on Friday, November 4, 2005
É já no próximo dia 19 de Novembro que se vai realizar no Tokyo Dome a final do grande prémio de K1.
A Malta da Tropa vai estar em terras nipónicas para levar até si toda a emoção do maior torneio de uma das 3 grandes federações de de artes marciais do mundo (k-1, MMA e Pride).
Até lá fiquem com a previsão dos combates dos quartos de final.

Combate nº1
vs
Remy Bonjasky (Holanda)
-28 anos, 1.93 metros e 107Kgs.
- 53 Vitórias e 11 Derrotas (31 KO's)
- Praticante de Muai Thay
- Venceu o grande prémio em 2003 e 2004
É terrível no seu jogo de joelhos. Um sério candidato à vitória final

Hong-Man Choi (Rep. da Coreia)
- 25 anos, 2.18 mts e 160Kgs
- 5 Vitórias e 0 Derrotas (3 KO's)
- Praticante de Ssirum
- Na última eliminatória em Osaka, venceu o Bob "The Beast" Sapp
Um homem perigoso devido ao seu tamanho, contudo é bastante inexperiente e deverá sentir grandes dificuldades face ao campeão mundial.

Combate nº2
vs
Ray Sefo (Nova Zelândia)
- 34 anos, 1,80mts e 107Kgs
- 57 Vitórias e 12 Derrotas (37 KO's)
- Praticante de Kickboxing
- Na última eliminatória em Osaka, venceu o Kaenorning do Japão
Um homem a ter em conta. foi finalista em 2000 e 3º em 2002. Muito forte com os punhos.

Semy Shilt (Holanda)
- 32 anos, 2.12 mts e 127Kgs
- 8 Vitórias e 1 Empate (2KO's)
- Praticante de MMA e Karaté
- Na última eliminatória em Osaka venceu o brasileiro Feitosa.
Tal como Choi é bastante perigoso devido ao seu tamanho, contudo é mais experiente doque o coreano. É o actual campeão europeu de K-1.

Combate nº3
vs
Jerome Le Banner (França)
- 33 anos, 1.88mts e 123Kgs
- 48 Vitórias, 9 Derrotas e 1 Empate (38 KO's)
- Praticante de Kickboxing
- Na última eliminatória em Osaka venceu por KO o tobaguenho Gary Goodbridge.
É o melhor atleta a nunca vencer o grande prémio, apesar de já ter sido finalista em 1995 e 2002 e 3º classificado em 1999.
É na nossa opinião e apesar da grande valia de Peter Aerts, o grande favorito à vitória final.

Peter Aerts (Holanda)
- 35 anos, 1.93mts e 108Kgs
- 79 Vitórias, 33 Derrotas e 1 Empate (57 KO's)
- Praticante de Kickboxing
. Na última eliminatória em Osaka venceu o norte americano Mighty Mo por KO.
Um nome que dispensa apresentações. Já foi campeão mundial por 3 vezes (1994, 1995 e 1998). Outros dos grandes favoritos à vitória final, apesar de estar longe do fulgor de outros tempos.

Combate nº4
vs
Musashi (Japão)
- 33 anos, 1.82mts e 104 Kgs
- 40 Vitórias, 20 Derrotas e 5 Empates (12 KO's)
- Praticante de Karaté
- Na última eliminatória em Osaka venceu o sul africano François "The White Bull" Botha, antigo campeão mundial de Boxe na categoria de pesos pesados.
Vencido por Remy Bonjasky na final de 2003 e 2004, Musahi é sempre um homem a ter em conta. Irá combater frente ao seu público o que constitui sempre um factor extra de motivação.

Ruslan Karaev (Rússia)
- 22 anos, 1.85 mts e 99 Kgs
- 3 Vitórias e 1 Derrota
- Praticante de Kickboxing
- Na última eliminatória em Osaka venceu Nordstrand.
O mais novo e o mais leve dos 8 finalistas.
Face a Musashi não deverá ter grandes hipóteses.

E pronto, os dados estão lançados, resta esperar pelo evento.
O título normalmente fica na Holanda, vamos ver como será este ano.
on Thursday, November 3, 2005
Os 16 Títulos

Em 1986 os orgulhosos verdes de Boston conquistaram o seu 16º título, cotando-se como a equipa mais vitoriosa da NBA.
Para isso muito contribuíram os sucessos dos anos 50 e 60 em que Celtics lograram 11 títulos, 8 dos quais consecutivos entre 1959 e 1966.
Verdadeiras lendas como Bob Cousey, Bill Russel, Tommy Heinsohn, K.C. Jones, Bill Sharman e John Havlicek foram os responsáveis pela chamada dinastia de Boston.

John Havelicek em acção


Bob Cousy, o 1º grande "passador" da história do jogo


Bill Russel um dominador do jogo interior

Em 1986, os Celtics conquistaram o seu 16º e último título para o qual Larry Bird, o o mito de Indiana, muito contribuiu.

Larry Bird com Julius Erving, 2 dos melhores jogadores de sempre

MVP das finais, MVP da regular season,lider da NBA em % de 3 pontos, % de lances lances e presente no top 10 em mais 3 categorias.
Larry venceu igualmente o primeiro concurso de 3 pontos no fim de semana do All-StarGame. Boston acabou a época com 67 vitórias e 15 derrotas, encontrando os HoustonRockets na final.
Bird esteve fantástico ao conseguir quase um triplo duplo de média (24 pontos/jogo, 9.7 ressaltos/ jogo e 9.5 assistências/ jogo).
A equipa de Boston que venceu por 4-2, ficaria conhecida para a história como os 5 magnificos, a saber: Dennis Jonshon, Danny Ainge, Larry Bird, Kevin Mchale e Robert Parish.


O Melhor Roubo de Bola de Sempre
Estamos no Boston Garden, jogo 5 da final da conferência Este. Celtcis vs Pistons.
Com 5 segundos para jogar Detroit lidera por 107-106, Bird acabou de perder abola no ataque hipotecando quase por completo as hipóteses dos verdes.
Isiah Thomas vai repor a bola em jogo, ..hesita e tenta passar para Bill Lambier, mas... Larry Bird adivinha o lance, mergulha para a linha de fundo e assiste Dennis Johnson que converte um cesto fácil passando os Celtics para a frente.
Como foi possível a um passador fabuloso como o "pocket magic" de Detroit falhar numa simples reposição de bola?

Uma vez mais Larry Bird mostrou ser um jogador com inteligência acima dosdemais. Boston venceu as séries por 4-3 avançando para a final contra os Lakers.
on Tuesday, November 1, 2005
Começa hoje mais uma época da liga de basquete norte americana.
Como não poderia deixar de ser nós estamos lá.
Não percam no Cantinho da Tropa as análises do nosso especialista em desportos norte-americanos, Professor Joaquim Varreiros.
Desafio os leitores a darem um salto a http://www.cantinhodatropa.blogspot.com/ e analisarem os posts sobre os Bad Boys de Detroit e sua alteza real Michael Jordan.
Também aqui na Malta da Tropa que Curte Bola teremos uma rúbrica semanal com os grandes momentos do jogo, os grandes duelos do passado, Abduljabar vs Robert Parish, os mano a mano entre Larry Bird e Magic Jonshon, Dr J Julius Erwin eMichael "Air" Jordan e tantos outros.
Da minha parte me despeço com a primeira de muitas crónicas sobre este desporto fannnnnnnnnnnnnnnntástico (como diz Carlos Barroca).

O Jogo da Minha Vida (por Professor Joaquim Varreiros
Estamos na época de 1987-88, Great Western Forum em Los Angeles na Califórnia.
Jogo 7 da final, de um lado os L.A. Lakers de Pat Raley ante os Pistons dirigidos por Chuck Dailey. Na partida anterior os de Los Angeles venceram igualando as séries a 3.
Alinharam de início as equipas com:

L.A. Lakers: Erwin "Magic" Jonshon, Byron Scott, James Worthy, A.C. Green e Kareem Abdluljabar.
Detroit Pistons: Isiah Thomas, Joe Dummars, Marc Aguire, Ric Mahorn e BillLambier

Quando se esperava que Magic Jonshon ou Kareem liderassem os Lakers à vitória, foi JamesWorthy que chamou a si todo o protagonismo do encontro.
Uma exibição de sonho com 36 pontos, 16 ressaltos e 10 assistências, foramsuficientes para aniquilar os Pistons, numa jogo tremendo que terminou com 4 pontos de diferença no marcador.
Worthy, viria a ser eleito MVP das finais... um dia para recordar.
on Sunday, October 30, 2005
Tamagnini Manuel Gomes Batista (Nené) nasceu a 20 de Novembro de 1949 em Leça da Palmeira.

Oriundo dos moçambicanos do Ferroviário Manga, chegou à Luz em 1968, com 17 anos, recomendado pelo primo Cavém, um antigo bi-campeão europeu. Seguiram-se 18 épocas de águia ao peito.

A estreia deu-se pela mão de Jimmy Hagan, numa clara tentativa de fazer esquecer antigas glórias como Mário Coluna, Jaime Graça e outros. Era a pouco e pouco o desaparecimento da gloriosa geração de 60.
Depois de se ter revelado como extremo de classe (o que levou ao interesse de Real Madrid e Arsenal), viria-se a tornar num dos artilheiros do clube, apenas suplantado por José Águas e Eusébio.
Por duas vezes (1980/81 e 1983/84) conquistou a bola de prata, símbolo para o melhor marcador do campeonato português.
Na selecção marcou presença durante 14 anos, num total de 66 jogos com 22 golos. No Mundial de 1984 viveu o seu grande momento, tendo apontado inclusive o golo frente à Roménia, que valeu a passagem às meias finais.
Conhecido como o jogador que não sujava os calções, um caso raro de inteligência e sentido posicional.
Terminou a carreira em 1985-86, contabilizando 7 golos em 16 jogos. Para trás ficavam 10 campeonatos e 7 taças de Portugal.
Actualmente trabalha no departamento juvenil de futebol do Benfica.
on Saturday, October 29, 2005
Joga-se, hoje, na Figueira da Foz, aquele que promete ser um jogo em não estão em causa somente 3 pontos. Os treinadores de Naval e Benfica, com José Veiga pelo meio, têm protagonizado uma forte guerra verbal nos últimos dias. Primeiro Koeman em medo da parte do seu adversário e Cajuda ripostou, falando do jogo em Manchester. O ex-empresário Veiga deitou mais achas para a fogueira, acusando o treinador da Naval de ser “o mais vaidoso e arrogante treinador da praça, que nunca chegará a um grande”.
Ora bem, temos o homem que destruiu a carreira a alguns jogadores (e só não o fez a outros porque foi trocado pelo rival Jorge Mendes); que está sob investigação devido a acções da SAD do Estoril; que viu penhorados os seus bens por dívidas de milhões ao fisco; que disse, na época transacta, que os administradores do Sporting não deviam falar à comunicação social porque ninguém os conhecia; que é director do clube que em tempos desrespeitou de forma reles e ordinária e que, na conferência de imprensa célebre Benfica – Porto da nova Luz, lançou indirectas baixas e desagradáveis a Pinto da Costa e à sua mulher, a tentar dar lições de moral a um homem que sempre se evidenciou pela sua simplicidade e honestidade. O que se seguirá? Avelino Ferreira Torres a dar lições de boas maneiras a Paula Bobone? “Muitos também nunca chegaram a presidentes do Porto…” foi a resposta ao que o ex-presidente da casa do F.C. Porto no Luxemburgo disse.
Manuel Cajuda é, para mim, um dos treinadores mais injustiçados, e um dos melhores sem sombra de dúvida, da geração anterior onde, como o Jorge Kataklinsmann disse no post anterior, a experiência se sobrepunha ao estudo, propriamente dito, do futebol. Sabe o que dizer para motivar os seus pupilos e não inventa desculpas na hora da derrota falando no passe lateral/central, na pressão alta ou na pressão baixa. E foi muito prejudicado pelo seu estilo sincero e pouco comum nas declarações à imprensa
O algarvio toma, muitas das vezes, posições que o levam ao destaque. Para exemplificar: ao contrário da nova vaga de técnicos, onde a esmagadora maioria afirma “eu sou um grande amigo do Mourinho”, “eu janto todas as semanas com o Mourinho” ou “eu e o Mourinho apanhávamos grandes cadelas juntos”, e dos mais experientes, como Manuel José e Octávio Machado, que afirmam que “Mourinho é um grande bandido”, Cajuda admite, com humildade, que não previa um grande futuro a um adjunto com pouca experiência de líder máximo do balneário, mas que obviamente é impossível ficar rendido ao seu trabalho ao fim destes 5 anos. E até brinca dizendo que, muito antes do setubalense aparecer, já ele usava sobretudo…
Manuel Ventura Cajuda de Sousa, 54 anos, fez carreira como jogador no Algarve, de onde é natural, no Farense e Olhanense. A sua primeira experiência como técnico no escalão maior deu-se na época de 1987/88, ao leme do Portimonense. Depois de passar por Olhanense, Louletano e “O Elvas”, comandou o Torreense na 2ª Divisão B, durante 3 épocas. Depois de orientar o Leiria na Divisão de Honra, cimentou a sua carreira na 1ª Divisão em Braga, onde, a partir de 94, estabelece classificações na 1ª metade da tabela e permanece mais 3 temporadas. Depois de passar pelo Belenenses,em 1997/98, volta à cidade dos arcebispos, de onde só sai em 2001. Vai para Leiria, substituindo Mourinho, e completa a obra do “Big Jose” na 2ª parte da temporada: qualifica a equipa para a Uefa e para a final da Taça de Portugal. Sai para a Madeira antes de jogar para as competições europeias e, mais uma vez, leva os insulares à Europa, mas os conflitos com o presidente Carlos Pereira impedem-no de continuar para além da 1ª jornada da época seguinte.
Um dos únicos pontos negativos da sua carreira foi a passagem por um Beira-Mar que, transformado numa multinacional, viria a descer após ter sido orientado por 4 técnicos.
Esta temporada, a Naval tem realizado um campeonato acima das expectativas. Ocupa o 10º lugar com um plantel recheado de jogadores talentosos, mas com pouca experiência de 1ª Liga. Bruno Fogaça, descoberto por Cajuda através da visualização de k7´s, é aquele que mais tem dado nas vistas, juntamente com o extremo cabo-verdiano Lito e o central Nelson Veiga, um dos mais maturos do plantel.
Ronald Koeman não conhece nem quer conhecer Manuel Cajuda. E esse é um erro que o poderá levar a um resultado negativo esta noite…
on Thursday, October 27, 2005
É indiscutível: José Mourinho trouxe muito ao futebol português. Mas não só a nível de títulos. Desde que o treinador setubalense chegou ao FC Porto e desatou a ganhar troféus, depois de passagens promissoras por Benfica e União de Leiria, muitos dos agentes do futebol português (dirigentes e jornalistas, acima de todos) desataram à procura do novo Mourinho. Para tal traçaram um perfil: passado nulo ou discreto enquanto jogador e estudos universitários na área do desporto, especialmente do futebol. De um momento para o outro, o “Modelo Vítor Manuel” (como eu gosto de chamar aos treinadores da velha guarda), com técnicos com passado enquanto jogador e com saber feito de experiência, de preferência acompanhados por um farfalhudo bigode (até isto se está a perder, com muita pena minha), passaram a estar fora de moda.

No entanto, o despedimento, no espaço de uma semana, de José Peseiro e de Carlos Carvalhal de dois dos maiores clubes nacionais, mostra que nada é linear, muito menos no futebol. Peseiro e Carvalhal são precisamente dois dos treinadores dos quais se esperava que dessem continuidade ao sucesso de Big Jose (assim mesmo, sem acento, coisa que os ingleses desconhecem). Os dois começaram a carreira de forma discreta: Carvalhal passou por Espinho, Freamunde, Vizela e Aves e Peseiro por U. Santarém, U. Montemor e Oriental. E os dois começaram a dar nas vistas em clubes de escalões secundários: Carvalhal conseguiu subir de divisão com Leixões e V. Setúbal e Peseiro com o Nacional, além de ter passado, sem sucesso, pelo Real Madrid, como adjunto de Carlos Queiroz.Ambos os dois, como diria o outro, tiveram a sua grande oportunidade na mesma altura, início da época 2004/05. Carvalhal no Belenenses e Peseiro no Sporting. Ambos os dois saíram sem honra nem glória, depois de falhados os seus projectos. Peseiro tinha como objectivo o título nacional e a vitória na Taça UEFA, que tinha a final marcada para Alvalade. Apesar de alguns tropeços pelo caminho, lá conseguiu chegar à semana decisiva com hipótese de cortar as metas na frente. Como se sabe, não conseguiu mais que um segundo lugar, na UEFA, e um terceiro, na Superliga. Esta época tudo correu mal, falhando logo dois dos quatro objectivos do Sporting e colocando outro (a Liga) em causa. Carvalhal teve um percurso parecido no Restelo. Os objectivos, sendo mais modestos, naturalmente, eram, ainda assim, ambiciosos. Classificação europeia e Taça de Portugal eram os sonhos a atingir. Como é sabido, nem um nem outro ficaram sequer perto de acontecer. Esta época, com um plantel reforçado, as expectativas eram ainda maiores. Depois de cinco derrotas consecutivas, uma das quais significou a eliminação da Taça, Carvalhal não tinha condições para continuar. Não deixa de ser irónico que o ex-defesa do Sporting de Braga tenha trocado Setúbal pelo Restelo devido à sua ambição de ganhar troféus e disputar provas europeias. Teve azar, o Vitória ganhou a Taça e foi à UEFA. Falta de paciência, às vezes, dá nisto, Carlos... (Claro que o Vitória está com a corda na garganta, mas mais uma Taça no museu e uma viagem a Itália já ninguém lhe tira).
Significará isto o fim da busca do Santo Graalinho (trocadilho idiota entre Santo Graal e Mourinho)? Será que falar em pressão alta, processo defensivo, processo ofensivo e periodização táctica chega para se ser um bom treinador? E Carvalhal e Peseiro são apenas os casos mais mediáticos. O que é feito de outros teóricos do futebol, como Luís Campos, Vítor Pontes e José Couceiro? Todos podem ser muito bons técnicos (no sentido de dominarem a técnica de treino), mas serão bons treinadores? Ou Mourinho terá algo mais: modo como motiva os jogadores, como estuda todos os pormenores dos adversários, como usa a imprensa para passar a mensagem que lhe interessa... Há que perceber que génios aparecem quando calha e o mais que se pode fazer é colher ensinamentos deles, nunca imitá-los.Já que falo de treinadores, faço aqui a minha homenagem pessoal a um dos meus técnicos-modelo. Ele já está na História do Futebol, apesar de fora das fronteiras dos países onde trabalhou não lhe ser dado grande valor. No fundo, para mim, ele é um Mourinho (não um sucessor, mas um antecessor, visto que anda nisto há mais de 30 anos). Não tem os estudos do treinador do Chelsea, mas em termos de motivação e agregação do grupo não lhe fica a dever nada. Chama-se Otto Rehhagel, actual seleccionador grego. Antes de rumar para o sudeste europeu, König Otto tinha feito trabalhos memoráveis em clubes de segunda linha do futebol alemão. No Werder Bremen, foi duas vezes campeão alemão (antes dele o clube só tinha um título), ganhou a Taça e a Taça das Taças, único título europeu do clube. No Kaiserslautern foi, em épocas consecutivas, campeão da II e da I Divisão alemães, algo de inédito naquele país e, possivelmente, no resto do Mundo. O único falhanço como treinador aconteceu, pasme-se, no Bayern Munique. Para curar a tristeza, assumiu o comando da selecção grega e foi o que se viu. Curiosamente, durante e após o Euro, muitos jornalistas portugueses acusaram-no do mesmo que José Mourinho tem sido acusado em Inglaterra: por um lado, muita arrogância, por outro, a sua equipa jogava um futebol nada atraente. Para mim, a Grécia mereceu inteiramente ganhar o Euro: uma equipa que vence Portugal (duas vezes), França e República Checa e empata com a Espanha (de quem tinha ficado à frente já na fase de qualificação) merece os maiores elogios. Não jogava um futebol tão atraente como Portugal, Rep. Checa ou Holanda? Pois não, se tentasse jogar teria perdido todos os jogos da primeira fase. Não nos esqueçamos que, entre 16 selecções, a Grécia era considerada a 15ª melhor (apenas a Letónia tinha menos prestígio). Para não falar nos ovos e nas omeletas, digo que com tremoços não se faz um arroz de marisco (tirando, claro, o Eusébio). Tal como Mourinho, Rehhagel sentiu na pele a inveja que provoca a extrema competência. Tal como Mourinho, deve ser para o lado que Otto dorme melhor...
on Tuesday, October 25, 2005

Prof. Jesualdo Ferreira: Prémio da Malta da Tropa para a figura mais em destaque da presente edição da SuperLiga BetandWin.com

Está concluído o primeiro quarto do campeonato.
O campeão entrou mal, fruto das invenções de Koeman que tardou em encontrar o 11 ideal. Á 3ª jornada e após o grande derby lisboeta, os de Alvalade mostraram uma faixa elucidativa dos 8 pontos de atraso dos encarnados. Curioso, ou talvez não, o facto dos leões nos 5 jogos seguintes apenas terem logrado 4 pontos.
Vítima dos maus resultados Peseiro caiu, sendo substituído por um homem da casa, Paulo Bento (???!!!).

O Benfica por sua vez encontrou o rumo das vitórias e das boas exibições, contando por vitórias os restantes jogos efectuados.
Quanto ao FC Porto, entrou em prova sendo apontado unanimemente como o principal candidato à conquista do título.
As exibições menos conseguidas foram disfarçadas com vitórias, tendo os azuis e brancos, nas primeiras 6 jornadas, consentido somente 2 empates, a quando das deslocações a Braga e aos Barreiros.
Na 7ª jornada, os pupilos de Co-Adrianse foram batidos em pleno Dragão, pelo Benfica, num jogo em que ficou bem patente a superioridade dos lisboetas.

Uma equipa contudo tem-se destacado dos demais, falamos do Braga de Jesualdo Ferreira, que segue invicto na frente da tabela, com 20 pontos, fruto de 6 vitórias e 2 empates. Alicerçada numa defesa de betão, os arsenalistas afiguram-se neste momento como sérios candidatos ao título.

Paulo Santos, Ném, Nunes, Jorge Luiz e Madrid, estão entre as grandes figuras da prova. Não há o espectáculo de Co tanto reclama, mas há disciplina e muita cultura táctica.
Quanto ao resto tudo normal, Leiria, Marítimo e Guimarães começaram mal, mas parecem estar a poupo e pouco a somar os pontos que lhes permitam alcançar um lugar na tabela classificativa de acordo com os seus pergaminhos.
Em sentido inverso, o Belenseses de Carlos Carvalhal segue em queda livre depois de 3 vitórias nos quatro primeiros jogos. Estranho para quem parecia ter sido tão metódico na política de contratações.

Uma palavrinha para os recém promovidos Naval, Estrela e Paços de Ferreira ...e claro para o histórico Vitória de Setubal que se atravessa uma grave crise financeira que não se tem reflectido a nível desportivo. Briosos os homens do Sado, mas até quando?
A lanterna vermelha essa, é segurada pelo Penafiel com 2 pontos, o que apesar de estarmos ainda no início é caso para fazer soar o alarme nas hostes penafidelenses.
Venha o resto, que nós estaremos cá para comentar.
Ah... e parece que a malta se calou com as polémicas!!!