A Malta da Tropa vai estar em terras nipónicas para levar até si toda a emoção do maior torneio de uma das 3 grandes federações de de artes marciais do mundo (k-1, MMA e Pride).
Até lá fiquem com a previsão dos combates dos quartos de final.
Combate nº1
Remy Bonjasky (Holanda)
-28 anos, 1.93 metros e 107Kgs.
- 53 Vitórias e 11 Derrotas (31 KO's)
- Praticante de Muai Thay
- Venceu o grande prémio em 2003 e 2004
É terrível no seu jogo de joelhos. Um sério candidato à vitória final
Hong-Man Choi (Rep. da Coreia)
- 25 anos, 2.18 mts e 160Kgs
- 5 Vitórias e 0 Derrotas (3 KO's)
- Praticante de Ssirum
- Na última eliminatória em Osaka, venceu o Bob "The Beast" Sapp
Um homem perigoso devido ao seu tamanho, contudo é bastante inexperiente e deverá sentir grandes dificuldades face ao campeão mundial.
Combate nº2
Ray Sefo (Nova Zelândia)
- 34 anos, 1,80mts e 107Kgs
- 57 Vitórias e 12 Derrotas (37 KO's)
- Praticante de Kickboxing
- Na última eliminatória em Osaka, venceu o Kaenorning do Japão
Um homem a ter em conta. foi finalista em 2000 e 3º em 2002. Muito forte com os punhos.
Semy Shilt (Holanda)
- 32 anos, 2.12 mts e 127Kgs
- 8 Vitórias e 1 Empate (2KO's)
- Praticante de MMA e Karaté
- Na última eliminatória em Osaka venceu o brasileiro Feitosa.
Tal como Choi é bastante perigoso devido ao seu tamanho, contudo é mais experiente doque o coreano. É o actual campeão europeu de K-1.
Combate nº3
Jerome Le Banner (França)
- 33 anos, 1.88mts e 123Kgs
- 48 Vitórias, 9 Derrotas e 1 Empate (38 KO's)
- Praticante de Kickboxing
- Na última eliminatória em Osaka venceu por KO o tobaguenho Gary Goodbridge.
É o melhor atleta a nunca vencer o grande prémio, apesar de já ter sido finalista em 1995 e 2002 e 3º classificado em 1999.
É na nossa opinião e apesar da grande valia de Peter Aerts, o grande favorito à vitória final.
Peter Aerts (Holanda)
- 35 anos, 1.93mts e 108Kgs
- 79 Vitórias, 33 Derrotas e 1 Empate (57 KO's)
- Praticante de Kickboxing
. Na última eliminatória em Osaka venceu o norte americano Mighty Mo por KO.
Um nome que dispensa apresentações. Já foi campeão mundial por 3 vezes (1994, 1995 e 1998). Outros dos grandes favoritos à vitória final, apesar de estar longe do fulgor de outros tempos.
Combate nº4
Musashi (Japão)
- 33 anos, 1.82mts e 104 Kgs
- 40 Vitórias, 20 Derrotas e 5 Empates (12 KO's)
- Praticante de Karaté
- Na última eliminatória em Osaka venceu o sul africano François "The White Bull" Botha, antigo campeão mundial de Boxe na categoria de pesos pesados.
Vencido por Remy Bonjasky na final de 2003 e 2004, Musahi é sempre um homem a ter em conta. Irá combater frente ao seu público o que constitui sempre um factor extra de motivação.
Ruslan Karaev (Rússia)
- 22 anos, 1.85 mts e 99 Kgs
- 3 Vitórias e 1 Derrota
- Praticante de Kickboxing
- Na última eliminatória em Osaka venceu Nordstrand.
O mais novo e o mais leve dos 8 finalistas.
Face a Musashi não deverá ter grandes hipóteses.
E pronto, os dados estão lançados, resta esperar pelo evento.
O título normalmente fica na Holanda, vamos ver como será este ano.
Ambos os dois, como diria o outro, tiveram a sua grande oportunidade na mesma altura, início da época 2004/05. Carvalhal no Belenenses e Peseiro no Sporting. Ambos os dois saíram sem honra nem glória, depois de falhados os seus projectos. Peseiro tinha como objectivo o título nacional e a vitória na Taça UEFA, que tinha a final marcada para Alvalade. Apesar de alguns tropeços pelo caminho, lá conseguiu chegar à semana decisiva com hipótese de cortar as metas na frente. Como se sabe, não conseguiu mais que um segundo lugar, na UEFA, e um terceiro, na Superliga. Esta época tudo correu mal, falhando logo dois dos quatro objectivos do Sporting e colocando outro (a Liga) em causa. Carvalhal teve um percurso parecido no Restelo. Os objectivos, sendo mais modestos, naturalmente, eram, ainda assim, ambiciosos. Classificação europeia e Taça de Portugal eram os sonhos a atingir. Como é sabido, nem um nem outro ficaram sequer perto de acontecer. Esta época, com um plantel reforçado, as expectativas eram ainda maiores. Depois de cinco derrotas consecutivas, uma das quais significou a eliminação da Taça, Carvalhal não tinha condições para continuar. Não deixa de ser irónico que o ex-defesa do Sporting de Braga tenha trocado Setúbal pelo Restelo devido à sua ambição de ganhar troféus e disputar provas europeias. Teve azar, o Vitória ganhou a Taça e foi à UEFA. Falta de paciência, às vezes, dá nisto, Carlos... (Claro que o Vitória está com a corda na garganta, mas mais uma Taça no museu e uma viagem a Itália já ninguém lhe tira).
Significará isto o fim da busca do Santo Graalinho (trocadilho idiota entre Santo Graal e Mourinho)? Será que falar em pressão alta, processo defensivo, processo ofensivo e periodização táctica chega para se ser um bom treinador? E Carvalhal e Peseiro são apenas os casos mais mediáticos. O que é feito de outros teóricos do futebol, como Luís Campos, Vítor Pontes e José Couceiro? Todos podem ser muito bons técnicos (no sentido de dominarem a técnica de treino), mas serão bons treinadores? Ou Mourinho terá algo mais: modo como motiva os jogadores, como estuda todos os pormenores dos adversários, como usa a imprensa para passar a mensagem que lhe interessa... Há que perceber que génios aparecem quando calha e o mais que se pode fazer é colher ensinamentos deles, nunca imitá-los.
Já que falo de treinadores, faço aqui a minha homenagem pessoal a um dos meus técnicos-modelo. Ele já está na História do Futebol, apesar de fora das fronteiras dos países onde trabalhou não lhe ser dado grande valor. No fundo, para mim, ele é um Mourinho (não um sucessor, mas um antecessor, visto que anda nisto há mais de 30 anos). Não tem os estudos do treinador do Chelsea, mas em termos de motivação e agregação do grupo não lhe fica a dever nada. Chama-se Otto Rehhagel, actual seleccionador grego. Antes de rumar para o sudeste europeu, König Otto tinha feito trabalhos memoráveis em clubes de segunda linha do futebol alemão. No Werder Bremen, foi duas vezes campeão alemão (antes dele o clube só tinha um título), ganhou a Taça e a Taça das Taças, único título europeu do clube. No Kaiserslautern foi, em épocas consecutivas, campeão da II e da I Divisão alemães, algo de inédito naquele país e, possivelmente, no resto do Mundo. O único falhanço como treinador aconteceu, pasme-se, no Bayern Munique. Para curar a tristeza, assumiu o comando da selecção grega e foi o que se viu. Curiosamente, durante e após o Euro, muitos jornalistas portugueses acusaram-no do mesmo que José Mourinho tem sido acusado em Inglaterra: por um lado, muita arrogância, por outro, a sua equipa jogava um futebol nada atraente. Para mim, a Grécia mereceu inteiramente ganhar o Euro: uma equipa que vence Portugal (duas vezes), França e República Checa e empata com a Espanha (de quem tinha ficado à frente já na fase de qualificação) merece os maiores elogios. Não jogava um futebol tão atraente como Portugal, Rep. Checa ou Holanda? Pois não, se tentasse jogar teria perdido todos os jogos da primeira fase. Não nos esqueçamos que, entre 16 selecções, a Grécia era considerada a 15ª melhor (apenas a Letónia tinha menos prestígio). Para não falar nos ovos e nas omeletas, digo que com tremoços não se faz um arroz de marisco (tirando, claro, o Eusébio). Tal como Mourinho, Rehhagel sentiu na pele a inveja que provoca a extrema competência. Tal como Mourinho, deve ser para o lado que Otto dorme melhor...