on Wednesday, September 14, 2005

O espanhol Carlos Garcia Quesada,ciclista da Comunidad Valenciana, venceu hoje a 17* etapa da Volta à Espanha,que ligou El Espinar a La Granja de San Ildefonso na distância de 165,6 quilómetros.
Francisco Mancebo foi o 2º a cortar a meta 46 segundos depois, com Santos Gonzalez Capilla a chegar 48 segundos depois do vencedor.
Roberto Heras, da Liberty, continua como camisola "dourada", agora com 1.40 minutos à frente do russo Menchov.
Aconteceu no inicio dos anos 90 um evento com um dos finais mais surpreendentes de sempre. Não, não foi nenhum concerto da Dina com o encore do “Amor de água fresca”, mas sim o mítico Euro 92, realizado na Suécia. Quatro anos antes de Baia ter sido fuzilado com a maior chapelada de todos os tempos, o técnico dinamarquês em fim de carreira Richard Moller Nielsen recebeu uma chamada da federação de futebol do seu país para orientar a selecção nacional na competição. O mais caricato é que a Dinamarca não se tinha qualificado, ficando em 2º no grupo de apuramento, atrás da Jugoslávia. Porém, perante as dificuldades causadas pela guerra, os jugoslavos foram obrigados a cancelar a sua participação. Peter Schmeichel, Nielsen, Sivebaek e Bian Laudrup foram obrigados a adiar as suas férias nas praias do Mediterrâneo para reforçar o contingente dinamarquês…o inofensivo contingente dinamarquês, pensavam os alemães e holandeses(campeões europeus), favoritos na conquista do título.

Os escandinavos até começaram bem, empatando com a Inglaterra a 0 golos, mas perderam a partida seguinte, por 1-0, com os anfitriões suecos que contavam com o goleador Tomas Brolin. Tudo parecia acabado. A maior parte dos titulares indiscutíveis não estava presente e, devido a problemas físicos, outros abandoram o torneio. Eis que, num golpe genial, só acessível a craques portentosos como um Brian Deane ou um Bruno Gimenez, Lars Elstrup desfaz o empate do marcador do Dinamarca – França e factura o 2-1 a 10 minutos do fim, perante a estupefacção do guarda-redes francês Bruno Martini. Os gauleses, treinados por Platini e com Jean Pierre Papin no 11 inicial, quedava-se pela 1ª fase.
Riram-se, provavelmente(eu não estive lá para ver), os holandeses, quando souberam que a equipa que iriam defrontar na fase seguinte era composta por uns nórdicos cansados, desejosos de férias no Algarve ou em Ibiza, sem grande prestígio. Pois Henrik Larsen abriu o marcador para a Dinamarca logo ao minuto 5, com o homem que tem medo de andar de avião, Dennis Bergkamp, a empatar 20 minutos depois. O mesmo Larsen bisou 10 minutos volvidos e a Dinamarca esteve em vantagem até ao minuto 86, quando o médio que passou por Alvalade mas nunca ninguém viu jogar Frank Rijkaard bateu o guardião dinamarquês. Na marcação das grandes penalidades a lenda Marco Van Basten falhou e a laranja mecânica ficou pelo caminho.

Na noite do dia 26 de Junho de 1992, em Gotemburgo, o estádio Ullevi encheu para, como quase todos esperavam, ver a Alemanha conquistar o seu 3º titulo europeu. Illgner, Matthias Sammer, Juergen Klinsmann, Stefan Effenberg e companhia já pensavam na festarola que iriam organizar para comemorar a vitória. Só que, contra todas as expectativas, o médio dinamarquês John Jensen abriu o activo aos 18 minutos, enlouquecendo os milhões de espectadores que assistiam ao jogo pelo mundo fora. Peter “adoro espancar os defesas” Schmeichel começava a contruir a sua fama de melhor guarda-redes a nível mundial efectuando defesas fantásticas que deixavam todos de boca aberta. Ao minuto 78 Vilfort colocou um ponto final no encontro e os tais nórdicos em que ninguém acreditava fizeram a festa e levaram o caneco para casa. O futebol tem coisas mesmo engraçadas…


Dinamarca: Schmeichel, Piechnik, Olsen, Nielsen, Sivebaek(Christiansen 68), Vilfort, Jensen, Larsen, Christofte, Brian Laudrup e Povlsen.

Alemanha: Illgner, Reuter, Kohler, Helmer, Buchwald, Brehme, Hassler, Effenber(Thom 80),Sammer(Doll 45), Klinsmann, Riedle.
on Tuesday, September 13, 2005
Após o dia de descanso os ciclistas voltaram à estrada numa etapa de transição com final em Valhadolid.
Apesar do trabalho da Fassa, Petacchi, mal colocado e sem força, não conseguiu fazer face á rampa de 70 metros) que coincidia com a meta.

Paolo Bettini da Quick Step (actual campeão Olimpico) foi o grande vencedor.

Em dia de post pequeno ficam para saborear autênticas preciosidades fotográficas (obrigado 3º anel):
Toni e Humberto Coelho regressando dos EUA (1978)

Artur Jorge de Melo Braga Teixeira também ele regressado dos EUA

António Oliveira (1978)
on Monday, September 12, 2005
Tive a oportunidade de assistir ao 1º grande clássico da época na bancada situada entre o DUXXI e os Diabos Vermelhos, o que significa que fui alvo acidental de alguns foguetes e petardos trocados entre as duas claques. Porém, resta-me ainda parte da mão direita(apenas perdi o polegar), o que me permite partilhar a minha visão do encontro com o leitor.

O Sporting apresentou um sistema conservador, apenas susbstituindo os lesionados Edson, Beto e Custódio pelo adaptado Tello, Tonel e Luís Loureiro. Já Ronald Koeman tirou o coelho da cartola e inovou mais uma vez ao apostar numa táctica com 3 centrais, lançando o reforço Miccoli e o nº10 com apenas 1 treino realizado com a equipa, Karagounis. Maior surpresa foi ainda a inclusão de Carlitos que rendeu o homem que normalmente só brilha nos clássicos, Geovanni. Os primeiros 20 minutos foram bastante equilibrados mas, à medida que o cronómetro avançava, o entrosamento da equipa leonina revelou-se fundamental frente aos encarnados que não estavam, nitidamente, familiarizados com o sistema de jogo. João Pereira dava o seu melhor, ou seja, jogava mal, inventando em demasia e perdendo muitas bolas a meio-campo, Carlitos tentava perceber porque estava em campo, Karagounis estava exausto, Manuel Fernandes não estava a ser o mesmo jogador que tantas vezes aguentou o centro do terreno da sua equipa na época transacta. Miccoli, apesar da pouca ajuda de um Simão tapado pelo trabalhador Rogério e por Tonel, mostrava, de quando em vez, alguns bons pormenores. Não critico a tentativa de Koeman em tentar transformar este Benfica, habituado a jogar recuado no terreno por Trap, numa equipa mais ofensiva que assuma as despesas do jogo, mas não se fazem omoletes sem ovos, como chegou a dizer o mítico Manuel José, rei da Arábia.

O Sporting venceu, indiscutivelmente, com todo o mérito. Curiosamente, as opções de recurso foram fundamentais para a conquista dos 3 pontos. Luís Loureiro marcou, fartou-se de destruir jogo recuperando inúmeras bolas; Tello aproveitou Carlitos e João Pereira para mostrar trabalho no corredor esquerdo e dele nasceram os dois golos do Sporting; Tonel esteve sempre seguro. Liedson é definitivamente o pesadelo dos encarnados, João Moutinho mostrou de novo que não sabe o que é jogar mal, Sá Pinto está cada vez mais perto da reforma e só lhe resta raça. Deivid continua a querer evidenciar-se…mas não será a altura de dar uma oportunidade no 11 inicial a Pinilla? Nelson não teve culpas no golo e sempre que foi chamado a intervir fê-lo com segurança.



Boina da Tropa de Ouro:
- Liedson – O Levezinho resolveu mais uma vez com um golo magistral,mesmo com o gigante Luisão na disputa . Como prémio leva uma boina da tropa autografada pelos autores deste blog.

Boina da Tropa de Lata:
- Koeman – inventou, inventou, inventou….e perdeu.Trap sabia o que a casa gastava e por isso adaptava o sistema de jogo aos jogadores que tinha. Como dizia um conceituado cronista, Koeman quer transformar um burro num Ferrari.Irá receber a autobiografia de Luis Campos e um dicionário de castelhano-português.
on Sunday, September 11, 2005
Depois de um amplo debate e intensas negociações, a Malta da Tropa que curte Bola tem o prazer de anunciar a entrada de um novo espaço de opinião na blogosfera: o Cantinho da Tropa. Este será um blog generalista onde, em conjunto com outros membros por nós convidados a participar, serão partilhados os mais variados assuntos, desde as velhas inglesas que vão para o Algarve apanhar sol até aos candidatos a PR, passando por rubricas relacionadas com os emigrantes portugueses na Suiça que possuem bigode. O blog Malta da Tropa que curte Bola continuará a ser a janela para o mundo futebolistico, podendo o novo “blog satélite” tratar temas idênticos. Este novo “projecto” tem como objectivos criar um novo sítio de opinião sobre os mais diversos temas de conversa e arranjar espaço para alguns dos desportos aqui presentes, dando os posts sobre outras modalidades lugar a mais crónicas futebolísticas, pelo que o Cantinho da Tropa relatará, futuramente, vários dos maiores eventos relativos a modalidades amadoras (a título de excepção, a Vuelta será focada neste blog até à última etapa). Os novos talentos da blogosfera que temos o prazer de apresentar são Joaquim Varreiros, Manél Jólas e José José Camarinha. Fiquem atentos....
Contra todas as previsões, inclusive as nossas, Roberto Heras reconquistou a camisola dourada.

Numa demonstração pura de classe e força o homem da Liberty-Seguros venceu hoje a 15.ª etapa que ligou Cangas de Onis à estação de esqui em Pajares.
Foram 191 kilómetros efectuados sobre condições climatérias adversas e onde Denis Menchov quebrou concluíndo com mais de 5 minutos de atraso.
Com cerca de 4 minutos e meio de vantagem na Geral, Roberto Heras tem praticamente assegurada a sua 4 vitória em edições da Volta a Espanha, mergulhando no esquecimento os 3 triunfos de Tommy Rominguer..
São dias como o de hoje que fazem do ciclismo um desporto de eleição e conferem a um homem o estatuto de imortal.
Que bonito será para o ano vermos Simoni vs Armstrong no Giro e Heras vs Armstrong na Vuelta.
2006 promote!
on Saturday, September 10, 2005
E eis que a montanha pariu um rato.
Quando todos esperavam mudanças na frente da corrida, Roberto Heras não conseguiu fazer descolar Menchov em nenhuma das 2 últimas etapas de montanha.
Com 47 segundos de atraso, não restam muitas mais oportunidades ao homem da Liberty Seguros para destronar o russo da Rabobank. Se tomarmos em conta que no contra-relógio Menchov é homem para ganhar mais de um minuto a Heras, então o vencedor da Vuelta pode estar encontrado.

Na etapa de ontem, a vitória sorriu ao espanhol da Euskaltel Samuel Sanchez, muito por culpa de um erro do colombiano Mauricio Cano, que festejou a etapa, 100 metros antes de cortar a linha de meta (era a meta do prémio de montanha).
Destaque igualmente para os abandonos de José Azevedo (não conseguiu suportar os ferimentos das 3 quedas sofridas) e de Benoit Joachim (Discvery Channel) que não alinharam à partida e de Manuel Beltran (Discovery Channel) e do sprinter da Davitamon Loto Tom Steels vítimas de quedas no decorrer da etapa.

Hoje, em etapa com chegada ao alto, o grande vencedor foi o espanhol da Comunidade Valênciana Eladio Jiménez.
Gilberto Simoni deu finalmente um ar da sua graça terminando em 3º. o que lhe permitiu escalar alguns lugares na classificação geral.

A principal nota da etapa, reside no facto de Carlos Sastre (CSC) ter alcançado o 3º lugar da geral, tendo agora Mancedo (Islas Balleares), que falhou completamente, a 55 segundos.
Quando a Heras e Menchov chegaram coladinhos nas 5ª e 6ª posições.
Amanha temos mais uma etapa com muita montanha, mantenham-se atentos porque nós vamos estar lá.