alcançados em 1974, 1975, 1978 e 1979. Foi o primeiro título para Bill Cowher, que está há 14 anos no comando da equipa, sendo o treinador há mais tempo no mesmo clube. O triunfo no Super Bowl deste ano veio compensar a derrota sofrida em 1995, frente aos Dallas Cowboys.

Os Seahawks tinham algum favoritismo, pois foram a melhor equipa da NFC na fase regular, com 13 vitórias e 3 derrotas. Nos playoffs venceram em casa dois adversários inferiores, os Washington Redskins (6ª melhor equipa da NFC) e os Carolina Panthers (5ª). Para além disso, Seattle teve o melhor ataque de toda a NFL, com uma média de 28 pontos por jogo. Épica foi a caminhada dos Steelers. À 12ª jornada da fase regular tinham apenas 7 vitórias contra 5 derrotas. Mas quatro vitórias nos últimos quatro jogos permitiram a Pittsburgh terminar em 5º lugar na AFC. Muito à custa da defesa, a 3ª melhor da NFL, com uma média de 16 pontos consentidos. Nos playoffs, a odisseia continuou. Vitórias fora contra Cincinnati Bengals (4º classificado na conferência), Indianapolis Colts (1º) e Denver Broncos (2º) permitiram a presença em mais um Super Bowl, 10 anos depois.

Seahawks melhor no início, Steelers riem no fim

Seattle começou bem melhor o jogo, conseguindo maior progressão no terreno. E chegou mesmo ao touchdown, a 2:08 do fim do primeiro quarto. No entanto, a equipa de arbitragem decidiu anular a jogada por alegada falta do autor do ensaio sobre o defesa que o marcava. Foi uma decisão controversa. Mas os Seahawks continuavam a dominar e abriram o marcador com 0:22 por jogar, através de um field goal transformado por Josh Brown, a 47 jardas da baliza. Com 3-0 chegou-se ao fim do primeiro quarto.

No segundo período a tendência do jogo continuou, muito por culpa do nervosismo do jovem quarterback dos Steelers, Ben Roethlisberger, que permitiu uma intercepção a um seu passe a 10:19 do fim. Mas a defesa de Pittsburgh ia-se portando bem e, quando o intervalo se aproximava, a equipa do leste dos EUA conseguiu ganhar terreno a sério pela primeira vez, chegando ao touchdown. O ensaio foi concretizado pelo próprio quarterback, Roethlisberger, após uma corrida de 1 jarda, a 1:55 do fim. Foi mais um lance polémico, pois a equipa de Seattle considerou que a bola não tinha passado a linha de golo. O árbitro recorreu então às câmaras de televisão e acabou por validar o touchdown. Os Seahawks ainda podiam ter reduzido antes do intervalo, mas, a 0:07 do fim, Josh Brown falhou um field goal de 54 jardas. Com 7-3 foram então os Steelers em vantagem para o balneário.

Se a primeira parte tinha acabado mal para Seattle, a segunda começou da mesma forma. Logo na primeira jogada, a 14:38 do fim do terceiro período, Willie Parker fez o segundo touchdown para os Steelers, após uma espantosa corrida de 75 jardas, estabelecendo um novo recorde no Super Bowl. 14-3 para Pittsburgh. Seattle continuava com dificuldades em se aproximar da linha de golo contrária e voltou a ter que apostar num field goal. Mas, mais uma vez, Josh Brown falhou, agora a 50 jardas da baliza. Faltavam 11:45 para o final do terceiro quarto. Nos Steelers, Roethlisberger continuava desinspirado e permitiu nova intercepção a 7:52 do fim. Kelly Herndon interceptou o passe e correu 76 jardas com a bola, batendo mais um recorde no Super Bowl. Os Seahawks aproveitaram a desorientação momentânea do adversário e conseguiram o seu primeiro e único touchdown. A 6:45 do fim, Jerramy Stevens aproveitou um passe de 16 jardas do quarterback Matt Hasselbeck e concretizou. Com 14-10 para Pittsburgh chegou ao fim o terceiro período.

No último período tudo se resolveu no espaço de cerca de dois minutos. A 10:54 do fim, Hasselbeck permitiu pela primeira vez que um passe seu fosse interceptado. A 8:56 do final, os Steelers concretizaram o seu terceiro touchdown, na jogada mais bonita do encontro. O quarterback, Roethlisberger, colocou a bola em mão em Willie Parker, que fez um passe lateral da esquerda para a direita para Antwaan Randle El, que, por sua vez, fez um magnífico passe de 43 jardas para Hines Ward concretizar. Ironicamente, no único touchdown dos Steelers conseguido através de um passe, este não foi da autoria do quarterback, mas sim de um wide receiver, jogador que normalmente tem como função receber passes e não realizá-los. Mas o futebol americano é um jogo de alta estratégia e a verdade é que Seattle foi completamente surpreendido pela jogada. Até final do encontro, a defesa dos Steelers foi de aço e não mais permitiu a aproximação dos Seahawks à sua linha de golo. 21-10 foi o resultado final.

Hines Ward foi o MVP

O wide receiver Hines Ward, de 29 anos e com 8 de experiência na NFL, foi eleito o MVP (jogador mais valioso) da edição deste ano do Super Bowl. Ao contrário do que acontece muitas vezes no futebol de 11, no futebol americano esta eleição é realizada com bases estatísticas, logo difícil de ser questionada. As 5 recepções de bola, 123 jardas ganhas e 1 touchdown concretizado convenceram o júri da qualidade da prestação de Ward.

Um jogador que costuma ser decisivo num jogo de futebol americano, nomeadamente no Super Bowl, é o quarterback. Desta vez isso não aconteceu, e o quarterback de Seattle até esteve melhor que o oponente. Matt Hasselbeck completou 26 das 49 tentativas de passe (53,06%), num total de 273 jardas. Fez um passe para touchdown e permitiu apenas uma intercepção. Já Ben Roethlisberger completou apenas 9 passes em 21 (42,85%), num total de 123 jardas, não assistindo para nenhum touchdown e permitindo duas intercepções. O único passe de Pittsburgh para touchdown foi, como já se disse, feito pelo wide receiver Randle El. Mas Roethlisberger fica na história do Super Bowl. Por um lado, concretizou o primeiro touchdown da sua equipa, embora tenha apenas corrido uma jarda. Por outro lado, aos 23 anos, tornou-se no quarterback mais jovem de sempre a vencer a grande final.

A grande decepção do Super Bowl foi o running back Shaun Alexander, dos Seattle Seahawks. Alexander bateu este ano o recorde de touchdowns alcançados na fase regular da NFL, com a impressionante marca de 28. No entanto, passou ao lado do jogo em Detroit, ganhando apenas 95 jardas em 20 tentativas de corrida com a bola.

A nível colectivo, Seattle dominou alguns items do jogo, mas insuficientes para o ganhar. Conseguiu mais first downs (10 jardas ganhas por jogada) que o adversário (20 contra 14), mais jardas ganhas (396 contra 339), mais posse de bola (33:02 contra 26:58) e menos intercepções concedidas (1 contra 2). Mas os Seahawks foram muito prejudicados pelas faltas que cometeram, sofrendo demasiadas penalizações (7, num total de 70 jardas, para apenas 3, num total de 20 jardas, dos Steelers). E Pittsburgh teve ainda vantagem naquilo que mais interessava, ao concretizar 3 touchdowns, contra 1 do rival.

A NFL vai agora sofrer uma paragem de sete meses, até Setembro. Entre Março e Maio disputa-se a NFL Europe, com cinco equipas alemãs e uma holandesa. Esta prova tem dois objectivos: Promover o futebol americano na Europa e permitir que as equipas da NFL coloquem alguns dos seus jogadores mais jovens a rodar nas equipas europeias. Mais para a frente, provavelmente, falarei nesta prova.
on Sunday, February 5, 2006
É com desmedido orgulho e visivelmente emocionados que efectuamos o "batismo" do tenis no nosso espaço da blogosfera.
2006 será o ano em que faremos a cobertura dos 4 torneios do Grand-Slam e do Masters.
1 semana após o seu terminus, fazemos o rescaldo (breve) sobre o sucedido no Open da Austrália. A terra dos Cangurus, Dingos e Koalas, assistiu ao regresso da ex-nº1 mundial, Martina Hinguins.
Após 3 anos de ausência, a prestação da suiça saldou-se pela presença nos quartos de final (derrota frente a Kim Clisters) e pela vitória na variante de pares senhoras.
O título de singulares feminos foi (muito por culpa da borra monumental da belga Justine Henin-Hardenne) para Amelie Mauresmo, a francesa que nunca havia vencido um torneio do Grand-Slam.
Quebrado o enguiço, Amelie poderá confirmar a sua enorme capacidade já nos internacionais de França, no mítico pó de tijolo de Roland Garros.
No quadro masculino realce para o cipriota Marcos Baghdatis que com um tenis de alta qualidade atingiu a final, fazendo parar o pequeno país onde Daniel Kenedy, Ricardo Fernandes e Marco Paiva espalham o perfume do seu futebol.
A vitória coube a Roger Federer, o suiço que tem dominado a modalidade nos últimos anos. O nº1 mundial venceu o seu 7º Grand-Slam, encontrando-se a meio caminho do record de Pete Sampras.
Para concluir fazemos, como é imperativo, alusão á prestação da russa Maria Sharapova, que se quedou infelizmente pelas meias finais.
Até breve amantes do tenis, vemo-nos em Paris.
Au Revoir
on Friday, February 3, 2006
Realiza-se este domingo, dia 5 de Fevereiro, o Super Bowl XL, isto é, a 40ª edição da final do campeonato dos EUA de futebol americano. Para mim, se não existisse o futebol de 11, este seria, sem dúvida, o maior espectáculo desportivo do Mundo. A grande final realiza-se este ano em Detroit e tem início às 18h00 locais (23h00 em Portugal, felizmente com transmissão na SportTV) e opõe os Pittsburgh Steelers aos Seattle Seahawks.

Modo de funcionamento

A National Football League (NFL), tal como acontece nas outras modalidades mais populares nos EUA (basquetebol, basebol, hóquei no gelo e até futebol), é uma liga profissional fechada, sem subidas nem descidas de divisão. Actualmente, a NFL é constituída por 32 equipas, divididas em duas conferências, a American Football Conference (AFC) e a National Football Conference (NFC), com 16 equipas cada. Cada conferência está ainda dividida em quatro divisões (Norte, Sul, Este e Oeste), com 4 equipas cada.

Ao contrário do que acontece nas outras modalidades, disputam-se poucos jogos em cada época de futebol americano, que dura sensivelmente cinco meses (entre Setembro e Janeiro). Enquanto no basquetebol e no hóquei no gelo a fase regular tem 82 jogos e no basebol 162, no futebol americano cada equipa realiza apenas 16 jogos, oito em casa e oito fora. O esquema é o seguinte: seis jogos contra as equipas da mesma divisão, mais seis contra equipas da mesma conferência, mas de divisões diferentes, mais quatro contra equipas da outra conferência. Cada conferência apura seis equipas para os playoffs: os quatro vencedores de cada divisão, mais as duas equipas melhor classificadas a seguir.

Os playoffs realizam-se em apenas um jogo, ao contrário do que acontece nas outras modalidades, que se decidem à melhor de cinco ou de sete. Primeiro realizam-se os Wild Cards, uma pré-eliminatória entre as equipas classificadas entre o 3º e o 6º lugares da fase regular. Depois vêm as meias-finais de conferência, onde entram as duas melhores equipas da primeira fase. A seguir disputam-se as finais de conferência. De referir que os jogos são sempre disputados no terreno da equipa melhor classificada na primeira fase. Por fim, o desejado Super Bowl, disputado em campo neutro e que decide qual a melhor equipa do Mundo de futebol americano (ao contrário do que possam pensar, o futebol americano já tem alguma implantação na Europa, existindo vários campeonatos nacionais e até uma Liga dos Campeões e uma espécie de Taça UEFA, para além de uma filial da NFL, chamada NFL Europe).

Um histórico e um novato

A final deste ano opõe duas equipas com historiais distintos na competição. Os Seattle Seahawks, fundados em 1974, chegam pela primeira vez à grande final, depois de uma época soberba. Já os Pittsburgh Steelers têm um palmarés muito rico, com quatro títulos de campeão (1974, 1975, 1978 e 1979) e uma final perdida (1995). Pelo que me tenho apercebido, os americanos, na sua maioria, não estão a torcer pelo menos cotado, claramente os Seahawks. Isto porque os de Seattle são vistos como “engenheiros informáticos”, enquanto Pittsburgh é a equipa dos “operários metalúrgicos”.

Apesar da desvantagem histórica, a equipa de Seattle é considerada favorita para esta final. Na fase regular, os Seahawks foram a melhor equipa da NFC, com 13 vitórias e 3 derrotas. Além disso, conseguiram o melhor ataque de toda a NFL, com 452 pontos marcados (média de mais de 28 por jogo). Nos playoffs, Seattle, beneficiando sempre do factor casa, eliminou convincentemente os Washington Redskins (20-10) e os Carolina Panthers (34-14).

Já Pittsburgh teve uma caminhada mais complicada até ao jogo decisivo. Os Steelers foram apenas a quinta melhor equipa da AFC, na fase regular, com 11 vitórias e 5 derrotas. O seu ponto forte é a defesa, que, com 258 pontos consentidos (cerca de 16 pontos por jogo), foi a terceira melhor de toda a NFL. Nos playoffs, os Steelers, sempre jogando fora de casa, deixaram pelo caminho os Cincinatti Bengals (31-17), os Indianapolis Colts (21-18) e os Denver Broncos (34-17).

Jogo de contacto e estratégia

Para quem vê um jogo de futebol americano pela primeira vez, e mesmo em comparação com o seu primo râguebi, a ideia mais forte é: “Que raio, este jogo está sempre parado?!”. Não deixa de ter razão, até pelo que se vê na duração do jogo. Cada jogo de futebol americano tem uma duração de 60 minutos, divididos em quatro períodos de 15. No entanto, entre o apito inicial e o final nunca passam menos de três horas.

Tal como no “nosso”, cada equipa de futebol americano é formada por 11 jogadores. No entanto, cada plantel possui normalmente mais de 70 jogadores e para cada jogo são convocados cerca de 50. Para além disso, o staff técnico é composto por cerca de 20 treinadores. Isto explica-se pelo grau de especialização que este desporto exige. Cada jogador raramente desempenha mais de uma posição e para cada posição existe um treinador especializado.

Existem três sectores diferentes numa equipa de futebol americano: Ataque, defesa e equipas especiais.

Ataque: Existem onze posições, mas normalmente, numa jogada, apenas 3 jogadores tocam na bola. O “center” é quem, por entre as pernas, coloca a bola no “quarteback”. Este, por sua vez, tem que colocar a bola num dos seus colegas, para concluir a jogada ou, no mínimo, conquistar terreno. Os “wide receivers” e os “running backs” são, normalmente, quem tem a obrigação de concluir as jogadas. Os primeiros começam a correr sem bola e têm de conseguir recebê-la à distância, enquanto os segundos recebem a bola em mão do “quarterback” e têm depois de furar a defesa contrária. Por vezes é o próprio “quarterback” que tenta progredir com a bola na mão. Cada equipa possui centenas de jogadas de ataque planeadas e a todo o momento os treinadores decidem qual a melhor a utilizar em determinada situação.

Defesa: Tem como função impedir que o ataque contrário progrida no terreno, através de bloqueios. Tenta também provocar erros no ataque contrário, de forma a voltar a ter a posse de bola e, por vezes, a conseguir pontos em contra-ataque.

Equipas especiais: São os que jogam ao pé. Existem os “kickers”, que têm como objectivo concretizar pontos colocando a bola por entre os postes contrários, e os “punters”, que têm como função chutar a bola o mais longe possível, para que o adversário inicie então o seu ataque longe da linha de golo da equipa que defende.

Algumas regras

O campo de futebol americano tem 120 jardas (110 metros) de comprimento e 53,67 jardas (49 metros) de largura. O campo propriamente dito tem 100 jardas de comprimento, sendo que para lá de cada linha de golo existem mais 10 jardas. Atrás de cada linha de golo existe uma “baliza”, com uma barra horizontal a 10 pés do chão e dois postes separados por 18,5 pés (não sei quanto é isto em metros). O campo está dividido em várias linhas, dando um aspecto de grelha. A linha do meio-campo marca 50 jardas e as restantes vão marcado de 10 em 10 jardas, nas duas direcções, até às linhas de golo.

Em cada jogada de ataque uma equipa tem de progredir, no mínimo, 10 jardas. Para isso dispõe de quatro tentativas (chamadas de “downs”). De cada vez que uma equipa progride 10 ou mais jardas, tudo começa de novo, no local onde a última jogada acabou (a não ser que essa jogada tenha terminado em “touchdown”). Se ao fim dos quatro “downs” a equipa não tiver avançado essas 10 jardas, a bola passa para o adversário. Em cada jogada ofensiva, uma equipa pode fazer apenas um passe para a frente. Passes para o lado e para trás são ilimitados (mas bastante raros). Existem ainda vários tipos de faltas, que são, normalmente, punidas com jardas de penalização.

Quanto à pontuação, existem três tipos:

Touchdown: É a jogada máxima do futebol americano, corresponde ao ensaio no râguebi. Acontece quando um jogador atravessa a linha de golo contrária com a bola na mão ou quando a recebe estando para lá dessa linha de golo. O “touchdown” vale 6 pontos. Segue-se um pontapé de transformação, que vale 1 ponto. As equipas podem optar, em vez do pontapé, por jogar à mão, como num “touchdown”. Essa jogada vale 2 pontos, mas é mais arriscada, pelo que só é usada em casos de desespero.

Field Goal: Acontece quando o “kicker” coloca a bola entre os postes contrários, com um pontapé. Vale 3 pontos. É normalmente utilizada quando a equipa que ataca chega ao 4º “down” e sabe que, se arriscar jogar à mão, pode perder a posse de bola. Se estiver a uma distância não muito grande dos postes contrários, opta pelo pontapé. “Mais vale um pássaro na mão...”

Safety: É muito raro e pode dizer-se que é o “autogolo” do futebol americano. Acontece quando um jogador da equipa que defende é bloqueado para lá da sua própria linha de golo ou quando deixa cair a bola nessa mesma zona. Essas “fífias” valem 2 pontos para a equipa que ataca.

Agora é só esperar pelas 23h00 de domingo para se assistir ao maior espectáculo do desporto norte-americano. Se, entretanto, o Sporting tiver derrotado o Nacional e o Benfica perdido pontos em Leiria, melhor será a disposição para assistir ao mágico Super Bowl.
on Thursday, February 2, 2006
Após derrotar Leo Spinks, tornando-se pela 3ª vez campeão mundial de pesados, Muhammad Ali retirou-se em Junho de 1979, deixando o título livre.
No desporto é importante escolher o timing exacto para sair e Ali parecia ter encontrado a altura exacta. Errado! A ambição levou-o a desafiar o antigo colega de treinos Larry Holmes, numa tentativa de tentar conquistar o título mundial pela 4ª vez.
O combate, promovido como "The Last Hurrah" realizou-se a 2 de Outubro de 1980.
Ali perdeu por KO técnico no 11º assalto, quando Bill Dundie (seu "corner man") se recusou a deixa-lo voltar para o próximo round.
O evento foi encarado com alguma descrença por parte de fãs e entendidos, uma vez que estavamos na presença de um Ali já bastante debilitado. Holmes admitiu, anos mais tarde, que apesar de ter dominado por completo o combate, retraiu os golpes em sinal de respeito pelo seu ídolo e antigo empregador.
Apesar da devastadora derrota e relatório clínico nada animador, Ali decididiu combater 1 vez mais. Foi a 11 de Outubro de 1981 que Ali enfrentou o futuro campeão mundial Trevor Berbick (27 anos), num combate realizado em Nassau, que ficaria conhecido como"The Drama in Bahamas". Também aqui o evento não despertou grande interesse, uma vez que Ali era visto como um pugilista decadente. Apesar do seu desempenho ter sido melhor do que contra Holmes, Ali perdeu por decisão unânime ao fim de 10 assaltos, contra um adversário 12 anos mais jovem.
Foi o último combate na carreira daquele que é tido como o maior pugilista de todos os tempos. Para trás ficaram 56 vitórias (37KO's) e 5 derrotas (2 delas perfeitamente evitáveis).
Polémico, arrogante, divertido, ... Ali foi igualmente o homem que um dia desafiou o governo do país mais poderoso do Mundo ao recusar-se combater no Vietname por uma causa que não acreditava.
Um verdadeiro senhor dentro e fora do ringue.