on Wednesday, January 18, 2006
Em 1992, os atletas profissionais da NBA foram autorizados pela 1ª vez aparticipar nos Jogos Olímpicos.Chuck Daley e Lenny Wilkins, escalaram para Barcelona: Michael Jordan (Chicago Bulls), Magic Jonshon (LA Lakers), John Stockton (Utah Jazz), Clyde Drexler (Portland Trail Blazers), Larry Bird (Boston Celtics), Scottie Pipen (Chicago Bulls), Chris Mullin (Golden State Warriors), Karl Malone (Utah Jazz), Charles Barkley (Phoenix Suns), Christian Laetner(Universidade de Duke), David Robinson (San António Spurs) e Patrick Ewing (Ney York Knicks).
Nunca antes um grupo tão forte de jogadores havia sido reunido. Nascia o DreamTeam!
Sem surpresa, as vitórias sucederam-se:
- USA 116 Angola 48
- USA 103 Croatia 70
- USA 111 Germany 68
- USA 127 Brazil 83
- USA 122 Spain 81
- USA 115 Puerto Rico 77

Realce para a humilhação inflingida a Angola e para o encontro das estrelas daNBA com o brasileiro Oscar Smith, o melhor maior da história das olimpíadas.
Demonstrando profissionalismo e vontade de vencer incríveis, os galácticos (estes sim!) chegaram facilmente às meias finais, onde arrasaram a Lituânia de Arvidas Sabonis e Marchoulionis por 127-76.
Na final, novo embate contra a Croácia de Drazen Petrovic, Dino Radja, Dzarko Paspalj, Bodiroga, Vrankovic e Tony Kukoc, a quem já haviam derrotado na fase de grupos.
Com 10 minutos de jogo, o impensável aconteceu quando Tony Kukoc com um triplo passou croatas para a frente do marcador.
Liderados por Michael Jordan os Estados Unidos haveriam de vencer por 117-85, conquistando o ouro olímpico, com toda a justiça.
Qualquer equipa teria tombado ante aquela Croácia, contudo os Estados Unidos de 92 não eram equipa! Eram algo assombroso!
on Sunday, January 15, 2006
Verão de 1960, Floyd Patterson era o campeão Mundial de pesos pesados. SonnyListon arrasava a concorrência e afigurava-se como a sua principal ameaça. EmRoma, nos Jogos Olímpicos, Cassius Clay vencia a medalha de ouro.
Cris D'Amato, manager de Patterson, recusava-se a aceitar o desafio de Sonny Liston, alegando o seu passado negligente.
Em 1962, Patterson cedeu finalmente à pressão dos média e aceitou o combater Liston. Sem grande surpresa o campeão tombou no 1º round. Na desforra, meses mais tarde, Patterson teve a consolação de se aguentar mais alguns segundos.
Sonny Liston era então um campeão invicto a quem se previa um longo reinado.
Entretanto, Cassius Clay, iniciava a sua carreira como profissional. No primeiro combate em 1960, venceu por decisão e após 6 assaltos Tunney Hunsaker, chefe da Polí­cia de Fayetteville (West Virgí­nia). Entre 1960 e 1963, o jovem pugilista permaneceu invicto alcançaando um score de19 vitórias e 0 derrotas. Entre as ví­timas destacam-se Lamar Clark (havia vencido os seus 40 combates anteriores por KO), Sonny Banks (apesar da derrota chegou a levar Clay ao tapete) e Archie Moore (uma lenda que havia vencido mais de 200 combates).
Clay tornou-se no candidato principal, ou number 1 contender como dizem os nossos amigos americanos, ao tí­tulo.
Liston foi um dos campeões mundiais mais poderosos da história do boxe, uma espécie de Mike Tyson dos anos 60. Poucos acreditavam ser possí­vel a Clay capturar o tí­tulo, chegando-se a afirmar que seria cruel deixar um rapaz bonito no ringue com um ex-presidiário. Perito em "mind games" Clay, apareceu em casa de Liston fazendo-se acompanhar de uma rede para caçar ursos! Na conferência de imprensa de antevisão do combate Clay disse: "I'll float like a butterfly, sting like a bee" . If you wanna loose your money then beton Liston".
O combate realizou-se em 25/02/1964 em Miami Beach.
Nos rounds iniciais a velocidade de Cassius Clay manteve-o fora do alcance dos poderosos golpes de Liston. O campeão, parecia confuso ... e pior ficou no 3º assalto quando o candidato desferiu uma combinação fortí­ssima esquerda-direita que lhe abriu o sobrolho. O rosto de Liston tornou-se num mar vermelho, contudo Clay no round 4, foi cegado a uma substância desconhecida. Não se sabe se foi o sangue de Liston que entrou para os olhos do candidato, ou se foi algo colocado para estancar a hemorragia ou mesmo algo colocado nas luvas de campeão com intenções maléficas. Vamos pensar a bem do desporto que foi a 1ª hipótese.
De uma maneira incrí­vel, Clay enfrentou cego um dos mais terríveis pugilistas de sempre, durante mais de 1 round.
Recuperado, Cassius massacrou Liston no 6ª assalto. O campeão estava cansado o que era natural uma vez que os seus combates não duravam mais de 3 rounds tal era o seu poder.
No final do 7º assalto, Sonny Liston abandonou alegando que o seu ombro se havia deslocado. Muitos afirmam que foi a maneira que encontrou para evitar o KO.
Num dos momentos mais marcantes da história do desporto, Cassius Clay em completo estado de euforia, gritou bem alto: "Im the King of the World. IShook up the World!" Na desforra, Clay derrubou Liston logo ao primeiro assalto, provando que a sua vitória não havia sido acidental.
Para a semana não percam mais um post sobre as histórias do boxe, até breve.

Vejam o vídeo, vale mesmo a pena:
http://www.youtube.com/watch?v=-F6-SRdHpFs
on Friday, January 13, 2006
E a 1ª volta do campeonato já lá vai... Começa no sábado a 2ª volta da Liga BetandWin com o Belenenses a tentar recuperar pontos em casa contra um Sporting que se assume como candidato ao título e para isso tem de conquistar vitórias rapidamente, e com o Braga a receber o União de Leiria num jogo que coloca uma equipa que quer entrar no restrito grupo dos grandes contra um Leiria a querer continuar o bom trabalho que tem feito desde a entrada de Jorge Jesus.

A fase decisiva do campeonato tem início com o Porto isolado em 1º lugar, com 40 pontos, mais 6 que Benfica e Nacional, mais 8 que Braga e mais 10 que Sporting e Setúbal. Até ao fim da época ainda há muito para jogar, mas o Porto assume-se como a equipa mais coesa, com mais qualidade de jogo e com resultados visíveis. Não me parece que Nacional e Braga consigam manter o ritmo que demonstraram até agora, mas o futebol é algo de muito imprevisível. Benfica tem a (des)vantagem de jogar para a Champions League e todos nós sabemos o desgaste físico e emocional dos jogadores nesse tipo de competição, ainda para mais jogadores sem grande experiência a nível europeu. O Sporting, como já referi em outras ocasiões, passa, neste momento, uma fase de transição a todos os níveis: Desportivo, Administrativo e Financeiro. Acredito que possa continuar a progredir como equipa, pois é um colectivo bastante jovem mas com muita qualidade. A luta pelo título é assumida por Paulo Bento, mas numa época de transição como esta não sei se o clima de incerteza será benéfico para os jogadores.

Embora o mercado de transferências ainda não esteja fechado, acho oportuno, olhar também para as contratações de Inverno... Porto não fez grandes alterações, manteve o seu "núcleo duro", Anderson chegou ao Dragão e Jorge Costa rumou a Liége. Benfica reforçou-se, estranhamente, com dois jogadores para a mesma posição, Marco Ferreira e Manduca, para além da contratação do aclamado Laurent Robert, que é um bom jogador, mas na minha óptica é um foco de instabilidade no plantel pois é conflituoso e no campo não demonstra ser muito trabalhador, não ajudando em nada a defesa, ponto forte do clube da Luz, que, no entanto, reforçou esta vertente com José Fonte, um jovem formado no Sporting que provou ter qualidade nos últimos tempos no Vitória de Setúbal. O Sporting viu-se obrigado a recrutar Abel para o lado direito da defesa, devido à saída de Rogério, Caneira para o centro da defesa, ponto fraco do clube verde e branco, e Romagnoli, jovem argentino que mostrou nos escassos minutos que jogou contra o Vizela, ter alguma qualidade de jogo. As restantes equipas, talvez pelas suas condições financeiras, não fizeram grandes mudanças... De destacar os empréstimos ao Vitória de Setúbal de Hélio Roque e Varela, dois jovens que têm oportunidade de agora mostrar o seu valor. Braga voltou a poder contar com Wender que voltou em alta bisando contra o clube que paga o seu ordenado, e contratou um jogador asiático que ainda não tive a oportunidade de ver jogar.

Em termos individuais, penso que Jorge Luiz prova constantemente que é um grande jogador com as suas exibições fantásticas pelo Braga, André Pinto e Marcel revelaram-se como goleadores, Moretto não é o meu guardião preferido mas é o menos batido da Liga, Ricardo volta às boas exibições que não fazia desde o Bessa, Nani é a revelação, Nélson revelou-se um belo jogador que pode fazer indiferentemente duas posições na ala direita, Quaresma demonstra jornada após jornada que é um dos grandes jogadores do nosso país e tenho de destacar, por fim, não um só jogador, mas o colectivo do Vitória de Setúbal que mesmo nas condições mais adversas proporcionou aos seus adeptos o sonho de chegar ao topo.


Esperemos que esta última metade do campeonato decorra sem polémicas, o que é quase impossível, hoje em dia, e que haja bons jogos com golos e espectáculo. Afinal, queremos bom futebol! Que ganhe o melhor...

PS1: Soares Franco admitiu candidatar-se à presidência do Sporting e Chumbita Nunes à do Setúbal... Venha o diabo e escolha!

PS2: Numa semana, duas cenas de pancadaria nos treinos do Benfica... Alguma coisa se passa ou o Benfica está a apostar demasiado no boxe.

PS3: Convido os nossos leitores a visitarem o Cantinho da Tropa. Parece que depois de meses de esquecimento, os nossos colaboradores voltaram à carga com música, política, cinema, wrestling...

on Thursday, January 12, 2006
Se é verdade que grandes jogadores têm passado pelos três maiores clubes portugueses nos últimos 15 anos, não é menos real que, no mesmo período de tempo, Benfica, Sporting e FC Porto enfiaram barretes capazes de aquecer as cabeças a, digamos, um terço da população mundial (isto para não exagerar). Se para se ser adepto de um clube, mesmo de um grande, é preciso saber sofrer, não é menos verdade que, muitas vezes, é obrigatório ter um enorme sentido de humor. Só assim é possível não se ficar traumatizado ao ver certos e determinados indivíduos a envergar a camisola do nosso amado clube. Sem mais atrasos vou passar a divulgar aquelas que, na minha opinião, são as piores equipas possíveis e imaginárias dos três maiores clubes portugueses, nos últimos 15 anos. Sei que é uma tarefa complicadíssima, pois terei de cometer muitas injustiças, deixando de fora alguns “futebolistas” que nenhumas saudades deixaram aos adeptos. Tentarei fazer o meu melhor.

Sport Lisboa e Benfica

Onze de pesadelo: Bossio; Dudic, Simanic, Bermudez e Pesaresi; Taument, Jamir, Thomas e Leónidas; Pringle e Paulo Nunes.

Banco dos horrores: Pedro Roma, Rojas, Harkness, Paulão, Paulo Almeida, Mostovoi e Clóvis.

Desorientadores: Artur Jorge e Ivic.

Não foi tarefa leve, esta. Muitos e bons barretes aterraram na Luz, nos últimos anos. Podem perguntar como pude deixar de fora nomes mitológicos, como King, Paredão e Marcelo. Pois bem, optei por basear a minha escolha na expectativa. A verdade é que estes três “jogadores” vieram de clubes pequenos e não tinham grande nome. Por isso escolhi jogadores com (alegado) prestígio, que tenham vindo de clubes ou campeonatos fortes ou que tenham sido internacionais pelos seus países. OK, Pringle não encaixa em nenhuma destas exigências, mas há sempre excepções e ele merece esta distinção! Resolvi colocar Pedro Roma no banco por me recordar da luta titânica entre Benfica e Sporting pela sua aquisição, como se de um novo Yashin se tratasse. E que dizer de Mostovoi, que poderia ter sido um dos melhores estrangeiros da história do futebol português, mas não conseguiu vingar na Luz? Só não vai para o onze inicial porque me recordo de um golão seu nas Antas, para a Taça, que acabou por ser decisivo para a conquista, em 92/93, da Taça de Portugal.

Futebol Clube do Porto

Onze de pesadelo: Kralj; Butorovic, Argel, João Manuel Pinto e Ibarra; Hugo Leal, Panduru, António Carlos e Leandro do Bonfim; Paille e Kaviedes.

Banco dos horrores: Wozniak, Lula, Chippo, Pavlin, Alessandro, Esnaider e Pizzi.

Desorientadores: Ivic (segunda passagem) e Octávio.

Apesar do sucesso dos últimos anos, os dragões também adquiriram “craques” dignos de figurar no anedotário futebolístico nacional. Coloquei Ibarra (“melhor defesa-direito do Mundo”, segundo Pinto da Costa), no lado esquerdo, pois o direito é cativo de Butorovic, que se revelou um substituto completamente à altura do histórico Secretário, quando este se perdeu em Madrid e foi parar ao Santiago Bernabéu, pois estou seguro de que o seu destino era, na melhor das hipóteses, Vallecas. Hugo Leal e Panduru mostraram ao “Papa” que nem tudo o que reluz é ouro, ou por outra, nem tudo o que vem da Luz é Deco. António Carlos, um brasileiro, chamou-me a atenção apenas quando exigiu aos jornalistas que o passassem a chamar Carlos Santos, pois esse é que era “nome de jogador” (sic). Paille e Kaviedes são, para mim, a melhor amostra de que o FC Porto tem uma certa queda para ir buscar barretes para a frente de ataque. Para além de Esnaider e Pizzi, que ficam no banco, recordem-se, entre outros, Jorge Andrade, Mihtarsky, Paulinho César, Baroni e Maric.

Sporting Clube de Portugal

Onze de pesadelo: Costinha; Mário Sérgio, Polga, Nené e Balajic; Hanuch, Ali Hassan, Carlos Miguel e Kmet; Missé-Missé e Skuhravy.

Banco dos horrores: Lemajic, Marcos, Tinga, Assis, Ramirez, Kirovski e Mota.

Desorientadores: Peseiro e Carlos Manuel.

Começando pela baliza, e admitindo que o Sporting teve muitos maus guarda-redes nos últimos anos, tenho que optar pela dupla Costinha-Lemajic. Pela simples razão de continuar a ser um trauma para mim: em 1993, Sousa Cintra esteve quase, quase a ir ao Malines buscar Preud’homme (não me lembro se de borla ou por uma bagatela), mas, de repente, teve um rasgo de génio e foi ao Bessa buscar a dupla boavisteira, em troca de 300 mil contos e mais um ou dois jogadores. O resto é história. A defesa parece-me óbvia, com a agravante de um deles nos continuar hoje a atormentar, e logo o campeão do Mundo! O meio-campo é histórico. Hanuch e Ali Hassan chegaram a Alvalade depois de arrancados das garras do nosso maior rival, que parecia ser o seu destino certo. Enfim vingámo-nos de Eusébio! Carlos Miguel e Kmet, dois esquerdinos memoráveis. A dupla atacante é infernal e complementa-se muito bem: eram os dois igualmente maus.

Está feito o meu exercício sado-masoquista de início de ano. Não deixo de reconhecer, porém, que até as coisas menos agradáveis podem deixar saudades e ainda hoje, por vezes, dou por mim a sorrir nostalgicamente ao recordar-me de nomes como Pringle, Kralj ou Missé-Missé. Vale que, em certas situações, a história repete-se vezes sem conta!
on Sunday, January 8, 2006
Mudança de ano é sempre, como até qualquer bebé recém-nascido sabe, uma boa altura para se fazerem balanços. Pois bem, como eu não me considero melhor nem pior do que os outros, também decidi fazer o meu próprio balanço. Mas não um simples balanço de 2005, pois parece-me que, decorrida que está a primeira semana de 2006, seria difícil analisar algo que já não tivesse sido esmiuçado até ao caroço. Por isso decidi fazer um balanço dos últimos 15 anos. Balanço de quê, perguntam os milhões de leitores. Não vou fazer mais suspense: decidi revelar finalmente quais são os meus onzes ideais dos três grandes do nosso futebol, na última década e meia. Até gostaria de ter ido mais longe no passado, mas na verdade a minha memória e, confesso, a minha colecção dos Cadernos de A Bolha não mo permitem. Como nem tudo são rosas, a minha próxima posta será dedicada aos onzes não-ideais dos mesmos clubes no mesmo período de tempo, isto é, a minha selecção de flops que passaram por Luz, Alvalade e Dragão (Antas) nos últimos tempos.

Sport Lisboa e Benfica

Onze ideal: Preud’homme; Veloso, Mozer, Ricardo e Schwarz; Vítor Paneira, Thern, Valdo e Simão; Isaías e Van Hooijdonk.

Suplentes: Enke, Luisão, Paulo Sousa, Poborsky, João Pinto, Nuno Gomes e César Brito.

Equipa técnica: Eriksson e Toni.

Reconheço que não foi uma tarefa muito fácil, encontrar um onze de grande qualidade para os últimos 15 anos da águia, claramente o pior período da sua história. Daí que muitos dos meus escolhidos pertençam aos primórdios dos anos 90, nomeadamente antes do aparecimento do poeta Artur Jorge, bem apoiado pelo sua direcção. Talvez a maior surpresa do onze inicial seja Pierre Van Hooijdonk, que apenas fez uma época na Luz e logo a pior de todas, em 2000/01, em que o Benfica terminou em sexto lugar no campeonato. Mas penso que, pelo que o holandês fez nessa época, mostrou ser o ponta-de-lança mais completo que vestiu de encarnado nos últimos anos.

Futebol Clube do Porto

Onze ideal: Vítor Baía; João Pinto, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Branco; Madjer, Costinha, Deco e Drulovic; Jardel e Derlei.

Suplentes: Silvino, Aloísio, Maniche, Jaime Magalhães, Timofte, Kostadinov e Domingos.

Equipa técnica: Mourinho e Robson.

Ao contrário do que aconteceu com o Benfica, o FC Porto viveu nos últimos 15/20 anos os melhores momentos da sua história. Por isso a dificuldade aqui foi escolher quem deixar de fora. Tive algumas dúvidas na escolha dos centrais, mas tendo em conta o equilíbrio de valores, optei por aqueles que participaram nas recentes conquistas internacionais do dragão. O mesmo aconteceu na escolha de Costinha para trinco e de Derlei para o ataque, em detrimento de, por exemplo, Domingos. Difícil foi também escolher o guarda-redes suplente, visto que, na ausência de Baía, ninguém se impôs na baliza azul-e-branca. Silvino pareceu-me a melhor opção. No banco coloquei Timofte, que, apesar de ter dado mais nas vistas no Boavista, foi dos jogadores mais elegantes que vi actuar nas Antas. No banco, naturalmente, Robson surge como adjunto de Mourinho, ao contrário do que aconteceu na realidade.

Sporting Clube de Portugal

Onze ideal: Schmeichel; Carlos Xavier, Luisinho, André Cruz e Leal; Pedro Barbosa, Douglas, Duscher e Balakov; Jardel e Acosta.

Suplentes: Ivkovic, Valckx, Oceano, Figo, Amunike, Quaresma e Liedson.

Equipa técnica: Inácio e Bölöni.

Apesar de sportinguista, esta foi a equipa que me deu mais trabalho a escolher. De um lado estavam jogadores com que eu simpatizava, mas que nada ganharam, de outro jogadores que foram campeões, mas que não me diziam tanto. Passo a explicar algumas opções. Para a baliza, um sector que tem sido muitas vezes mal preenchido nos últimos anos, optei por Schmeichel por ter sido campeão e por ter o nome que tem. No banco Ivkovic, pelo que fez nas duas primeiras épocas, mesmo que as duas últimas tenham sido um tormento. Luisinho nada ganhou, mas era a classe em pessoa. Nas laterais, Carlos Xavier fez as suas melhores exibições naquela posição e o mal-amado Leal ainda foi o mais completo lateral-esquerdo leonino dos últimos anos, deixando Rui Jorge a um canto. O meio-campo é mais ou menos consensual, sendo Douglas um dos meus jogadores-fetiche, que teve azar de jogar no Sporting numa altura complicada. Jardel e Acosta “deram” um campeonato cada um ao clube de Alvalade, por acaso os dois únicos conquistados neste período. Para orientar a equipa escolhi os dois treinadores campeões, mesmo assumindo que não são técnicos de top. Mas não havia mais escolha possível.

E prontos, são estas as minhas equipas-tipo de cada um dos grandes nos últimos 15 anos. O que é que a restante malta (da tropa ou não) tem a dizer?
on Friday, January 6, 2006

Escreve-nos de Inglaterra um grande leitor e membro honorário da Malta da Tropa que curte Bola, de seu nome Emerson “Paredão” Thome:

“Aê gentxi, tudo legau? Queria agredecer, antes de mais, ao Benfica: não por me ter dado a oportunidade de jogar num campeonato onde 2/3 das equipas estão à beira da falência, não por andar à porrada nos aeroportos com portugueses de Mirandela com sotaque brasileiro, mas por ter mandado para este país o Karadas e provar aos bifes que eu não sou o maior tosco do mundo.
Mas vamos ao essencial. Não pude deixar de reparar na lacuna bloguística aqui cometida quando não é dedicado um post, nos últimos largos meses, aos jogadores que passeiam(ou passearam recentemente) a sua classe por grandes clubes, apesar da sua grande dificuldade em dar um chuto no esférico. Jogadores que lutam por títulos europeus mas que podiam jogar num Caranguejeira, num Maria da Fonte ou, qui ça, num Eléctrico de Ponte de Sôr. É por estas e outras razões ( o visual peculiar de Jorge Kataklinsmann deixou-me, de todo, sensibilizado) que inicío, hoje, uma cooperação com este blog de referência.



Começamos por um defesa central titular do Arsenal que levou vários "nós" de Cristiano Ronaldo no ultimo jogo frente ao Manchester. Pascal Cygan é um dos muitos franceses do plantel de Arsene Wenger, que em tempos foi a base da selecção francesa. Da maioria deles não temos dúvidas: são grandes jogadores. Mas Pascal Cygan é um defesa perfeitamente normal, com razoável jogo de cabeça e que não sabe dominar uma bola. Quando adaptado a lateral é um desgraça autêntica e é pelo seu lado que os extremos tentam a sua sorte.Compreensivelmente, é tapado por Sol Campbell, Touré e Senderos no eixo de defesa londrina.

João Pereira é outro caso. Extremo-direito nas camadas jovens, evidenciou-se pelo seu jeito(ou fala dele) para o teatro e pelas correrias, muitas vezes sem nexo, pela ala. O pouco espaço que tinha para jogar numa linha mais avançada na Luz remeteu-o para a lateral direita como alternativa a Miguel. Este rapaz foi até há bem pouco tempo seleccionável dos sub-21, onde disputava o lugar com esse outro predestinado para a modalidade que é Miguel Garcia. Foi preciso adaptar um avançado a defesa para Agostinho Oliveira não jogar com um buraco no lado direito da defesa.

Em tempos trinco da Sampdória, Hugo imediatamente se afirmou como um flop. Como o Sporting não o consegue impingir a ninguém, a opção foi não o inscrever, para ver se ele se fartava de estar parado. Mas não! Hugo quer o céu e só aceita uma transferência para o Chelsea de José Mourinho. Depois de estar tapado por Beto, André Cruz, Enakarhire, Tonel, Polga, Contreras, Quiroga( e todos os outros centrais que passaram pelo Sporting nos últimos 5 anos), o homem que “beio de Braga” nem nas colecções de cromos da Panini tem lugar. Para sorte desse novo grande mister que é Hélio Sousa, Hugo Vieira não fará parte do plantel sadino.

“O Areias é um camelo”, diziam alguns adeptos do Porto desgostosos com a contratação do prodígio do Beira-Mar. “Sands is a camel”, diziam alguns adeptos do Chelsea ao observar o mítico duelo Joe Cole/Areias, na Liga dos Campeões. Miguel Alexandre Areias Lopes só não figura na lista dos laterais que maior barrete constituíram porque o Real Madrid teve, em tempos, a surpreendente ideia de contratar o mítico Carlos Secretário, o que constituiu uma espécie de sinal da incompetência directiva que se viria a agudiza anos mais tarde. Num dos últimos jogos do Boavista esta época, e após uma exibição sua um pouco acima da média( conseguiu cortar uma bola em cima da linha) de golo, o comentador da SportTv rotulou a sua prestação como a “melhor de sempre”, o que demonstra a quantidade de bons jogos que homem fez.


Desculpem os adeptos do Porto a inclusão de dois ex-dragões na lista de craques incompreendidos, mas Hélder Postiga merece uma referência da minha parte. Uma época em Inglaterra coroada com 1(um!!!) golo foi a cereja no topo do bolo daquele que foi considerado o pior reforço de 2003/2004 em Inglaterra. Pinto da Costa ganhou 6 250 000 libras com a sua venda(a 6ª mais cara contratação da historia dos Spurs), mas não foi tão esperto ao pagar 5 milhões 1 ano mais tarde para o roubar ao Benfica. “Postigol” ficou famoso em terras de sua Majestade por ter marcado um golo com a mão aos ingleses na qualificação para o Euro sub-21 e , mais tarde, levou-nos para prolongamento nos quartos-de-final do Euro 2004( que humilhação, o maior barrete da Premier League eliminou a Inglaterra). Co Adriaanse pode inventar muito mas não é parvo, e por isso o homem nascido em Vila do Conde foi falhar golos para o Saint-Étienne.


Termino este minha simbólica contribuição com uma sincera homenagem a Ole Gunnar Solskjaer que, depois de 2 anos lesionado, vai voltar aos relvados frente ao Burton Albion, para a Taça de Inglaterra. O eterno suplente( sempre tapado por nomes como Dwight Yorke, Andy Cole ou Van Nistelrooy) , que, ainda assim, se fartava de marcar golos, vai ter um brinde pelo seu esforço no árduo trabalho de recuperação.

on Monday, January 2, 2006
Directamente da sempre aprazível cidade de Cascais, o jovem actor Tiago Castro, escreve-nos um importante artigo sobre as manifestações futebolisticas na sociedade actual e o imperativo retorno à era do bigode.

Caríssimos, é com desmedida emoção que colaboro uma vez mais com tão nobre blog.
2006, 8 anos volvidos regressa o Campeonato do Mundo (recuso-me a aceitar o Coreia/ Japão de 2002).
O Mundo gira sobre a roteiro, sendo cada vez mais o futebol um habitué no dia a dia do cidadão comum. Sempre que se queira insultar outrem, podemos dirigir-nos ao visado com um sempre ofensivo: “Você é um Leandro do Bonfim!” ou até “Esteja calado seu Leo Lima!”.
Igualmente no mundo laboral o patrão pode dirigir-se ao subordinado alegand ofalta de rendimento com: “O senhor está a render o mesmo que o Beto, quandoadaptado à ala direira”.
Em reuniões: “Nós queremos dar coesão à empresa! Tipo, jogar como Alcides a lateral direito!”
Contudo algo me entristece, o desaparecimento do histórico bigode lusitano. Longe vão os tempos em que a pelugem labial superior era com que um pré requisito para se ser treinador de futebol. Olho para o actual panorama da Super Liga e constacto apenas 2 exemplares dessa espécie cada vez mais em via de extinção.
Na Madeira, Manuel Machado triunfa na Choupana, levando o seu Nacional ao 2ºlugar no campeonato de Inverno.
Não me venham com histórias! Miguelito não é o melhor lateral esquerdo nacional. Diego não é um Keeper de classe mundial. Ricardo Fernandes é um grandes tamanco,um cepto na verdadeira essência da palavra. Miguel Fidalgo é uma espécie de mix entre Brian Deanne e Marcelo Cipriano. Bruno, Chaínho, Goulard e Patacas, não passam de jogadores medianos!
O sucesso dos auri-negros deve-se em larga escala, ao seu timoneiro. Manuel Machado com o seu bigode maroto, consolidou o Moreirense entre os grandes, devolveu o lugar europeu ao Vitória de Guimarães e actualmente suplanta os feitos de Casimiro Mior, no Nacional.

Na Figueira da Foz, o abnegado Álvaro Magalhães tenta com a garra que o notabilizou, salvar a Naval 1º de Maio. Tarefa árdua, mas não impossível.
Além fronteiras, Calisto afigura-se como uma espécie de José Mourinho do Vietname. O bigode tuga a fazer a dobradinha em terras onde nem os Estados Unidos conseguiram levar a melhor.

A Nando Chalana será sempre associado um atestado de competência, pela descoberta de Miguel como defesa direito. Somente o ex-marido de Anabela Chalana, foi capaz de descobrir num médio mediocre, as potencialidades que o haveriam de tornar num dos 5 melhores laterais direitosmundiais. Nelson não é, nem nunca será melhor doque o puto de Chelas que um dia recusou ir para o Dínamo de Moscovo.
Antes de passar para além fronteiras sou obrigado a idolatrar o nome de Artur Jorge de Melo Braga Teixeira, qui ça o bigode mais famoso do futebol português. Aqueleq ue triunfou no Porto, perdeu no Benfica, tornou o PSG numa das melhores equipas europeias, esteve sabe-se lá a fazer o quê no Matra Racing, salvou a Académicade Coimbra, eclipsou-se no CSKA e quase apurava os Camarões para o Alemanha2006.

Para concluir, deixo a minha homenagem ao domador de estrelas. Aquele que jamais seria capaz de preterir Luis Figo em benefício de Robinho. V. Del Bosque foi o último treinador a ganhar títulos no ex-poderoso Real Madrid. Com a sua partida, os Galácticos,tornaram-se simplesmente mediáticos. Neste momento as suas hipóteses de vencer a liga espanhola são mais ou menos similares às do Penafiel em conseguir a manutenção.