A 18 de Maio de 2005, Alvalade vestiu-se de Gala para receber a sua 1ª final de uma prova europeia.
Ricardo; Miguel Garcia, Enakarhire, Beto e Tello; Rogério, João Moutinho, Rochemback e Pedro Barbosa; Sá Pinto e Liedson
AAkinfeev; Vassili Berezoutski, Ignashevich e Aleksei Berezoutski; Odiah, Aldonin, Rahimic e Zhirkov; Daniel Carvalho, Olic e Vágner Love
O árbitro da partida foi o inglês Grand Poll que esteve em bom plano.
Entrou melhor o Sporting e não estranhou o golão de Rogério.
Os primeiros 45 minutos foram fantásticos, pintados de verde e branco, mas para azar as duas faces do Sporting 2004-05 revelar-se-iam naquela partida.
Sob a batuta de Daniel Carvalho, o CSKA deu a volta ao jogo na 2ª parte.
Primeiro com um golo de um dos gémeos Berezoutski, que cabeceou para a baliza de Ricardo após um livre apontado pelo médio brasileiro. Ricardo não terá ficado muito bem na fotografia.
Pouco tempo depois o mesmo Daniel Carvalho isolou Zhirkiv que à saída de Ricardo meteu-lhe a bola por entre as pernas e adiantou os russos.
Aos 74 minutos Rogério teve um perdida clamorosa, daquelas em que todas as palavras usadas para a sua descrição parecem poucas. No seguimento Wagner Love sentenciou a partida.
O bigode de Gazzaev derrotou o aspecto de talhante de José Peseiro. Foi pena!
Os russos que foram eliminados pelo nosso Porto na fase de grupos da champions, decidiram vingar-se nos rivais lisboetas.
Uma palavra para a substituição que Peseiro rubricou aos 88 minutos. Tirou Moutinho e meteu Hugo Viena. A isto chama-se timing!
Para finalizar este longa posta aqui fica o
vídeo da final.
Plantel:Ricardo: O GR com maior Curriculum na selecção nacional, era na altura um mal amado, tendo sido acusado inclusive de ter facilitado no 1º e 3º golos do CSKA.
Baixou os níveis exibicionais quando trocou o Bessa por Alvalade tendo inclusive perdido por algumas vezes a titularidade para
Nelson.
A chegada de Paulo Bento foi benéfica para o nº 1 da selecção nacional, que é desde há 2 épocas indiscutivelmente o melhor guarda redes português.
Miguel Garcia: Marcou o golo em Alkmar que valeu a passagem à final e pouco mais se pode dizer.
É um daqueles jogadores cuja evolução ao longo dos anos tem sido nula.
Rogério: Médio centro de raíz, não convenceu quando chegou a Alvalade, mas a irregularidade de
Mário Sérgio fez com que Peseiro encontrasse um lugar para o brasileiro no lado direito da defesa. Apesar de ser algo lento era complicadíssimo passar por ele, Simão que o diga.
Na final marcou um golão e falhou outro de forma incrivel.
Muita gente afirma que Peseiro errou ao colocá-lo no meio campo.
Beto: Um jogador de claque. A uns há que não se lhe perdoa nada, a outros perdoa-se tudo.
Muita garra, muito beijos no emblema e muitos festejos com a Juve Leo no final dos jogos.
Foi corrido do clube após esmurrar Custódio. A um capitão exigia-se mais cabecinha.
Anderson Polga: Só em 2006-07 confirmou os pergaminhos de campeão mundial em 2002.
Peseiro preteriu-o na final, o brasileiro amuou e recusou-se a alinhar na ultima partida contra o nacional.
Enakarhire: Betão. Foi o mais regular dos centrais do plantel leonino. Muito forte fisicamente, podia também alinhar à direita.
Saiu para o Dínamo de Moscovo, mas não se adaptou. Penso que somente o luso - venezuelano Dani vingou em terras de vodka, Kremlin e KGB.
Rodrigo Tello: Tal como Polga, só em 2006-07 se afirmou verdadeiramente, até lá tinha sido um grande fiasco que inclusive foi motivo de chacota no nosso blog. Mesmo assim alinhou na final, porque Rui Jorge já estava a dar as ultimas.
Rui Jorge: Enquanto as pernas ajudaram foi um dos melhores jogadores do Sporting. Instrumental na conquista dos títulos em 2000 e 2002.
Nesta altura já estava na curva descendente, bem descendente e acabou inclusive por ser preterido na final.
Hugo: Um central muito fraquinho que do Braga foi para a Samp de Génova.
Regressou a Portugal no Verão de2000 para representar o Dream Team Leonino. Nunca se afirmou.
Custódio: Discreto, eficaz e de grande utilidade.
Peseiro pode ter perdido a final ao ter preterido Custódio, entregando o seu lugar a Rogério. É certo que o brasileiro marcou o golo, mas...
Esteve na origem da ida de Beto para o Bordéus ao ter servido de saco de pancada para o central.
Actualmente perdeu o lugar para Miguel Veloso mas quem não perderia?
Rochemback: Um dos melhores do plantel. Não fossem uns quilinhos a mais em algumas fases da sua aventura leonina e Rocca poderia ter dado ainda mais ao clube.
Peseiro não abria mão dele, Paulo Bento também não abriria não fosse o internacional sub-21 brasileiro ter rumado ao Midlesbrough.
Arrisco dizer que com o Fábio na equipa o Sporting teria sido campeão nacional esta época.
Hugo Viana: Tem talento e tem feito uns belos contratos ao longo da sua interessante carreira desportiva, mas a verdade é que muito raramente (para não dizer nunca) se afirma como titular indiscutível.
Em Alvalade por empréstimo também acabou por perder a titularidade e na final só entrou aos 88 minutos quando já nada havia a fazer.
João Moutinho: Apesar da tenra idade já era um grande jogador. Aos 18 aninhos foi titular numa final europeia, não é para todos, pois não?
Vai ser indiscutível na selecção nacional.
Pedro Barbosa: Um grande jogador que para além de distribuir classe ao longo das 4 linhas tinha o bonito hábito de marcar ao nosso Porto.
Nunca entendi porque razão os sócios eram tão duros com ele. Talvez o rapaz devesse beijar mais o emblema...
Carlos Martins: Nunca entendi este rapaz, tem talento para dar e vender, mas alterna o muito bom com o sofrível, sofrível e sofrível.
As lesões também não têm ajudado mas exigia-se mais a Carlos Martins.
Doula: Teve um pico de forma fantástico nos 8ºs e nos 4ºs de final, daí ter despertado a cobiça dos clubes ingleses, tal foi a facilidade com que passou pelos laterais do Midlesbrough e do Newcastle.
Depois teve uma lesão e nunca mais foi o mesmo. Talvez a cabecinha em terras de sua majestade tenha também ajudado.
Sá Pinto: O amor que a Juve Leo tinha para com o seu nº10 certamente não seria partilhado por quem percebia minimamente de futebol.
Ele e Beto eram os mestres das lágrimas, dos beijos no emblema e nos festejos com a bancada. Sinceramente não considero que o seu contributo no SCP tenha sido por aí além.
Pinilla: Um barrete daqueles que fazem rir a malta quando estamos no café a malhar finos e a comer empalhadas.
Teve uma noite de glória na pedreira bracarense e marcou o 2-1 na meia final.
Liedson: Que dizer? O melhor ponta de lança da SL já o era em 2004-05.
Marcou que se fartou na UEFA, mas na final não estive nos seus dias.
Nicolai: Parecia ser um grande avançado, tendo inclusive marcado no jogo da estreia o golo que valeu ao Sporting de Boloni a vitória por 1-0 contra o nosso Porto de Octávio Machado.
Formou nesse mesmo ano com João Vieira Pinto e Mário Jardel um tridente ofensivo demolidor. Lesionou-se num jogo contra o Vitória de Setúbal e nunca mais recuperou a 100%
Ele, Sokota e Bruno Moraes são uma espécie de Pedro Mantorras versão raça branca.