on Saturday, October 15, 2005
Caríssimos, estou de volta a esta casa que edifiquei, este antro de cultura desportiva, este pátrio da blogosférica. Agradeço desde já todas as palavras de carinho e preocupação manifestadas pelos fãs, leitores e amigos da Malta daTropa que Curte Bola. O momento era (e é) complicado (não tanto como o de Artur Jorge ao ver os seus Camarões falharem uma penalidade decisiva no último minuto dos descontos), contudo podemos afirmar que um homem foi instrumental no meu regresso. O homem que tornou a Premier League no campeonato mais entediante do Mundo, o homem que afirma "acima de mim só Deus e mesmo assim com algumas reservas", José Mário Mourinho dos Santos Félix.

Acabei de perder uma aposta e como homem de palavra só me resta sair do asílo jornalitisco e regressar.
Disse-me o Zé ao intervalo: "Cavra se dermos 5 ao Bolton, regressas á Malta da Tropa que Curte Bola?" ... ao que eu retorqui.
"Mas Zé, vocês ainda não fizeram um remate de jeito à baliza, como queres dar 5?"
Visivelmente enervado o Zé fitou-me nos olhos e atirou: "Não só vamos dar 5, como aos 15 minutos já estamos a ganhar 3-1. O meu ordenado contra o teu regresso?"
Nunca entendi muito bem esta irritante mania que o Zé tem em apostar o ordenado com o pessoal por dá cá aquela palha, mas o cenário era animador e decidi aceitar.

Muito se passou na minha ausência, desde os regressos de Octávio Cagado e Alexi Lilás, à contratação de Francismo Beck, ao apuramento dos palancas negras (prometo que vou postar sobre vocês), passando pelas asneiras contínuas de Ricardo e Paulo Ferreira (este último só de quinas ao peito), até à classificação dessa personificação da pós-modernidade que é a selecção Togo.

Poderia comentar a ecatombe dos gigantes africanos, ou então antever o clássico de logo á noite, mas não. O meu post de regresso é todo ele dedicado ao monstro de Stamford Bridge, nomeadamente aos seus primeiros passos como treinador principal.
Estavamos em 2000, o Benfica era uma equipa destroçada, espalhando alegria pelas bancadas dos diversos estádios do país e Suécia (quem não se recorda da derrota em Halmstad?).
João Vale e Azevedo, homem sério e astuto dá guia de marcha ao alemão Jupp Heynckes e contrata o então adjunto do adjunto de Louis Van Gal, o inexperiente José Mourinho.

A epopeia daquele que é o melhor treinador do mundo começou em pleno estádio do Bessa ante o sempre complicado Boavistão de Jaime "o futebol é para homens de barba rija" Pacheco.
Estudioso, Zé alertou os seus pupilos para o principal perigo dos boavisteiros. Bola em profundidade para as costas do lateral contrário, centro ao primeiro poste e golo.
Primeiro minuto de jogo, bola em profundidade para as costas de Ricardo Rojas, centro ao primeiro poste e ... Golo do Boavista. Estava feito o resultado final.
Visivelmente perplexo com a situação, Mourinho pensou para consigo mesmo: "Mas que jogador é este Rojas?"

Ricardo Ismael Rojas (Ricky para os amigos), nasceu em Posadas Misiones (Paraguai), no dia 26 de Janeiro de1971.
Do alto do seu 1,76 mts e 80 Kgs (medidas ideias para um jogador de futebol), Ricky iniciou-se em 1992 nesse colosso do futebol paraguaio que é Cerro Corá.
Em 1994 um salto qualitativo na carreira rumo aos Estudiantes de la Paz, clube no qual permanece 4 anos, abrindo-se-lhe as portas da Europa, nomeadamente as da Luz.
Uma época plena de sucesso de águia ao peito e o retorno ao continente sul americano, agora ao Chile, para representar o Universidad.
O espírito Globetroter aliado às suas (in)capacidades levam-no um ano volvido a rumar ao histórico River Plate.
Um trota mundos, um incompreendido, um abnegado, alguém que podia muito bem ter mudado o curso da história.

Por hoje é tudo amigos leitores, prometo voltar em breve com o rescaldo do Porto - Benfica.
Saudações
on Tuesday, October 11, 2005
Caro povo, estou de volta após a minha demorada ausência, da qual me desculpo desde já. Os deveres como Assistente Secundário de Pré-Preparação de Estágios das Camadas Jovens do Padroense FC têm sido uma constante, e tenho tido pouco tempo para as andanças jornalísticas.

Como havia prometido, na 2ª das Historias do Bessa, trago-vos a lendária e inesquecível história... do Erivan de Glasgow! É uma história longa, mas vale cada bocadinho!

Erivan, jovem lateral esquerdo brasileiro, assinou pelo Boavista na histórica época de 2000/01, e com a lesão de Quevedo, cedo garantiu o lugar na equipa de Jaime Pacheco... visto que não havia mais laterais esquerdos...

Entre os adeptos axadrezados, Erivan ganhou a carinhosa alcunha de “O Buraco”, devido á sua incrível capacidade de falhar qualquer bola aérea que se cruzasse para o lado esquerdo da defesa. Desenvolveu também ao longo das épocas ao serviço do BFC uma impressionante habilidade em atrasar a bola perigosamente para o Ricardo, fazer preciosas assistências para os avançados contrários, e acima de tudo, uma noção de posicionamento digna dos melhores amadores do sec.XIX.



(podemos vê-lo nesta foto escondido atrás de Frechaut, aquando a imposição das faixas de campeão de 2001)

Envergando o dorsal numero 6, parecia já não haver esperança para este jovem brasileiro, que a cada semana, parecia criar novas formas de golos adversários, sendo que eu acredito mesmo que com tanta criatividade ele daria um excelente nº10... sorte do Sanchez de ninguém mais se ter lembrado disso na altura...

Numa altura em que o Boavista começava a somar participações historicas nas competições europeias, não deixava de ser cómico ver o Erivan disputar lances com jogadores como Cafu ou Steven Gerrard...




Mas então... porque raio merece o Erivan um post n’o blog da Malta? Simples...

A historia remonta a 2002/03, quando o Boavista heroicamente disputava a meia final de uma histórica taça UEFA com o Celtic de Glasgow comandado por Martin O’Neil, que viria a perder a final com o FC Porto de José Mourinho (sabem quem é, não sabem?). A primeira mão foi agendada para o Celtic Park, cuja lotação esgotada previa um verdadeiro espectáculo de futebol. O Celtic cintilava com estrelas como Vargas, Baldé, Lennon, Hartson e o invevitável Henrik Larsson (...there’s only one...), que disputava a liderança da lista de marcadores com Derlei do FC Porto.

Para o Boavista foi um grande dia da sua história, pois nunca havia atingido tal feito numa competição europeia. Os jornais enchiam-se de entrevistas a jogadores como Pedrosa ou Filipe Anunciação. O clima era de expectativa e nervosismo.

Minutos antes do inicio do encontro foi divulgado o 11 inicial... e o mundo axadrezado gelou...

Na baliza Ricardo, os centrais Turra e Pedro Emanuel, Frechaut do lado direito e Pedro Santos do lado esquerdo... os Boavisteiros respiravam de alívio... até ao momento em que é anunciado, que o meio campo que apoiaria a dupla ofensiva Silva/Duda era composta nem mais, nem menos, que por Ávalos, Filipe Anunciação, Pedrosa e.... ERIVAN! Sim! No dia do jogo europeu mais marcante da historia do clube, Pacheco decide adaptar Erivan médio centro!
Pânico, sufoco, loucura, fala-se até mesmo de suicídios enquanto a equipa entrava em campo e o Erivan se dirigia para o meio campo. Os boavisteiros interrogavam-se sobre o prazer que Pacheco teria em oferecer uma vitória aos escoceses sem nada em troca... Eu interrogava-me se os Deuses do Futebol estariam loucos, ao que o Pelé me respondeu “Eu tou bem, cara, mas aquele Maradona não sei não...”

...Mas naquele dia... Naquele dia algo era diferente...

Acredita-se que naquele dia os planetas se alinharam e o inferno gelou... O que vos vou contar, maus amigos, está na historia do oculto, do indesvendável da realidade humana...

Com poucos minutos de jogo, Erivan recebe a bola, e em poucos toques, ultrapassa Lennon com um “lençol”, e faz uma impressionante abertura de passe longo para a ponta direita do ataque, onde Duda ganhou um canto. Perante o olhar incrédulo dos axadrezados que bem o conheciam (ou pensavam que...) Erivan foi fazendo jogada atrás de jogada, trocando os rins aos adversários, ganhando mesmo um lendário corpo-a-corpo a John Hartson, distribuía jogo, recuperava bolas, voluntariava-se para as bolas paradas e criava perigosíssimas situações ofensivas (sim! para o Boavista!)... um verdadeiro Matthaus de xadrez!

O momento chave situa-se pouco depois do inicio da segunda parte, quando no flanco esquerdo do meio campo, Erivan faz passar a bola por cima de Agathe, roda sobre ele próprio, e faz uma impressionante abertura para Filipe Anunciação, que com alguma sorte á mistura abria o marcador. O jogo acabaria por ficar 1-1 (o inevitável Henrik Larsson empataria o jogo minutos depois do lance inspirado de Erivan, e o mesmo Larsson teve tempo ainda para falhar um penaltie, devido a uma soberba defesa de um guarda redes do Boavista chamado Ricardo, actualmente de paradeiro desconhecido...)

Erivan, homem do jogo no Celtic Park. Até o proprio site do clube de Glasgow o confirmava. No dia seguinte os jornais davam algum destaque ao jogo de Erivan, e principalmente a escolha táctica de Pacheco, mas entre os boavisteiros estavam perante uma história surreal, que até aos dias de hoje arrepia contar.

A continuação da história não tem muito de emocionante... Os boavisteiros e o mundo interrogavam-se se estaria ali escondido atrás de um lateral esquerdo lastimável um verdadeiro meio campista de escala mundial. Até mesmo numa edição d’O Jogo da semana desse jogo, Erivan proferiu a célebre “Já me sinto um médio..:”

No sábado dessa semana, Erivan actuou a meio campo contra o Paços de Ferreira, jogo que ficou a zero, e Erivan foi substituido ao intervalo após ter entregue inúmeras bolas ao adversário, e ter rematado uma bola desde a marca de penaltie, que de forma impressionante saíu pela linha... lateral!

Na 4a feira seguinte jogaria apenas 30 min contra o Celtic, na 2ª mão, mostrando uma capacidade de incompetência em campo só ao alcance dos predestinados!

Erivan jogaria apenas mais um jogo pelo Boavista, e seria dispensado no decorrer dessa mesma época. Actualmente cria situações de golo para os adversários do Varzim na II Liga, equipa onde actua.

E com este final feliz me despeço, espero que tenham gostado, embora ainda esteja por desvendar o que realmente aconteceu naquela noite no Celtic Park...

Prometo em breve mais historias e reportagens, cumprimentos.
on Monday, October 10, 2005
Depois de "Meu querido Simão", "Simão muda de penteado" e "Cuidado Simão, não leves cartão", chega a Portugal mais um êxito d´A Bolha:
O PEQUENO MICCOLI!

Que triste jornalismo desportivo...

on Sunday, October 9, 2005
A conquista da 1º Taça dos Campeões pelo Grandioso e Muy Nobre FC Porto.Que ano meus amigos!O FC Porto ,definitivamente, estabelece-se como o melhor clube português do ultimos 20 anos.Mas vamos recordar a epopeia que foi até Viena,2 anos após a final de Basileia para a Taça das Taças,perdida ingloriamente para a Juventus.
este ano dourado para o azul e branco,começa em vila do conde,em setembro de 1986,devido as obras no saudoso estadio das Antas. Inicia-se contra os desconhecidos Rabat Ajax,contra a qual o FC Porto goleia por 9-0 e , na ida a Malta,para a 2ª mão, mais 1 vitória por 0-1, golo de Sousa. Constitui uma das maiores goleadas do FC Porto e da Europa.
Chega-se a 2ª eliminatoria da prova. Na rifa calha o desconhecido,e que poucos se devem lembrar, TJ Vitkovice da antiga Checoslovaquia, hoje conhecido como Fc Karvina.
Na 1ª mão, o FC Porto vai a Checoslovaquia e perde por 1-0 com muita sorte, pois podiam ter levado mais. Na 2ª mão, Artur Jorge arma o jogo, para dar liberdade ao meio campo, visto Gomes sofrer 1 apertada marcação. E assim foi:de canto André cabeceia e marca,Celso faz o 2º e o grande Futre(Que saudade Futre) fixa o score em 3-0.
3 meses separam esta eliminatória da próxima,que seria jogada com o campeão dinamarquês, Brondby IF.Nas Antas,1-0 pelo saudoso e muito genial Madjer.Vantagem mínima,mas ,na Dinamarca,o Fc Porto empata 1-1,por Juary.
A partir daqui venha o diabo e escolha.Os possí veis adversarios eram Dinamo Kiev,Real Madrid ou Bayern Munique.O sorteio determina um FC Porto-Dinamo Kiev e um Real madrid-Bayern Munique .
De referir que o Dinamo Kiev era considerado umas das melhores equipas da europa.Em Abril,as Antas recebem o poderoso Dinamo.Com uma grande exibição o Porto faz 2-0, golos de André e Futre,e ,a pouco tempo do fim, o Dinamo reduz para 2-1.Toda a gente estava convencida que o FC Porto iria sair goleado na 2ª mão, tal era a reputação do Dinamo. Logo aos 4 minutos,Celso ,de livre,cala o estádio todo ao marcar. Não há fotos desse golo de Celso (mas pode-se ver aqui), pois os jornalistas tinham-se posto todos(!!!) atrás da baliza de Mlynarczik, à espera do 1º golo do Dinamo. No seguimento de 1 canto,Gomes faz o 0-2,o Dinamo reduz para 1-2,mas já era tarde...o FC Porto estava pela 1ª vez na final da Taça dos Campeões!
Começa tudo torto,a pouco tempo da final, Lima Pereira e Gomes lesionam-se .

Artur Jorge opta por jogar sem ponta de lança fixo, jogando Madjer e Futre na frente ,com liberdade.
Foi a 27 de Maio de 1987 no Estádio do Prater em Viena, com a arbitragem do belga Alexis Ponnet.

FC Porto
Mlynarczyk; João Pinto, Celso, Eduardo Luís e Inácio (Frasco, 66); Quim (Juary, 46), André, Jaime Magalhães e Sousa; Madjer e Futre.
Treinador: Artur Jorge.

Bayern de Munique
Jean Marie Pfaff, Nachtweih, Eder, Pfluger, Winklofer, Flick (Lunde), Michael Rummenigge, Lothar Mathaus, Andreas Brheme, Dieter Hoeness, Kogl
Treinador: Udo Tattek

Por volta dos 15 minutos de jogo, num lançamento de linha lateral, a defesa portista é supreendida e o Bayern faz o 1-0. Na 2ª parte, saem Inácio e Quim e entram Frasco e Juary. A 13 minutos do fim, Madjer de calcanhar faz o golo. Frasco abre para Juary ,este centra e Madjer de calcanhar a fuzilar o guarda-redes alemão. 5 minutos se passaram, Madjer arranca pela esquerda,cruza para a área e Juary aparece a marcar!1-2!
O arbitro apita o final do jogo e o FC Porto entra para a galeria dos imortais,da Taça dos Campeões,lado a lado com o SL Benfica da decada de 60,Ajax entre outros.
Esta final fecha com chave de ouro um ciclo que vinha desde 1985, altura da final da extinta Taça das Taças e que culmina em Viena,no Estádio Prater. Só com a vinda de Mourinho o FC Porto atingiria 1 ciclo ainda maior no que diz respeito a Europa!
Fica o resumo do jogo para portista e amante do futebol ver.

Plantel:
Josef Mlynarczik: Surgiu numa altura em que os adeptos já estavam saturados da irregularidade do malogrado Zé Beto.
Titular da selecção polaca nos mundiais de Espanha e do México (onde nos tramou),era um enorme guarda-redes, um dos 3 melhores da história do FCP.
Uma lesão fê-lo perder a titularidade para um muito jovem Vítor Baía. Deixou o futebol de uma forma estranha.

João Pinto: O capitão que não largou a taça por 1 segundo. Ainda hoje recordo o sprint de Artur Jorge de Melo Braga Teixeira para tocar no caneco.
Lateral direito bem a cima da média é um dos mais carismáticos capitães da história do clube.

Inácio: Defesa esquerdo que veio do Sporting. Discreto era melhor a defender do que a atacar.
Foi dono e senhor do lugar até à chegada do brasileiro Branco.
Posteriormente convertido treinador, onde ganhou o nome Augusto, foi em 2006-07 o rei das chicotadas psicológicas.

Celso: Central brasileiro com um petardo do caraças. Muito possante fisicamente, tremia quando tinha que enfrentar o ágil Rui Águas.
Marcava golos que se fartava na conversão de livres directos.

Lima Pereira: Defesa central alto, possante e muito forte na marcação.
Lesionou-se poucos antes da final.

Eduardo Luís: Era um jogador com qualidade, que em tempos representou o Benfica e o Marítimo. Aquela irritante mania que o Sr. Jorge Nuno tem em “reciclar” ex-jogadores do Glorioso já vem de longe.
Era casado com uma popular e gira apresentadora da RTP.

Geraldão: O limite de estrangeiros, na altura era de 3, atrasou um pouco a sua afirmação na equipa. Tinha uma estampa física e um tiro impressionantes.
Marcava muitos golos de livre, mas recordo-me dos seus duelos com Ivkovic, guardião do SCP.

Quim: Médio defensivo que veio do Vitória de Setúbal.
Um trabalhador incansável, naquele meio campo onde abundavam os jogadores à Porto, raçudos e com calvice precoce. Quim não era carece, mas a raça abundava.

Jaime Pacheco: O actual treinador do Boavista era enquanto jogador, o espelho daquilo que são actualmente as suas equipas. Calvo, raça e qualidade.
Alternou a carreira entre o Porto e Alvalade.
Ainda actuou no Paços de Ferreira.

Frasco: Pequenino, bigode e um pulmão que nunca mais acabava. Era assim António Frasco. Também tinha uma bela habilidade para distribuir lenha.

André: O mestre o cacete. Um trinco à moda antiga. A ele aplicava-se (e de que maneira) a velha máxima, ou passa a bola, ou passa o jogador, mas jamais os 2 em simultâneo.
Veio do Varzim para o Porto, onde permaneceu até final da carreira, sempre com muitos títulos.
Era um regalo vê-lo protestar com os árbitros.

António Sousa: O pai da eterna promessa adiada, Ricardo Sousa.
O D. Sebastião de Aveiro, o único treinador que consegue manter o Beira-Mar por duas épocas seguidas na 1ª Divisão
Como atleta, começou na Sanjoanense, passou pelo Beira Mar e alternou entre o Porto e o Sporting.
Outro temível marcador de livres directos.
Jogou a final, devido ao impedimento de Fernando Gomes.
Na época seguinte marcou o golo que valeu a vitória por 1-0, no jogo da 2ª mão da Super Taça.

Jaime Magalhães: O médio ala direito. Um dos motores da equipa. Um excelente jogador, bastante dotado tecnicamente e com uma elevada cultura táctica.
Ainda alinhou no Leça.

Paulo Futre: O menino do Montijo que o Sporting deixou fugir para o Porto. Foi um dos melhores jogadores portugueses de sempre, contudo pecou ao escolher o mediano Atlético de Madrid para a sua aventura internacional.
Fez um grande jogo na final de Viena, onde actuou como homem mais avançado e deu água pela barba aos possantes defesas bávaros.
Jogou ainda no Benfica, Marselha, Milan e regressou ao Atlético para acabar a carreira.
Durante muitos anos a selecção nacional foi o Futre e mais 10.

Semedo: Um jogador completo e polivalente.
Na época seguinte afirmou-se por completo ganhando a camisola 10 da equipa.
Um caso de doping acabou com a sua carreira. Ainda tentou a sorte no Salgueiros, mas o doping voltou a trai-lo.

Walter Casagrande: Internacional brasileiro presente no México86, foi uma das mais badaladas contratações dos azuis e brancos.
A sua estadia na invicta foi contudo bastante marcada pelas lesões.

Rabat Madger: O craque argelino, o homem do calcanhar imortal. Fez também a jogada para o 2-1, pelo que terá sido o MVP da final.
Esteve no México 86 e se a memória não me atraiçoa no Espanha 82.
Na época seguinte marcou um golão no manto de neve de Tóquio, que valeu a vitória na Taça Intercontinental sobre o Penarol.

Fernando Gomes: O bi bota de ouro. Um animal de área, um dos melhores pontas de lança do pós 25 de Abril. Uma espécie de Mário Jardel dos anos 80.
Não jogou a final por lesão.
Anos mais tarde, incompatibilizou-se com Octávio e foi-lhe indicada a Porto da saída. Havia entretanto perdido a titularidade para o ex e pós benfiquista Rui Águas.
Ainda actuou uma época no Sporting, tendo sido um dos melhores marcadores do campeonato.

Rui Barros: Varzinista de 75 cms, o pequeno Rui seria na época seguinte um dos mais valiosos jogadores do rico plantel azul e branco.
Marcou em Amesterdão o golo que ditou a vitória por 1-0 sobre o Ajax na 1ª mão da Super-Taça Europeia.
Saiu para a Juventus, passou pelo Mónaco e pelo Marselha. Retornou ao Porto para iniciar o Penta.

Djuary: A arma secreta. Uma espécie de Mantorras (2004-05), mas muito mais eficaz. Era o homem da última meia hora.
Marcou o golo do empate na Dinamarca (1-1) que eliminou o Brondby de um jovem Peter Schemeichel. Foi igualmente decisivo na final, marcando o 2º golo após grande jogada de Madger.
Saiu do Porto após desentendimentos com Artur Jorge.

Depois de uma fase de apuramento atípica, vamos à Alemanha, onde esperamos fazer mais do que emburcar umas bjecas na Oktoberfest. Esta selecção de Scolari demonstra uma enorme falta de patriotismo: ao contrário do bom e velho Tuga, cumpriram o seu objectivo antes da última hora.
Portugal entrou pressionante, com Pauleta a falhar a sua dúzia de golos, como quem diz "deixem lá ficar o record do gajo que está ali no banco com uma toalha branca a torcer por nós". Cristiano Ronaldo é um grande jogador e, por tal facto ser de opinião geral, não necessitava de dançar com a bola em frente dos homens do Liechtenstein cada vez que a tinha em sua posse. Figo, apesar da idade, mostrava, a espaços, os dotes que o levaram a ser considerado o melhor do mundo em 2001, tendo uma oportunidade para empatar o jogo no final da 1ª parte, com uma grande,grande defesa do central contrário . Simão...jogou como sempre faz na selecção: uma actuação medíocre e apagada, com um pormenor técnico interessante de vez em quando. Também o Labreca não esteve nos seus melhores dias, com aquelas saídas em falso que bem conhecemos. Enfim, mais um resultado esquisito com a selecção que era goleada por Portugal há poucos anos.
Destaque para o gesto solidário do treinador da equipa visitante que, ao ver os portugueses em desespero, tirou os seus dois melhores jogadores, Mario Frick e Fisher. Um autêntico cavalheiro, este senhor, só ultrapassado pelo avançado que tirou a bola em cima da linha de golo da nossa baliza. Mas, à excepção dos jogos de Vaduz e Aveiro, temos de ficar orgulhosos do conjunto comandado por Scolari.
A Malta da Tropa que curte Bola quer deixar os seus parabéns aos manos de Angola, que vão ao Mundial com o ex-novo Eusébio, Akwá, e com o actual novo Eusébio, Mantorras. De referir também o simbolismo de selecções como o Togo(se alguém conhece um atleta da equipa em questão que deixe um comment) e a Costa do Marfim, que ainda irão dar assunto para 4 ou 5 posts aqui no blog. De fora ficam os Camarões do poeta Artur Jorge, Nigéria e Marrocos, todas formações que deram muito ao futebol mundial com nomes irreverentes como o homem que lixou o Higuita em 94,Roger Milla, o príncipe africano Peter Rufai ou os não menos míticos Saber,Mustapha Hadji e Chippo.
Na zona europeia Holanda e Itália já estão no Mundial, enquanto a Grécia mostrou todo o seu potencial nesta qualificação( como já tinha feito na Taça das Confedrações) e está atrás da Turquia e da já apurada Ucrânia. É muito provável que não se qualifique e desejamos isso mesmo. A República Checa, que, recorde-se, fez um brilharete no Euro e mostrou craques como Baros,Marek Heink e Nedved, também está em maus lençóis e possivelmente vai pelo mesmo caminho.

P.S. : Os combates de wrestling promovidos pela Academia de Alcochete ficam para um outro post...
on Friday, October 7, 2005
Amanhã, a selecção de todos nós tem uma etapa importante pela frente... Jogamos contra o Liechenstein (lembram-se do 2-2?) que é um adversário mais que acessível, mas que não podemos menosprezar, de todo.
A nossa selecção tem a vantagem de jogar em casa e tem o dever de ganhar a um adversário que bem conhece.
Não nos esqueçamos daquele fatídico empate no Liechenstein que tanta polémica suscitou devido à atitude dos jogadores face ao jogo que foi, francamente, má.
Desta vez tenho a certeza que a atitude será outra, até porque os jogadores têm vindo a demonstrar outro tipo de mentalidade e preparação psicológica para os jogos... Depois das tragédias gregas os nossos jogadores já não têm aquele excesso de confiança que deitava tudo a perder.
Apoio não falatará, até porque o público português já provou mais que uma vez que está sempre ao lado da sua selecção e responde sempre positivamente aos apelos de Scolari, tal como aconteceu no Euro´04 onde todos pudemos ver o fenómeno das bandeiras.

A missão de arbitrar este jogo cabe a Grzegorz Gilewski, um árbitro polaco. Ás 21.15 de amanhã, no estádio de Aveiro, começa o jogo que pode pôr a selecção das quinas no Mundial de 2006.

No dia 12 deste mês joga-se o derradeiro encontro contra a Letónia também em casa, no Estádio do Dragão às 19.30, mas espera-se ir para esse jogo com a qualificação garantida.

Portugal deve alinha com o seguinte onze: Ricardo, Paulo Ferreira, Jorge Andrade, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Maniche, Petit, C. Ronaldo, Figo, Simão e Pauleta.

A ausência mais notada é sem dúvida a do Sr. Ministro, Costinha.

Amanhã espera-se festa mas nunca se sabe e nós, adeptos, temos de ser compreensivos porque hoje em dia o futebol é imprevisível e os resultados fazem-se dentro das quatro linhas!

Só esperamos uma boa exibição e nada menos que a vitória! Está ao nosso alcance e sabemos que a podemos conseguir para confirmar o nosso estatuto, o estatuto de selecção de topo. Só pedimos garra a dedicação aos nossos jogadores, pois nós fazemos o máximo que podemos... apoia-mos incondicionalmente. Boa sorte Portugal!

Para mim um dos históricos "grandes" da europa,mas apagado há uma data de anos,o Ajax sempre me inspirou respeito,principalmente pela sua reputação de "forno" de jogadores,e porque eu ,Octávio,sou adepto do estilo holandês.
Fundado em 1900,o Football Club Ajax,após reunião entre Stempel,Dade,e Reser.O nome Ajax provém de 1 deus grego,o que era comum neste início de seculo.Em 1918,conquista o 1 titulo holandês.

Inicia a sua história que o levaria a fama pelo mundo inteiro,não só pelas conquistas,mas pela formação de jogadores vencedores, máquinas de futebol total.A partir de 1966 dois nomes históricos que iriam revolucionar o Ajax,Johan Cruyff e Rinus Michels.
Rinus Michels inicia carreira como treinador do Zandvoort e AFC,mas é nas camadas jovens do Ajax que se sentia bem.Pouco tempo depois após a despedida do treinador inglês Vic Buckingham,Michels assume a equipa principal,já Cruyff era titular.Em 1967,surge 1 "cheirinho" do que seria o domínio do Ajax,goleada ao Liverpool por 5-1 na Taça dos Campeões,e em 1971 inicia-se o ciclo mais brilhante da história do Ajax.Ganham a Taça dos Campeões em 71,72, e 73,e basta 15 jogadores para fazer o tri.Na baliza, o GR Stuy, e depois Krol, Suurbier, Rijnders,Hulshoff, Vasovic,Blakenburg, Neeskens, Murhen, Cruyff,Haan,Swart,Keizer Rep e Van Dijk.
Todos atacavam, todos defendiam.Uma autêntica revolução na europa do futebol.

Em 1995 ganha mais 1 Taça dos Campeões,com 1 golo de Kluivert,que bateu o GR do Milan,Rossi,e que voltou a relembrar o Ajax dos anos 70.
Talentos nascidos na "fábrica" do Ajax,que o mundo nao esquece.Obrigado pelo teu filão de incriveis jogadores,Ajax!
Johan Cruyff

Ronald Koeman

Van Basten

Rijkaard

Aaron Winter

Clarence Seedorf

Muitos outros nomes,apesar de não serem produto do Ajax,foram transferidos com 16/17 anos,tais como Kanu,Finidi,Babangida e Oliseh.