on Sunday, October 9, 2005
A conquista da 1º Taça dos Campeões pelo Grandioso e Muy Nobre FC Porto.Que ano meus amigos!O FC Porto ,definitivamente, estabelece-se como o melhor clube português do ultimos 20 anos.Mas vamos recordar a epopeia que foi até Viena,2 anos após a final de Basileia para a Taça das Taças,perdida ingloriamente para a Juventus.
este ano dourado para o azul e branco,começa em vila do conde,em setembro de 1986,devido as obras no saudoso estadio das Antas. Inicia-se contra os desconhecidos Rabat Ajax,contra a qual o FC Porto goleia por 9-0 e , na ida a Malta,para a 2ª mão, mais 1 vitória por 0-1, golo de Sousa. Constitui uma das maiores goleadas do FC Porto e da Europa.
Chega-se a 2ª eliminatoria da prova. Na rifa calha o desconhecido,e que poucos se devem lembrar, TJ Vitkovice da antiga Checoslovaquia, hoje conhecido como Fc Karvina.
Na 1ª mão, o FC Porto vai a Checoslovaquia e perde por 1-0 com muita sorte, pois podiam ter levado mais. Na 2ª mão, Artur Jorge arma o jogo, para dar liberdade ao meio campo, visto Gomes sofrer 1 apertada marcação. E assim foi:de canto André cabeceia e marca,Celso faz o 2º e o grande Futre(Que saudade Futre) fixa o score em 3-0.
3 meses separam esta eliminatória da próxima,que seria jogada com o campeão dinamarquês, Brondby IF.Nas Antas,1-0 pelo saudoso e muito genial Madjer.Vantagem mínima,mas ,na Dinamarca,o Fc Porto empata 1-1,por Juary.
A partir daqui venha o diabo e escolha.Os possí veis adversarios eram Dinamo Kiev,Real Madrid ou Bayern Munique.O sorteio determina um FC Porto-Dinamo Kiev e um Real madrid-Bayern Munique .
De referir que o Dinamo Kiev era considerado umas das melhores equipas da europa.Em Abril,as Antas recebem o poderoso Dinamo.Com uma grande exibição o Porto faz 2-0, golos de André e Futre,e ,a pouco tempo do fim, o Dinamo reduz para 2-1.Toda a gente estava convencida que o FC Porto iria sair goleado na 2ª mão, tal era a reputação do Dinamo. Logo aos 4 minutos,Celso ,de livre,cala o estádio todo ao marcar. Não há fotos desse golo de Celso (mas pode-se ver aqui), pois os jornalistas tinham-se posto todos(!!!) atrás da baliza de Mlynarczik, à espera do 1º golo do Dinamo. No seguimento de 1 canto,Gomes faz o 0-2,o Dinamo reduz para 1-2,mas já era tarde...o FC Porto estava pela 1ª vez na final da Taça dos Campeões!
Começa tudo torto,a pouco tempo da final, Lima Pereira e Gomes lesionam-se .

Artur Jorge opta por jogar sem ponta de lança fixo, jogando Madjer e Futre na frente ,com liberdade.
Foi a 27 de Maio de 1987 no Estádio do Prater em Viena, com a arbitragem do belga Alexis Ponnet.

FC Porto
Mlynarczyk; João Pinto, Celso, Eduardo Luís e Inácio (Frasco, 66); Quim (Juary, 46), André, Jaime Magalhães e Sousa; Madjer e Futre.
Treinador: Artur Jorge.

Bayern de Munique
Jean Marie Pfaff, Nachtweih, Eder, Pfluger, Winklofer, Flick (Lunde), Michael Rummenigge, Lothar Mathaus, Andreas Brheme, Dieter Hoeness, Kogl
Treinador: Udo Tattek

Por volta dos 15 minutos de jogo, num lançamento de linha lateral, a defesa portista é supreendida e o Bayern faz o 1-0. Na 2ª parte, saem Inácio e Quim e entram Frasco e Juary. A 13 minutos do fim, Madjer de calcanhar faz o golo. Frasco abre para Juary ,este centra e Madjer de calcanhar a fuzilar o guarda-redes alemão. 5 minutos se passaram, Madjer arranca pela esquerda,cruza para a área e Juary aparece a marcar!1-2!
O arbitro apita o final do jogo e o FC Porto entra para a galeria dos imortais,da Taça dos Campeões,lado a lado com o SL Benfica da decada de 60,Ajax entre outros.
Esta final fecha com chave de ouro um ciclo que vinha desde 1985, altura da final da extinta Taça das Taças e que culmina em Viena,no Estádio Prater. Só com a vinda de Mourinho o FC Porto atingiria 1 ciclo ainda maior no que diz respeito a Europa!
Fica o resumo do jogo para portista e amante do futebol ver.

Plantel:
Josef Mlynarczik: Surgiu numa altura em que os adeptos já estavam saturados da irregularidade do malogrado Zé Beto.
Titular da selecção polaca nos mundiais de Espanha e do México (onde nos tramou),era um enorme guarda-redes, um dos 3 melhores da história do FCP.
Uma lesão fê-lo perder a titularidade para um muito jovem Vítor Baía. Deixou o futebol de uma forma estranha.

João Pinto: O capitão que não largou a taça por 1 segundo. Ainda hoje recordo o sprint de Artur Jorge de Melo Braga Teixeira para tocar no caneco.
Lateral direito bem a cima da média é um dos mais carismáticos capitães da história do clube.

Inácio: Defesa esquerdo que veio do Sporting. Discreto era melhor a defender do que a atacar.
Foi dono e senhor do lugar até à chegada do brasileiro Branco.
Posteriormente convertido treinador, onde ganhou o nome Augusto, foi em 2006-07 o rei das chicotadas psicológicas.

Celso: Central brasileiro com um petardo do caraças. Muito possante fisicamente, tremia quando tinha que enfrentar o ágil Rui Águas.
Marcava golos que se fartava na conversão de livres directos.

Lima Pereira: Defesa central alto, possante e muito forte na marcação.
Lesionou-se poucos antes da final.

Eduardo Luís: Era um jogador com qualidade, que em tempos representou o Benfica e o Marítimo. Aquela irritante mania que o Sr. Jorge Nuno tem em “reciclar” ex-jogadores do Glorioso já vem de longe.
Era casado com uma popular e gira apresentadora da RTP.

Geraldão: O limite de estrangeiros, na altura era de 3, atrasou um pouco a sua afirmação na equipa. Tinha uma estampa física e um tiro impressionantes.
Marcava muitos golos de livre, mas recordo-me dos seus duelos com Ivkovic, guardião do SCP.

Quim: Médio defensivo que veio do Vitória de Setúbal.
Um trabalhador incansável, naquele meio campo onde abundavam os jogadores à Porto, raçudos e com calvice precoce. Quim não era carece, mas a raça abundava.

Jaime Pacheco: O actual treinador do Boavista era enquanto jogador, o espelho daquilo que são actualmente as suas equipas. Calvo, raça e qualidade.
Alternou a carreira entre o Porto e Alvalade.
Ainda actuou no Paços de Ferreira.

Frasco: Pequenino, bigode e um pulmão que nunca mais acabava. Era assim António Frasco. Também tinha uma bela habilidade para distribuir lenha.

André: O mestre o cacete. Um trinco à moda antiga. A ele aplicava-se (e de que maneira) a velha máxima, ou passa a bola, ou passa o jogador, mas jamais os 2 em simultâneo.
Veio do Varzim para o Porto, onde permaneceu até final da carreira, sempre com muitos títulos.
Era um regalo vê-lo protestar com os árbitros.

António Sousa: O pai da eterna promessa adiada, Ricardo Sousa.
O D. Sebastião de Aveiro, o único treinador que consegue manter o Beira-Mar por duas épocas seguidas na 1ª Divisão
Como atleta, começou na Sanjoanense, passou pelo Beira Mar e alternou entre o Porto e o Sporting.
Outro temível marcador de livres directos.
Jogou a final, devido ao impedimento de Fernando Gomes.
Na época seguinte marcou o golo que valeu a vitória por 1-0, no jogo da 2ª mão da Super Taça.

Jaime Magalhães: O médio ala direito. Um dos motores da equipa. Um excelente jogador, bastante dotado tecnicamente e com uma elevada cultura táctica.
Ainda alinhou no Leça.

Paulo Futre: O menino do Montijo que o Sporting deixou fugir para o Porto. Foi um dos melhores jogadores portugueses de sempre, contudo pecou ao escolher o mediano Atlético de Madrid para a sua aventura internacional.
Fez um grande jogo na final de Viena, onde actuou como homem mais avançado e deu água pela barba aos possantes defesas bávaros.
Jogou ainda no Benfica, Marselha, Milan e regressou ao Atlético para acabar a carreira.
Durante muitos anos a selecção nacional foi o Futre e mais 10.

Semedo: Um jogador completo e polivalente.
Na época seguinte afirmou-se por completo ganhando a camisola 10 da equipa.
Um caso de doping acabou com a sua carreira. Ainda tentou a sorte no Salgueiros, mas o doping voltou a trai-lo.

Walter Casagrande: Internacional brasileiro presente no México86, foi uma das mais badaladas contratações dos azuis e brancos.
A sua estadia na invicta foi contudo bastante marcada pelas lesões.

Rabat Madger: O craque argelino, o homem do calcanhar imortal. Fez também a jogada para o 2-1, pelo que terá sido o MVP da final.
Esteve no México 86 e se a memória não me atraiçoa no Espanha 82.
Na época seguinte marcou um golão no manto de neve de Tóquio, que valeu a vitória na Taça Intercontinental sobre o Penarol.

Fernando Gomes: O bi bota de ouro. Um animal de área, um dos melhores pontas de lança do pós 25 de Abril. Uma espécie de Mário Jardel dos anos 80.
Não jogou a final por lesão.
Anos mais tarde, incompatibilizou-se com Octávio e foi-lhe indicada a Porto da saída. Havia entretanto perdido a titularidade para o ex e pós benfiquista Rui Águas.
Ainda actuou uma época no Sporting, tendo sido um dos melhores marcadores do campeonato.

Rui Barros: Varzinista de 75 cms, o pequeno Rui seria na época seguinte um dos mais valiosos jogadores do rico plantel azul e branco.
Marcou em Amesterdão o golo que ditou a vitória por 1-0 sobre o Ajax na 1ª mão da Super-Taça Europeia.
Saiu para a Juventus, passou pelo Mónaco e pelo Marselha. Retornou ao Porto para iniciar o Penta.

Djuary: A arma secreta. Uma espécie de Mantorras (2004-05), mas muito mais eficaz. Era o homem da última meia hora.
Marcou o golo do empate na Dinamarca (1-1) que eliminou o Brondby de um jovem Peter Schemeichel. Foi igualmente decisivo na final, marcando o 2º golo após grande jogada de Madger.
Saiu do Porto após desentendimentos com Artur Jorge.

Depois de uma fase de apuramento atípica, vamos à Alemanha, onde esperamos fazer mais do que emburcar umas bjecas na Oktoberfest. Esta selecção de Scolari demonstra uma enorme falta de patriotismo: ao contrário do bom e velho Tuga, cumpriram o seu objectivo antes da última hora.
Portugal entrou pressionante, com Pauleta a falhar a sua dúzia de golos, como quem diz "deixem lá ficar o record do gajo que está ali no banco com uma toalha branca a torcer por nós". Cristiano Ronaldo é um grande jogador e, por tal facto ser de opinião geral, não necessitava de dançar com a bola em frente dos homens do Liechtenstein cada vez que a tinha em sua posse. Figo, apesar da idade, mostrava, a espaços, os dotes que o levaram a ser considerado o melhor do mundo em 2001, tendo uma oportunidade para empatar o jogo no final da 1ª parte, com uma grande,grande defesa do central contrário . Simão...jogou como sempre faz na selecção: uma actuação medíocre e apagada, com um pormenor técnico interessante de vez em quando. Também o Labreca não esteve nos seus melhores dias, com aquelas saídas em falso que bem conhecemos. Enfim, mais um resultado esquisito com a selecção que era goleada por Portugal há poucos anos.
Destaque para o gesto solidário do treinador da equipa visitante que, ao ver os portugueses em desespero, tirou os seus dois melhores jogadores, Mario Frick e Fisher. Um autêntico cavalheiro, este senhor, só ultrapassado pelo avançado que tirou a bola em cima da linha de golo da nossa baliza. Mas, à excepção dos jogos de Vaduz e Aveiro, temos de ficar orgulhosos do conjunto comandado por Scolari.
A Malta da Tropa que curte Bola quer deixar os seus parabéns aos manos de Angola, que vão ao Mundial com o ex-novo Eusébio, Akwá, e com o actual novo Eusébio, Mantorras. De referir também o simbolismo de selecções como o Togo(se alguém conhece um atleta da equipa em questão que deixe um comment) e a Costa do Marfim, que ainda irão dar assunto para 4 ou 5 posts aqui no blog. De fora ficam os Camarões do poeta Artur Jorge, Nigéria e Marrocos, todas formações que deram muito ao futebol mundial com nomes irreverentes como o homem que lixou o Higuita em 94,Roger Milla, o príncipe africano Peter Rufai ou os não menos míticos Saber,Mustapha Hadji e Chippo.
Na zona europeia Holanda e Itália já estão no Mundial, enquanto a Grécia mostrou todo o seu potencial nesta qualificação( como já tinha feito na Taça das Confedrações) e está atrás da Turquia e da já apurada Ucrânia. É muito provável que não se qualifique e desejamos isso mesmo. A República Checa, que, recorde-se, fez um brilharete no Euro e mostrou craques como Baros,Marek Heink e Nedved, também está em maus lençóis e possivelmente vai pelo mesmo caminho.

P.S. : Os combates de wrestling promovidos pela Academia de Alcochete ficam para um outro post...
on Friday, October 7, 2005
Amanhã, a selecção de todos nós tem uma etapa importante pela frente... Jogamos contra o Liechenstein (lembram-se do 2-2?) que é um adversário mais que acessível, mas que não podemos menosprezar, de todo.
A nossa selecção tem a vantagem de jogar em casa e tem o dever de ganhar a um adversário que bem conhece.
Não nos esqueçamos daquele fatídico empate no Liechenstein que tanta polémica suscitou devido à atitude dos jogadores face ao jogo que foi, francamente, má.
Desta vez tenho a certeza que a atitude será outra, até porque os jogadores têm vindo a demonstrar outro tipo de mentalidade e preparação psicológica para os jogos... Depois das tragédias gregas os nossos jogadores já não têm aquele excesso de confiança que deitava tudo a perder.
Apoio não falatará, até porque o público português já provou mais que uma vez que está sempre ao lado da sua selecção e responde sempre positivamente aos apelos de Scolari, tal como aconteceu no Euro´04 onde todos pudemos ver o fenómeno das bandeiras.

A missão de arbitrar este jogo cabe a Grzegorz Gilewski, um árbitro polaco. Ás 21.15 de amanhã, no estádio de Aveiro, começa o jogo que pode pôr a selecção das quinas no Mundial de 2006.

No dia 12 deste mês joga-se o derradeiro encontro contra a Letónia também em casa, no Estádio do Dragão às 19.30, mas espera-se ir para esse jogo com a qualificação garantida.

Portugal deve alinha com o seguinte onze: Ricardo, Paulo Ferreira, Jorge Andrade, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Maniche, Petit, C. Ronaldo, Figo, Simão e Pauleta.

A ausência mais notada é sem dúvida a do Sr. Ministro, Costinha.

Amanhã espera-se festa mas nunca se sabe e nós, adeptos, temos de ser compreensivos porque hoje em dia o futebol é imprevisível e os resultados fazem-se dentro das quatro linhas!

Só esperamos uma boa exibição e nada menos que a vitória! Está ao nosso alcance e sabemos que a podemos conseguir para confirmar o nosso estatuto, o estatuto de selecção de topo. Só pedimos garra a dedicação aos nossos jogadores, pois nós fazemos o máximo que podemos... apoia-mos incondicionalmente. Boa sorte Portugal!

Para mim um dos históricos "grandes" da europa,mas apagado há uma data de anos,o Ajax sempre me inspirou respeito,principalmente pela sua reputação de "forno" de jogadores,e porque eu ,Octávio,sou adepto do estilo holandês.
Fundado em 1900,o Football Club Ajax,após reunião entre Stempel,Dade,e Reser.O nome Ajax provém de 1 deus grego,o que era comum neste início de seculo.Em 1918,conquista o 1 titulo holandês.

Inicia a sua história que o levaria a fama pelo mundo inteiro,não só pelas conquistas,mas pela formação de jogadores vencedores, máquinas de futebol total.A partir de 1966 dois nomes históricos que iriam revolucionar o Ajax,Johan Cruyff e Rinus Michels.
Rinus Michels inicia carreira como treinador do Zandvoort e AFC,mas é nas camadas jovens do Ajax que se sentia bem.Pouco tempo depois após a despedida do treinador inglês Vic Buckingham,Michels assume a equipa principal,já Cruyff era titular.Em 1967,surge 1 "cheirinho" do que seria o domínio do Ajax,goleada ao Liverpool por 5-1 na Taça dos Campeões,e em 1971 inicia-se o ciclo mais brilhante da história do Ajax.Ganham a Taça dos Campeões em 71,72, e 73,e basta 15 jogadores para fazer o tri.Na baliza, o GR Stuy, e depois Krol, Suurbier, Rijnders,Hulshoff, Vasovic,Blakenburg, Neeskens, Murhen, Cruyff,Haan,Swart,Keizer Rep e Van Dijk.
Todos atacavam, todos defendiam.Uma autêntica revolução na europa do futebol.

Em 1995 ganha mais 1 Taça dos Campeões,com 1 golo de Kluivert,que bateu o GR do Milan,Rossi,e que voltou a relembrar o Ajax dos anos 70.
Talentos nascidos na "fábrica" do Ajax,que o mundo nao esquece.Obrigado pelo teu filão de incriveis jogadores,Ajax!
Johan Cruyff

Ronald Koeman

Van Basten

Rijkaard

Aaron Winter

Clarence Seedorf

Muitos outros nomes,apesar de não serem produto do Ajax,foram transferidos com 16/17 anos,tais como Kanu,Finidi,Babangida e Oliseh.
on Tuesday, October 4, 2005
Escrevo o meu primeiro post neste grande blog, para o qual tive a honra de ser convidado a colaborar, no dia em que Jorge Alberto Valdano, campeão do mundo em 1986, faz 50 anos.
Neste primeiro post vou falar de um clube pelo qual nutro o maior respeito... O Arsenal. Admiro o clube mas muito concretamente o trabalho do Sr. Arsene Wenger. Na minha opinião, Wenger é dos melhores treinadores hoje em actividade. Não só pelo seu conhecimento táctico e pela sua experiência como também pela sua capacidade de descobrir novos talentos. Quando Ljungberg, Patrick Vieira ou Robert Pires chegaram ao Arsenal, eram completamente desconhecidos mas hoje são jogadores de topo, todos lançados por Wenger.
O modo de actuar de Wenger e bastante simples... O Arsenal tem uma vasta rede de olheiros espalhados por todo o mundo que informam o clube dos talentos que observam, os jogadores passam por uma experiência no clube e depois são emprestados pelos clubes ao Arsenal... Se se justificar, contrata-se o jogador. É simples mas, pelos vistos, eficiente.
Hoje em dia o Arsenal tem uma equipa sólida e completa desde a baliza até ao ponta-de-lança.
Os gunners contam no seu plantel com uma nova vaga de jovens talentos... Fabregas(Médio centro), Eboube(Defesa), Owusu(Avançado), Senderos(Central), Van Persie(Extremo esquerdo), Flamini(Médio centro) e Arturo Lupoli(Avançado), entre outros.
Mas o Arsenal não é o único clube inglês que aposta forte nos jovens... Temos o exemplo de Cristiano Ronaldo e Rooney no Man. United, de Joe Cole e Johnson no grande Chelsea, de Carson e Sinama no Liverpool e de Ridgewell e Whittingham no Aston Villa.
Mas, para qualquer efeito, Arsenal será sempre o pioneiro.
Escrevo este post só agora para não falar "a quente", pois a noite de domingo e o dia de ontem conheceram o meu mau génio. O assunto é óbvio: José Peseiro.
É impressionante a falta de carisma e personalidade que o ribatejano tem. A sua dignidade é posta em causa por (quase)todos e a reacção é sempre a mesma, a resposta é sempre vaga e pouco esclarecedora. Em condições normais, compreenda-se sem uma direcção autista e apenas interessada nos "projects finance", um novo técnico já teria pegado nas rédeas da equipa. Os cenários prováveis são os mais variados:

Hipótese nº1:
Peseiro continua no clube até à 7ª jornada, perde o jogo com a Académica, é assobiado mais uma vez por milhares e é despedido, saindo com a honra manchada.

Hipótese nº2:
A direcção actua neste espaço de 2 semanas, constatando que,como é óbvio, esta situação é insustentável e arranja um treinador da mesma linha. Jovem, sem títulos...enfim, mais uma aventura em busca de um novo Mourinho que nunca existirá.
Para mim é um dos cenários mais perigosos, pois é necessário alguém com experiência de liderança e com trabalho em clubes com uma dimensão ao nível da do Sporting, pelo menos. Um Couceiro ou um Vitor Pontes no banco, nesta altura, seria um "harakiri" dos dirigentes, que como é certo e sabido, não contam com o apoio dos adeptos, muito por culpa da personalidade arrogante que Dias da Cunha e companhia têm mostrado.

Hipótese nº3:
Já ouvi o nome de Paulo Autuori como provável substituto. Tem lógica: se o problema está relacionado com os brasileiros ou se faz uma total remodelação de balneário ou se contrata um treinador...brasileiro. Os mais xenófobos não concordaram, certamente, mas foi isso que o Marítimo fez e, a julgar pelo jogo com o Porto, a equipa apresenta outra atitude.

Hipótese nº4:
Peseiro despedido e o Sporting contrata alguém de renome e com capacidade de liderança reconhecida. Não um campeão do mundo ou um vencedor da Champions, pois o clube não poderá suportar financeiramente alguém com esse currículo, pelo que tem vindo à baila. Mas refiro-me a um Camacho ou a um... Paul Le Guen.

Hipótese nº 5:
Deixo este cenário para o final pois é aquele que eu mais temo. Peseiro ganha à Académica e possivelmente o jogo seguinte...e o cancro continua instalado no clube e no balneário.

Outro factor importante é a obsessão doentia dos diringentes pelas finanças. Ok...obviamente que a sanidade financeira é muitíssimo importante num clube, mas os cofres da Alvalade não estariam bem mais recheados se o Sporting tivesse sido campeão e vencedor da Taça Uefa? E se a fase de grupos da Champions tivesse sido alcançada? E se os leões nao tivessem caido perante o Halmstad?
O grande problema é a empatia que não existe entre sócios e dirigentes. O problemas daqueles que estão à frente do clube não é a sua honestidade ou competência, mas sim o facto de serem puramente gestores que tomam o plano desportivo como secundário. O fim do cargo de "manager", que era protagonizado(e muito bem) por José Eduardo Bettencourt foi um erro tremendo. A ideia de passar as funções de figura principal do futebol leonino para Peseiro não foi, de facto, nada positiva. Falta alguém que dê a cara pelo Sporting....
on Saturday, October 1, 2005

Um teimoso 0-0 imperava naquela tarde quente no México. Os goleadores estavam de relações cortadas com as redes adversárias e os adeptos desesperavam por golos. Até que o árbitro aponta para a marca de grande penalidade. O habitual cobrador avança com convicção, mas falha. Não foi preciso esperar muito mais para a mesma equipa ter uma oportunidade idêntica. O jogador que tem a árdua tarefa de facturar no penalty já é outro, mas falha. O rigoroso árbitro apita, minutos depois, o 3º castigo máximo da tarde para o mesmo lado( não, isto não é um remake do Benfica – Oliveirense). Outro jogador avança novamente, mas imita os colegas de equipa. Eis que a mesma indicação é dada pela 4ª vez(!). O sacrificado para tentar marcar olha para as bancadas e é fuzilado pelo olhar atento dos milhares de espectadores. Visivelmente nervoso, dirige-se ao árbitro e pede que seja marcado um pontapé de canto em vez de uma grande penalidade…
A situação é descrita por Hugo Sanchez e demonstra a tensão que é sentida aquando da marcação de um penalty. Inúmeros profissionais já sentiram na pele a sensação de falhar no momento mais decisivo. Estão bem patentes na memória dos adeptos a célebre final de Estugarda onde Veloso não concretizou, a bola na trave de Miguel Garcia no derby para a Taça de Portugal ou o a defesa de Buffon em resposta a Luís Figo na meia final da Champions League.
O sérvio Djukic protagonizou um dos mais dramáticos casos. O Deportivo da Corunha chegava à última jornada com uma ligeira vantagem sobre o Barcelona e seria campeão se ganhasse a partida seguinte. O derradeiro jogo estava empatado nos minutos finais, até que os galegos vêem ser assinalado um castigo máximo a seu favor. O defesa que viria a ser transferido para o Valência não conseguiu concretizar…e o título foi para a Catalunha.
Mas memória também é marcada por casos de sucesso. Na final do Europeu de 1976, defrontavam-se a Checoslováquia e a Alemanha(RFA). O jogo, realizado em Belgrado, terminou com 2-2 e nom prolongamento nada se alterou. Os primeiros 4 penaltys para cada lado foram concretizados, mas ao 5º o alemão Honess chutou por cima e deixou a selecção de Beckenbauer, Muller e Vogts em maus lençóis. É então a oportunidade de Antonín Panenka, possuidor de um bigode digno(que tanta falta faz ao futebol português) de nos fazer lembrar os tempos áureos de um Carlos Manuel, dar o título aos homens de leste. O checoslovaco não tremeu. Quando se preparava para rematar, o gigante Sepp Maier já tombava para o seu lado esquerdo, como era hábito. Podia ter rematado forte para o lado contrário, mas a rebeldia corria nas veias de Panenka. Um remate leve em folha-seca foi a solução e a Checoslováquia enlouquecia. Postiga, Totti ou Vieri imitariam-no décadas depois….